De Profundis Valsa lenta - José Cardoso Pires
Preço: 6 €De Profundis Valsa lenta - José Cardoso Pires
Especificações
Descrição
DE PROFUNDIS VALSA LENTA
José Cardoso Pires
Edição: Círculo de Leitores
ISBN:972421804X
Páginas: 84
Dimensões: 235x15 mm
Capa dura
Peso: 225
TX-A026-G255-0.87PR
Exemplar como novo
PREÇO: 6.00EUR
Acresce portes Correio Editorial
DE PROFUNDIS, VALSA LENTA
A Viagem aos Abismos da Memória
De Profundis, Valsa Lenta é, indiscutivelmente, uma das obras mais singulares, comoventes e corajosas da literatura portuguesa contemporânea. Escrito por José Cardoso Pires, um dos maiores mestres da língua portuguesa, o livro não é um romance de ficção, mas sim um relato estritamente autobiográfico e visceral sobre a experiência de perder e, posteriormente, recuperar a si mesmo.
Em janeiro de 1995, o autor sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquémico grave que o deixou num estado de afasia e amnésia profunda. Para um homem cuja vida e identidade foram construídas através da palavra, a súbita incapacidade de falar, escrever, ler ou sequer reconhecer o seu próprio nome representou um mergulho no vazio absoluto. O livro é o testemunho dessa travessia angustiante.
O Significado de "De Profundis" e da "Valsa Lenta"
O título da obra encerra em si a dupla dimensão desta experiência extrema:
De Profundis: Remete para a expressão latina "das profundezas", tradicionalmente associada ao salmo bíblico que clama por socorro a partir do abismo. Cardoso Pires descreve o seu estado como uma "morte branca" um lugar sem tempo, sem espaço, sem passado e sem futuro, onde a consciência está suspensa e o indivíduo é reduzido a um silêncio total, isolado dentro do seu próprio corpo.
Valsa Lenta: Representa o ritmo do seu regresso à vida e à lucidez. A recuperação não foi imediata, mas sim uma dança gradual, arrastada e muitas vezes confusa entre a escuridão da doença e a luz da consciência. É o compasso dos corredores do Hospital de Santa Maria e o ritmo da paciência exigida para reaprender o mundo.
A Desconstrução e Reconstrução do "Eu"
A narrativa acompanha o olhar inicialmente fragmentado do autor sobre o que o rodeia. Durante o internamento, ele observa médicos, enfermeiros e familiares como vultos estranhos, cujas ações lhe parecem incompreensíveis e, por vezes, surrealistas. O autor relata com uma franqueza desarmante a sua incapacidade de reconhecer a própria esposa, Edite, ou os seus amigos mais próximos.
Com o passar do tempo, e com o apoio fundamental da sua família e da equipa médica (com particular destaque para o neurocirurgião João Lobo Antunes, cuja amizade e cuidado são vitais neste processo), as memórias e as palavras começam a regressar, gota a gota. A obra documenta este milagre neurológico e afetivo: a reconstrução do cérebro e, mais importante ainda, a reconstrução do "Eu".
O Triunfo da Palavra
O que torna De Profundis, Valsa Lenta uma obra-prima pronta a cativar qualquer leitor é a mestria literária com que Cardoso Pires aborda a ausência da literatura. É fascinante e profundamente poético ler o relato de um mestre das palavras sobre a época em que as perdeu por completo. A prosa é límpida, despida de artifícios desnecessários, mas carregada de uma beleza melancólica e de uma ironia subtil que caracteriza a obra do autor.
José Cardoso Pires
Edição: Círculo de Leitores
ISBN:972421804X
Páginas: 84
Dimensões: 235x15 mm
Capa dura
Peso: 225
TX-A026-G255-0.87PR
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DE PROFUNDIS, VALSA LENTA
A Viagem aos Abismos da Memória
De Profundis, Valsa Lenta é, indiscutivelmente, uma das obras mais singulares, comoventes e corajosas da literatura portuguesa contemporânea. Escrito por José Cardoso Pires, um dos maiores mestres da língua portuguesa, o livro não é um romance de ficção, mas sim um relato estritamente autobiográfico e visceral sobre a experiência de perder e, posteriormente, recuperar a si mesmo.
Em janeiro de 1995, o autor sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquémico grave que o deixou num estado de afasia e amnésia profunda. Para um homem cuja vida e identidade foram construídas através da palavra, a súbita incapacidade de falar, escrever, ler ou sequer reconhecer o seu próprio nome representou um mergulho no vazio absoluto. O livro é o testemunho dessa travessia angustiante.
O Significado de "De Profundis" e da "Valsa Lenta"
O título da obra encerra em si a dupla dimensão desta experiência extrema:
De Profundis: Remete para a expressão latina "das profundezas", tradicionalmente associada ao salmo bíblico que clama por socorro a partir do abismo. Cardoso Pires descreve o seu estado como uma "morte branca" um lugar sem tempo, sem espaço, sem passado e sem futuro, onde a consciência está suspensa e o indivíduo é reduzido a um silêncio total, isolado dentro do seu próprio corpo.
Valsa Lenta: Representa o ritmo do seu regresso à vida e à lucidez. A recuperação não foi imediata, mas sim uma dança gradual, arrastada e muitas vezes confusa entre a escuridão da doença e a luz da consciência. É o compasso dos corredores do Hospital de Santa Maria e o ritmo da paciência exigida para reaprender o mundo.
A Desconstrução e Reconstrução do "Eu"
A narrativa acompanha o olhar inicialmente fragmentado do autor sobre o que o rodeia. Durante o internamento, ele observa médicos, enfermeiros e familiares como vultos estranhos, cujas ações lhe parecem incompreensíveis e, por vezes, surrealistas. O autor relata com uma franqueza desarmante a sua incapacidade de reconhecer a própria esposa, Edite, ou os seus amigos mais próximos.
Com o passar do tempo, e com o apoio fundamental da sua família e da equipa médica (com particular destaque para o neurocirurgião João Lobo Antunes, cuja amizade e cuidado são vitais neste processo), as memórias e as palavras começam a regressar, gota a gota. A obra documenta este milagre neurológico e afetivo: a reconstrução do cérebro e, mais importante ainda, a reconstrução do "Eu".
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O que torna De Profundis, Valsa Lenta uma obra-prima pronta a cativar qualquer leitor é a mestria literária com que Cardoso Pires aborda a ausência da literatura. É fascinante e profundamente poético ler o relato de um mestre das palavras sobre a época em que as perdeu por completo. A prosa é límpida, despida de artifícios desnecessários, mas carregada de uma beleza melancólica e de uma ironia subtil que caracteriza a obra do autor.
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V. Oliveira
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