Natal 71 (1999) IMDB: 6.5
Preço: 10 €Natal 71 (1999) IMDB: 6.5
Especificações
Descrição
Adelino Cardoso, João Maria Pinto, Manuel Carlos Pinto, Luís Alcobia, Florbela Queiroz, Francisco Nicholson excertos de Os Cus de Judas de António Lobo Antunes lidos por Rogério Samora
Documentário
IMDB: 6.5
FICHA TÉCNICA
realização Margarida Cardoso
imagem Lisa Hagstrand
som Pedro Figueiredo e José Barahona
montagem Pedro Ribeiro e Anne Brotons
produtores Maria João Mayer e François d Artemare
Encontros Cinema Documental da Malaposta Melhor Documentário Português
Natal 71 é o nome de um disco oferecido aos militares em guerra no Ultramar português nesse mesmo ano. Cancioneiro do Niassa é o nome que foi dado a uma cassete áudio, gravada clandestinamente por militares ao longo dos anos de guerra, em Moçambique. Era o tempo em que Portugal era um grande império colonial pelo menos era o que eu lia nos livros da escola e para que assim continuasse, o meu pai e grande parte da sua geração combateu nessa guerra, que durou treze anos. Hoje transportamos, em silêncio, essas memórias. Olho para trás e tento ver. Em casa do meu pai encontrei algumas fotografias, a cassete e o disco. A cassete é
uma voz de revolta, o disco é uma peça de propaganda nacionalista. São memórias de uma ditadura fascista. Memórias de um país fechado do resto do mundo, pobre e ignorante, adormecido por uma propaganda melosa e primária que nos tentava esconder todos os conflitos, e que nos impedia de pensar e de reconhecer a natureza repressiva do regime em que vivíamos.
Documentário
IMDB: 6.5
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realização Margarida Cardoso
imagem Lisa Hagstrand
som Pedro Figueiredo e José Barahona
montagem Pedro Ribeiro e Anne Brotons
produtores Maria João Mayer e François d Artemare
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Natal 71 é o nome de um disco oferecido aos militares em guerra no Ultramar português nesse mesmo ano. Cancioneiro do Niassa é o nome que foi dado a uma cassete áudio, gravada clandestinamente por militares ao longo dos anos de guerra, em Moçambique. Era o tempo em que Portugal era um grande império colonial pelo menos era o que eu lia nos livros da escola e para que assim continuasse, o meu pai e grande parte da sua geração combateu nessa guerra, que durou treze anos. Hoje transportamos, em silêncio, essas memórias. Olho para trás e tento ver. Em casa do meu pai encontrei algumas fotografias, a cassete e o disco. A cassete é
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