Especificações


Descrição

OS CORRÉCIOS
Manuel Tiago
Edições Avante
ISBN: 9725502906
Páginas:219
Dimensões: 210x140 mm
Peso: 267
TX-A026-G297-0.99PR

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Preço: 7.00EUR
Acresce portes Correio Editorial

Publicado sob o conhecido pseudónimo literário de Álvaro Cunhal, "Os Corrécios" é uma obra marcante que mergulha profundamente na realidade social, humana e política do Portugal do século XX, sob a asfixia da ditadura do Estado Novo.

Fiel ao estilo neo-realista e à mundividência do autor, o romance não se limita a relatar factos políticos; foca-se, sim, nas vivências, nos sacrifícios e na fibra moral daqueles que escolheram o caminho da clandestinidade e da luta pela liberdade. O termo "corrécio" que evoca a ideia de algo rijo, resistente, moldado pela dureza da vida serve de metáfora perfeita para a galeria de personagens que povoam estas páginas.
Sinopse Alargada e Enredo

A narrativa de Os Corrécios acompanha a teia de relações, perigos e quotidianos de um grupo de militantes e resistentes antifascistas. O cenário divide-se entre a opressão urbana, as casas clandestinas meticulosamente vigiadas e a solidariedade operária e popular que serve de escudo protetor aos heróis anónimos da resistência.
1. A Vida na Clandestinidade

O fulcro da ação reside na descrição minuciosa da "vida airada" e oculta dos revolucionários. Manuel Tiago transporta o leitor para o interior das casas de apoio, onde cada gesto, cada saída à rua e cada som à porta representam o limiar entre a liberdade e a prisão (ou a tortura nas mãos da PIDE). A solidão, o afastamento da família e a necessidade de adotar identidades falsas são retratados não como heroísmo romantizado, mas como um dever pesado e quotidiano.
2. O Tecido Social e a Solidariedade

O romance destaca o papel crucial das classes populares operários, camponeses e intelectuais progressistas que, mesmo sem estarem na linha da frente da organização, garantem a sobrevivência dos "corrécios". Há uma vibrante homenagem à entreajuda anónima. O autor demonstra que a resistência não se fazia de forma isolada, mas sim através de uma cumplicidade coletiva e silenciosa que unia vizinhos, colegas de fábrica e famílias inteiras.
3. O Confronto com a Repressão

A tensão atinge o seu auge nos momentos em que o aparelho repressivo do Estado Novo aperta o cerco. As perseguições, os interrogatórios e a ameaça constante da traição testam os limites físicos e psicológicos das personagens. É precisamente na capacidade de aguentar a pressão, de "não abrir" perante o inimigo, que se revela o caráter corrécio a têmpera de aço destas figuras.
Análise Temática e Estilo Literário

"A escrita de Manuel Tiago caracteriza-se por uma sobriedade despojada de artifícios intelectuais, privilegiando a clareza, o realismo e a força das ações."

O Coletivo como Protagonista: Embora existam figuras centrais na trama, o verdadeiro protagonista da obra é o coletivo. O heroísmo individual é secundarizado em favor da força da organização e da causa comum.

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