Documento Manuscrito Histórico (1846) Império do Brasil / Genealogia Família Cardia


Especificações


Descrição

Descrição do Artigo:
Raro e autêntico documento manuscrito original do século XIX, datado da época do Império do Brasil (28 de janeiro de 1846). Trata-se de um recibo/declaração comercial e familiar de pagamento emitido na antiga localidade de São João...Rio de Janeiro

O documento encontra-se em excelente estado de conservação para uma peça com 180 anos de história, apresentando uma caligrafia clássica da época perfeitamente legível e o papel de época preservado. É uma peça de grande interesse para colecionadores de manuscritos antigos, historiadores, paleógrafos ou investigadores de genealogia.

Destaques Históricos e Genealógicos:
Assinatura "A Rogo": Um detalhe histórico fascinante. Devido ao elevado índice de analfabetismo da época (especialmente entre as mulheres), o documento foi assinado por Manoel Gomes Cardia a pedido (a rogo) da sua sobrinha viúva, que não sabia assinar.

Contexto Económico: O texto menciona uma transação de "dez mil réis como Meeiro" (referência direta ao sistema de parceria agrícola/comercial da época, onde os lucros eram divididos a meias).

Ignacio Gomes Cardia foi um cidadão e homem de negócios que viveu na primeira metade do século XIX, com ligações financeiras e comerciais ativas entre Portugal e o Rio de Janeiro, no Brasil Império.

Por se tratar de uma figura do foro privado e comercial da época, ele não consta nos livros de história geral como um governante ou militar de grande notoriedade nacional.

A Conexão Rio-Porto: Ignacio Gomes Cardia fazia parte de um clã familiar ou rede de comerciantes estabelecida no Rio de Janeiro. Ele atuava frequentemente como o ordenante de fundos, ou seja, o investidor ou parceiro comercial que enviava remessas de dinheiro para liquidação de contas em Portugal.
Parcerias de Confiança: Em transações paralelas datadas do mesmo período (como em documentos de 1848), a família Gomes Cardia movimentava capitais através de figuras de grande relevo industrial no Norte de Portugal, como o industrial portuense Bessa Leite (cuja família deu nome à atual Rua de Bessa Leite e ao Estádio do Bessa, no Porto), que geria pagamentos a pedido dos Cardia.
O Papel neste Documento: Ignacio Gomes Cardia surge explicitamente como o mandante do pagamento de "dez mil réis". Ele enviou esse montante a partir da capital fluminense, delegando em Henrique de Souza Leite a tarefa de o fazer chegar à província, para pagar os lucros agrícolas (daí o termo "Meeiro") devidos à viúva Maria dos Santos e ao seu sobrinho Manoel.

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