A Ilustre Casa de Ramires - Eça de Queiroz
Preço: 6 €A Ilustre Casa de Ramires - Eça de Queiroz
Especificações
Descrição
A ILUSTRE CASA DE RAMIRES
Eça de Queiroz
Fixação do texto e notas de Helena Cidade Moura
De acordo com a 1ª edição (1900)
Edição- Livros do Barasil
Páginas: 364
Dimensões: 210x145
Peso: 454
IS 1543325890
TX-A026-G484-1.52PR
Exemplar usado em bom estado
PREÇO: 6.00EUR
Acresce portes Correio Editorial
A Ilustre Casa de Ramires, publicada em 1900, é uma das obras mais maduras, complexas e irónicas de José Maria de Eça de Queiroz. O volume em análise conta com a fixação de texto e notas da prestigiada ensaísta Helena Cidade Moura, publicada pela prestigiada editora Livros do Brasil. Esta edição assume um valor filológico e literário excecional ao resgatar a integridade da primeira edição de 1900, limpando o texto de gralhas, alterações e modernizações acumuladas ao longo das décadas, e oferecendo ao leitor contemporâneo o aparato crítico necessário para compreender a densidade histórica e a sátira queiroziana.
1. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E TEMÁTICO
Escrito no final da vida de Eça de Queiroz, o romance funciona como uma monumental alegoria da crise nacional portuguesa do final do século XIX. O país vivia o rescaldo do Ultimato Britânico de 1890, mergulhado na decadência política da Regeneração, no endividamento e numa profunda crise de identidade.
Através da figura de Gonçalo Mendes Ramires, Eça não retrata apenas um fidalgo de província; retrata o próprio Portugal: uma nação com um passado heróico e grandioso (a Idade Média), mas que no presente se arrasta na indolência, na dependência de favores políticos e na fraqueza moral.
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2. ESTRUTURA NARRATIVA: O PROCESSO DE DUPLICAÇÃO
A grande inovação técnica de A Ilustre Casa de Ramires é a sua estrutura de metanarrativa (um romance dentro de um romance). A ação divide-se em dois planos paralelos que se interinfluenciam constantemente:
O Plano Contemporâneo (Século XIX): Focado na vida de Gonçalo Ramires na sua propriedade, a Torre de Santa Ireneia, em Santa Maria de Craquede (Oliveira do Douro). Gonçalo é um jovem bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, psicologicamente instável, bondoso mas cobarde, que tenta a todo o custo conseguir uma eleição como deputado para obter prestígio e resolver as suas dificuldades financeiras.
O Plano Histórico (Século XII): Consiste na novela histórica que Gonçalo está a escrever para os primeiros números de uma nova revista, os Anais de Literatura e História, dirigida pelo seu amigo Castanheiro. A novela, intitulada A Torre de D. Ramires, baseia-se num poema do seu tio avô e narra as façanhas heróicas de um antepassado real, Tructesindo Ramires, Alcaide-Mor de Santa Ireneia, durante o reinado de D. Afonso II.
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Eça de Queiroz
Fixação do texto e notas de Helena Cidade Moura
De acordo com a 1ª edição (1900)
Edição- Livros do Barasil
Páginas: 364
Dimensões: 210x145
Peso: 454
IS 1543325890
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Exemplar usado em bom estado
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A Ilustre Casa de Ramires, publicada em 1900, é uma das obras mais maduras, complexas e irónicas de José Maria de Eça de Queiroz. O volume em análise conta com a fixação de texto e notas da prestigiada ensaísta Helena Cidade Moura, publicada pela prestigiada editora Livros do Brasil. Esta edição assume um valor filológico e literário excecional ao resgatar a integridade da primeira edição de 1900, limpando o texto de gralhas, alterações e modernizações acumuladas ao longo das décadas, e oferecendo ao leitor contemporâneo o aparato crítico necessário para compreender a densidade histórica e a sátira queiroziana.
1. ENQUADRAMENTO HISTÓRICO E TEMÁTICO
Escrito no final da vida de Eça de Queiroz, o romance funciona como uma monumental alegoria da crise nacional portuguesa do final do século XIX. O país vivia o rescaldo do Ultimato Britânico de 1890, mergulhado na decadência política da Regeneração, no endividamento e numa profunda crise de identidade.
Através da figura de Gonçalo Mendes Ramires, Eça não retrata apenas um fidalgo de província; retrata o próprio Portugal: uma nação com um passado heróico e grandioso (a Idade Média), mas que no presente se arrasta na indolência, na dependência de favores políticos e na fraqueza moral.
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2. ESTRUTURA NARRATIVA: O PROCESSO DE DUPLICAÇÃO
A grande inovação técnica de A Ilustre Casa de Ramires é a sua estrutura de metanarrativa (um romance dentro de um romance). A ação divide-se em dois planos paralelos que se interinfluenciam constantemente:
O Plano Contemporâneo (Século XIX): Focado na vida de Gonçalo Ramires na sua propriedade, a Torre de Santa Ireneia, em Santa Maria de Craquede (Oliveira do Douro). Gonçalo é um jovem bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, psicologicamente instável, bondoso mas cobarde, que tenta a todo o custo conseguir uma eleição como deputado para obter prestígio e resolver as suas dificuldades financeiras.
O Plano Histórico (Século XII): Consiste na novela histórica que Gonçalo está a escrever para os primeiros números de uma nova revista, os Anais de Literatura e História, dirigida pelo seu amigo Castanheiro. A novela, intitulada A Torre de D. Ramires, baseia-se num poema do seu tio avô e narra as façanhas heróicas de um antepassado real, Tructesindo Ramires, Alcaide-Mor de Santa Ireneia, durante o reinado de D. Afonso II.
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V
V. Oliveira
Anunciante desde Mai. 2017
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