"O SEXO DE LER DE BILITIS" de Pierre Louÿs - 1ª Edição de 2010
Preço: 15 €"O SEXO DE LER DE BILITIS" de Pierre Louÿs - 1ª Edição de 2010
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44707683
- Id do anunciante92II
Descrição
"O SEXO DE LER DE BILITIS"
de Pierre Louÿs
Prefácio e tradução de Maria Gabriela Llansol
Edição Bilingue Francês - Português
1ª Edição de 2010
Relógio D'Água
Coleção Poesia
360 Páginas
Em 1894, os poemas de amor e as obras decididamente eróticas de "As Canções de Bilitis" causaram um alvoroço sem precedentes, tanto por serem reconhecidos como obra de uma discípula de Safo, quanto por representarem uma rara descoberta arqueológica. Pierre Louys foi o protagonista dessa obra inovadora e o tradutor dos poemas do grego. Ele também saciou a curiosidade dos leitores com um relato da vida de Bilitis e de como os poemas foram encontrados inscritos em seu túmulo. Logo ficou claro que Bilitis e seus poemas eram uma invenção de Louys, após o que a obra sofreu os efeitos severos da difamação e do tabu talvez razões ainda mais fortes para a natureza duradoura desse mito.
EXCERTOS
«Mas Pierre Louÿs viu apenas esta [imagem] um pé-de-libido a nascer de um sexo. Esboçou-se na sandália que atirou à água. As ancas rodaram em torno do ventre. Foi como acenar com uma gota a um líquido dormente. Um pé desembaraçou-se da outra sandália. Purificada a planta dos pés, o busto livrou-se da contrariedade do vestido. E, nu, o pé-de-libido deitou-se à água. E mais não viu. Os seios não voltaram para quebrar a limpidez das águas, nem o corpo flutuou à sua superfície. Não era Vénus nem Ofélia. Nem sereia anfíbia. Viu, sem saber, uma matéria figural irradiante e enigmática. Uma folha de água caindo às águas. E, como linguagem, um vazio iluminado pelo encantamento quem é o sexo?»
---
Pierre Louÿs (1870 a 1925)
Foi um escritor e poeta francês, fortemente influenciado pelo Parnasianismo e pelo Simbolismo, e amigo íntimo de André Gide. Rompendo com o conservadorismo da literatura predominante, com um estilo refinado e alusões fantásticas à mitologia grega, conseguiu transmitir sensualidade através do amor e da paixão lésbica. As Canções de Bilitis lhe renderam um lugar na literatura mundial por sua composição sublime e elegante. Em suas obras, expressa-se com rebeldia e tenta expor a falsa moralidade, a aparente modéstia e a hipocrisia da sociedade, desenvolvendo personagens como um paralelo ao que a burguesia da época almejava, o que era censurado por ser considerado obsceno e depravado. Foi o que muitos chamaram de descoberta do desejo erótico feminino.
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Pierre Louÿs
Prefácio e tradução de Maria Gabriela Llansol
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1ª Edição de 2010
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Em 1894, os poemas de amor e as obras decididamente eróticas de "As Canções de Bilitis" causaram um alvoroço sem precedentes, tanto por serem reconhecidos como obra de uma discípula de Safo, quanto por representarem uma rara descoberta arqueológica. Pierre Louys foi o protagonista dessa obra inovadora e o tradutor dos poemas do grego. Ele também saciou a curiosidade dos leitores com um relato da vida de Bilitis e de como os poemas foram encontrados inscritos em seu túmulo. Logo ficou claro que Bilitis e seus poemas eram uma invenção de Louys, após o que a obra sofreu os efeitos severos da difamação e do tabu talvez razões ainda mais fortes para a natureza duradoura desse mito.
EXCERTOS
«Mas Pierre Louÿs viu apenas esta [imagem] um pé-de-libido a nascer de um sexo. Esboçou-se na sandália que atirou à água. As ancas rodaram em torno do ventre. Foi como acenar com uma gota a um líquido dormente. Um pé desembaraçou-se da outra sandália. Purificada a planta dos pés, o busto livrou-se da contrariedade do vestido. E, nu, o pé-de-libido deitou-se à água. E mais não viu. Os seios não voltaram para quebrar a limpidez das águas, nem o corpo flutuou à sua superfície. Não era Vénus nem Ofélia. Nem sereia anfíbia. Viu, sem saber, uma matéria figural irradiante e enigmática. Uma folha de água caindo às águas. E, como linguagem, um vazio iluminado pelo encantamento quem é o sexo?»
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Pierre Louÿs (1870 a 1925)
Foi um escritor e poeta francês, fortemente influenciado pelo Parnasianismo e pelo Simbolismo, e amigo íntimo de André Gide. Rompendo com o conservadorismo da literatura predominante, com um estilo refinado e alusões fantásticas à mitologia grega, conseguiu transmitir sensualidade através do amor e da paixão lésbica. As Canções de Bilitis lhe renderam um lugar na literatura mundial por sua composição sublime e elegante. Em suas obras, expressa-se com rebeldia e tenta expor a falsa moralidade, a aparente modéstia e a hipocrisia da sociedade, desenvolvendo personagens como um paralelo ao que a burguesia da época almejava, o que era censurado por ser considerado obsceno e depravado. Foi o que muitos chamaram de descoberta do desejo erótico feminino.
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