Ali, o magnífico (estado: como novo)

 30 Dez, 18:39

10 €

Ali, o magnífico (estado: como novo)

30 Dez, 18:39

10 €

  • VendaTipo
  • ElvasConcelho
  • Caia, São Pedro e AlcáçovaFreguesia
  • 21288771Id do anúncio

Sinopse

E isto: Moi, je suis intact, et ça m'est égal.
Sou Sid Ali B., o assassino dos sacos de plástico. No final do último século, neste Inverno, o meu nome apareceu num dos jornais diários. Não, apenas a inicial do meu apelido - a lei assim o exige: eu era menor à altura dos factos. Mas o meu primeiro nome por extenso. E o meu presumível retrato, a lápis, com boné e sem boné, a preto e branco ou a cores, em papel ou no ecrã, no telejornal. Entre a maré negra, o bug, as árvores centenárias arrancadas pelo vento e o grande medo do milénio... «O criminoso mais procurado do Espaço Schengen. Mas o meu advogado relembrou que eu era presumível inocente. E eu já não me reconhecia senão nesses retratos-robô contraditórios que se tinham sucedido no início da caça ao homem, todas essas trombas medonhas, de jogo de massacre. É que, para as pessoas, todos os beurs são iguais, todos têm um ar suspeito. Ou todos os beurs são robôs. Ou são todos monstros. Assassinos em potência. Inacabados ou acabados. E metem medo. Sim.

Paul Smaïl é um aclamado escritor francês de origem marroquina, que cresceu em Barbès, um bairro popular no norte de França. Ali, o magnífico é o seu terceiro romance e baseia-se na vida de Sid Ahmed Rezala, o jovem magrebino conhecido como «assassino dos comboios, encontrado e preso em Lisboa. Narrado em delírio pela personagem principal, expressa a brutal realidade dos «bairros sensíveis e reclama a afirmação de uma identidade «outra numa Europa racista, moral e intelectualmente empobrecida, cega em relação à sua história e rendida ao consumismo desenfreado e à alienação da Sociedade do Espetáculo. Um livro brilhante, violento e terno, onde coexistem o ódio e a poesia, a busca de beleza e o impulso apático da morte.

Páginas: 548


José Laureano

Anunciante desde Mar. 2013
Elvas