Contos e Histórias de Proveito e Exemplo - Gonçalo Fernandes Trancoso


Especificações


Descrição

Autor: TRANCOSO, Gonçalo Fernandes
Título: Contos e Histórias de Proveito e Exemplo
Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1974
Prefácio, leitura do texto, glossário e notas: João Palma-Ferreira
Texto integral conforme a edição de Lisboa de 1624
XCIV + 402 pp.
22,2 cm x 16,3 cm
primeira edição nesta editora
Tema: Contos portugueses do séc XVI
Estado: Livro em bom estado, ainda por abrir (in 8º)
nota: Livro esgotado no editor
Portes grátis
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Da contracapa:
«Os 'Contos e Histórias de Proveito & Exemplo', de Gonçalo Fernandes Trancoso, editados, provavelmente, pela primeira vez em 1575, inauguraram, em Portugal, a literatura do seu género. Trata-se, portanto, de uma obra clássica no mais rigoroso sentido da palavra e, simultaneamente, de um livro dos mais populares que correram em Portugal. Obra escrita para o povo, andou nas mãos do povo durante os séculos XVI, XVII e XVIII e a tradição dos seus contos vinculou-se à própria tradição portuguesa de «contar histórias», passando ao Brasil e penetrando no íntimo da mais lídima prosa de ficção de sabor nacional.
A presente reedição integral é feita com base na edição de 1624, conforme o exemplar que se encontra na Biblioteca Nacional de Lisboa, e acompanhada de um elucidativo prefácio e conveniente aparato crítico e glossário.»

Das badanas:
«Que se sabe deste Gonçalo Fernandes Trancoso? Muito pouco. Não obstante, por algum motivo verdadeiramente ponderável anda o seu nome ligado, directa ou indirectamente, a uma vasta bibliografia que se perde em notas, em artigos, em resíduos de erudição e, até, em proverbiais disputas de historiadores da literatura. Tudo, afinal, porque foi autor dos 'Contos e Histórias de Proveito & Exemplo', uma das obras mais lidas nos finais do século XVI e ao longo dos nossos séculos XVII e XVIII.
Conjectura-se que nasceu entre 1515 e 1520 e sabe-se que a sua morte ocorreu ainda antes de 1596. Natural de Trancoso, viveu em Lisboa, onde foi preceptor de meninos, mestre de Latim ou escrivão judicial, e em Lisboa sofreu as inclemências provocadas pela 'peste grande', que lhe dizimou a família. Na literatura veio a encontrar novo alento e, ao escrever os 'Contos e Histórias', inaugurou o contismo em Portugal, subsistindo ainda hoje algumas dúvidas de que não seja, realmente, o primeiro contista peninsular verdadeiramente moderno.
Mestre da técnica narrativa, muito influenciado por italianos e castelhanos, Gonçalo Trancoso legou-nos um livro estimável que há muito urgia reeditar. Dedicou-lhe Agostinho de Campos, em 1921, um volume de 'A Antologia', mas, infelizmente, a edição foi parcial e injustificadamente truncada e alterada.
A publicação integral, segundo o texto da impressão de 1624, leva-se agora a cabo após um silêncio de mais de dois séculos, divulgando-se, assim, uma obra clássica, tantas vezes citada, mas sempre de difícil consulta.
Precedida de um prefácio onde se tentou sistematizar o problema das origens do contismo de Gonçalo Trancoso e debater as suas características, a leitura de texto é complementada por um glossário que auxiliará o leitor actual a penetrar no universo ingénuo e renascentista do velho mestre.»

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Ricardo Bartolomeu

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