Fenomenologia do discurso poético- Luís A. Carlos

Fenomenologia do discurso poético- Luís A. Carlos - 27211465

 27 Abr, 23:07

5 €

Fenomenologia do discurso poético- Luís A. Carlos

Fenomenologia do discurso poético- Luís A. Carlos - 27211465

27 Abr, 23:07

5 €

Sendo hoje um dos grandes conhecedores da obra poética de Jorge de Sena, Luís Adriano Carlos é professor da Faculdade de Letras do Porto, onde apresentou este importante trabalho de investigação como dissertação de doutoramento em 1993. Assinale-se ainda que, além de docente e investigador, Luís Adriano Carlos é ainda poeta, com várias obras publicadas nesse domínio. Este facto não é naturalmente irrelevante ou estranho a determinadas tendências fecundas do trabalho hermenêutico do autor. No campo da crítica e do ensaio, entre muitos trabalhos sobre vários autores da modernidade (Fernando Pessoa, Alberto de Oliveira, Saul Dias, José Régio, Luís Veiga Leitão, Políbio Gomes dos Santos, entre outros), foi um dos primeiros universitários de língua portuguesa a dedicar a Jorge de Sena uma dissertação de mestrado: Jorge de Sena e a Escrita dos Limites: Análise das Estruturas Paragramáticas dos Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena (Porto, 1986).

Justamente premiado, Fenomenologia do Discurso Poético afirma-se como um dos mais inovadores e bem articulados ensaios literários no recente panorama da crítica portuguesa. Articular e iluminar profundamente a criação poética do multifacetado Jorge de Sena, ao longo de mais de quatro décadas, através da matriz filosófica e epistemológica da Fenomenologia, reconhecida pelo próprio poeta, constitui um dos maiores méritos do arguto ensaio de Luís Adriano Carlos. Fecundar a exegese da escrita poética seniana com dialéctica filosófico-metodológica de um Edmund Husserl (sem esquecer a dialéctica hegeliana e o paradigma marxista) não se apresenta como caminho fácil, ao alcance de qualquer crítico. Pressupõe assinalável bagagem filosófica e, ao mesmo tempo, maturidade teórico-crítica, condições indispensáveis para Luís Adriano Carlos se abalançar na análise de uma das mais inovadoras e desafiantes obras do panorama literário do séc. XX.

Campo das letras 1999


Um totalitário cheio de nada...

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Lisboa