De Rousseau ao Imaginário da Revolução de 1820 - Ana Maria Ferreira Pina
Preço: 12 €De Rousseau ao Imaginário da Revolução de 1820 - Ana Maria Ferreira Pina
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoLeiria
- FreguesiaSanta Eufémia e Boa Vista
- Id do anúncio45194828
Descrição
Autor: PINA, Ana Maria Ferreira
Título: De Rousseau ao Imaginário da Revolução de 1820
Lisboa, Instituto Nacional de Investigação Cientifica, 1988
124 pp.
23 cm x 16 cm
primeira edição
Colecção: Cultura Moderna e Contemporânea - 3
Tema: Revolução de 1820 (Portugal)
Estado: Livro em bom estado. Contém assinatura de posse no frontispício.
Portes grátis
Pagamento por transferência bancária ou mbway
...
Da nota prévia:
Estudar Rousseau nas Cortes de 1820, detectar a sua presença e o seu impacto nos discursos dos que, nas eleições de Dezembro de 1820, são escolhidos para elaborar a Constituição da Nação Portuguesa, começou por ser o «leit-motiv» deste trabalho.[...]
Sendo Rousseau, em França, desde 1789, objecto privilegiado de atenção por parte do movimento revolucionário, lançámos mão a estudos chave da historiografia deste período, desde os clássicos às obras mais recentes. Neste trajecto, começando por ir em busca de um conhecimento objectivo sobre a presença de Rousseau no processo revolucionário, acabámos por ser conduzidos a questões especificamente epistemológicas em torno do estudo de Rousseau na Revolução Francesa. [...]
Contudo, no itinerário que fizemos ao longo do Diário das Cortes Constituintes, verificámos que as referências a Rousseau escasseiam, não possuindo, além do mais, conteúdo significativo.
O projecto que tinhamos em mente, encontrava-se seriamente comprometido.
Um outro universo se nos ia, entretanto, revelando à medida que percorríamos o Diário das Cortes e, posteriormente, a Imprensa liberal - o imaginário da Revolução, construído, em grande parte, sobre um diálogo vivo com os sonhos e as ilusões ateados pela Revolução Francesa.
Em Portugal, como em França, o mesmo império do maniqueismo num discurso povoado de fantasmas do passado, contra os quais se ergue a voz redentora da Revolução. A mesma ambição de construir a Cidade Nova e aniquilar, por completo, o despotismo de ontem. Enfim o que transpira das palavras, quer dos deputados constituintes, quer dos jornalistas liberais, é a paixão revolucionária, que anula o pragmatismo das reformas políticas, para fazer imperar a crença - crença na regeneração do Homem e na construção de um poder feito de transparência. O nosso vintismo foi - di-lo Silva Dias - «um processo revolucionário ingénuo, polarizado em volta de chavões, emocionalmente rico, mas racional e politicamente pobre».
Neste quadro, o facto de Rousseau não ser citado, não pode significar ausência. Rousseau está presente a cada momento em que a utopia de uma sociedade purificada de todos os males e vícios, aflora à boca dos deputados vintistas, ainda que eles não se dêem conta de que estão à recriar os sonhos sociais, projectos de uma sociedade perfeita, que tiveram em Rousseau um dos cultores máximos e nessa experiência, simultaneamente controversa e fascinante, da Revolução Francesa, uma porta aberta, pela História, à sua realização.
...
Breve biografia actualizada da autora:
Ana Maria Ferreira Pina nasceu em Estremoz, em 1959. É licenciada em História, pela Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa (1981); mestre em História Cultural e Política, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa (1986) e doutorada em História Social Contemporânea, pelo ISCTE-IUL (1998). É professora auxiliar no departamento de História do ISCTE-IUL e investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL). Tendo como área de investigação a cultura contemporânea em Portugal.
Título: De Rousseau ao Imaginário da Revolução de 1820
Lisboa, Instituto Nacional de Investigação Cientifica, 1988
124 pp.
23 cm x 16 cm
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Tema: Revolução de 1820 (Portugal)
Estado: Livro em bom estado. Contém assinatura de posse no frontispício.
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Estudar Rousseau nas Cortes de 1820, detectar a sua presença e o seu impacto nos discursos dos que, nas eleições de Dezembro de 1820, são escolhidos para elaborar a Constituição da Nação Portuguesa, começou por ser o «leit-motiv» deste trabalho.[...]
Sendo Rousseau, em França, desde 1789, objecto privilegiado de atenção por parte do movimento revolucionário, lançámos mão a estudos chave da historiografia deste período, desde os clássicos às obras mais recentes. Neste trajecto, começando por ir em busca de um conhecimento objectivo sobre a presença de Rousseau no processo revolucionário, acabámos por ser conduzidos a questões especificamente epistemológicas em torno do estudo de Rousseau na Revolução Francesa. [...]
Contudo, no itinerário que fizemos ao longo do Diário das Cortes Constituintes, verificámos que as referências a Rousseau escasseiam, não possuindo, além do mais, conteúdo significativo.
O projecto que tinhamos em mente, encontrava-se seriamente comprometido.
Um outro universo se nos ia, entretanto, revelando à medida que percorríamos o Diário das Cortes e, posteriormente, a Imprensa liberal - o imaginário da Revolução, construído, em grande parte, sobre um diálogo vivo com os sonhos e as ilusões ateados pela Revolução Francesa.
Em Portugal, como em França, o mesmo império do maniqueismo num discurso povoado de fantasmas do passado, contra os quais se ergue a voz redentora da Revolução. A mesma ambição de construir a Cidade Nova e aniquilar, por completo, o despotismo de ontem. Enfim o que transpira das palavras, quer dos deputados constituintes, quer dos jornalistas liberais, é a paixão revolucionária, que anula o pragmatismo das reformas políticas, para fazer imperar a crença - crença na regeneração do Homem e na construção de um poder feito de transparência. O nosso vintismo foi - di-lo Silva Dias - «um processo revolucionário ingénuo, polarizado em volta de chavões, emocionalmente rico, mas racional e politicamente pobre».
Neste quadro, o facto de Rousseau não ser citado, não pode significar ausência. Rousseau está presente a cada momento em que a utopia de uma sociedade purificada de todos os males e vícios, aflora à boca dos deputados vintistas, ainda que eles não se dêem conta de que estão à recriar os sonhos sociais, projectos de uma sociedade perfeita, que tiveram em Rousseau um dos cultores máximos e nessa experiência, simultaneamente controversa e fascinante, da Revolução Francesa, uma porta aberta, pela História, à sua realização.
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Ana Maria Ferreira Pina nasceu em Estremoz, em 1959. É licenciada em História, pela Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa (1981); mestre em História Cultural e Política, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa (1986) e doutorada em História Social Contemporânea, pelo ISCTE-IUL (1998). É professora auxiliar no departamento de História do ISCTE-IUL e investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL). Tendo como área de investigação a cultura contemporânea em Portugal.
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