D. Manuel II e D. Amélia: Cartas Inéditas do Exílio - Fernando Amaro Monteiro


Especificações


Descrição

Autor: MONTEIRO, Fernando Amaro
Título: D. Manuel II e D. Amélia: Cartas Inéditas do Exílio
Lisboa, Estampa, 2012
Colaboradores: Ana Colaço Pereira e Joana Dias Pereira
412 pp.
20,5 cm x 14 cm
Segunda edição ( a 1ª foi em Maio do mesmo ano)
Colecção: Histórias de Portugal - 54
Tema: Cartas. Arte epistolar
Estado: Livro em bom estado. Contém assinatura de posse no frontispício.
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Da contracapa:
D. Manuel II é, para o superficial juízo comum ou para a apreciação tendenciosa ainda hoje corrente, apenas o Rei quase menino que, em 5 de Outubro de 1910, "fugiu" da Ericeira para o exílio. Mentira: o Rei, que só retirara em 4 para Mafra a pedido do Governo, saiu dali (com a República já proclamada em Lisboa) a caminho da Ericeira, cercado na praia pelo respeitoso silêncio de centenas de populares, para às 15 horas tomar, no iate Amélia, o rumo do Porto, onde esperava encontrar fidelidade. Depois de pressões da oficialidade a bordo, contrárias à sua expressa intenção e à das Rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, resignou-se a alcançar Gibraltar, onde chegou às 21 horas de 6 de Outubro, permanecendo todavia no Amélia até 9, à espera de notícias sobre uma eventual reversão de situação em Portugal. Desembarca então do navio, com todas as honras, e manda depois uma mensagem de agradecimento à guarnição.
Essa é a resumida estória da "fuga" de um homem que, em toda a curta vida sempre combateu no mais lato sentido, ao serviço constante de Portugal, da Cultura e da condição humana. A Primeira Guerra Mundial apanhou-o nessa coerência; D. Manuel II participou como voluntário no conflito, sendo-lhe atribuídas altas funções como Oficial da Cruz Vermelha Britânica, de 1915 a 1919. Ganharia enorme prestígio público em Inglaterra. Embora solidário com a intenção restauracionista dos monárquicos, resvalou depressa, sensivelmente desde 1914, para a convicção de que a Monarquia não poderia ressurgir de improvisos; exigiria, sim, um amplo e organizado consenso.
Foi, ao longo de 22 anos de exílio, um notável embaixador incógnito de Portugal.
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Da 1ª badana:
FERNANDO AMARO MONTEIRO nasceu em 1935 e viveu em Luanda até 1955. Doutor em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa. «Docteur de l'Université» em História pela Universidade de Aix-Marseille, onde foi bolseiro do Governo Francês para estudos sobre o Islão; viria a ser, por equivalência, Mestre em Estudos Africanos pela Universidade Técnica de Lisboa. Licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas pela Universidade de Lisboa. Trabalhou em Moçambique, Angola, França, Macau e Portugal, no ensino, na cultura, na comunicação social, etc. Aposentou-se da Função Pública em 1987 como Assessor da Biblioteca Nacional, em Lisboa. Ingressou então a tempo integral no Ensino Superior Particular, tendo sido até 2005 Professor Universitário no Porto e em Lisboa, assim como Investigador e depois Coordenador de Investigação nas áreas de História e de Relações Internacionais.
Tem proferido muitas dezenas de conferências em meios académicos superiores, civis e militares. Publicou os livros que são referenciados adiante nesta obra.

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