O Texto Poético Como Documento Social - Rómulo de Carvalho
Preço: 22 €O Texto Poético Como Documento Social - Rómulo de Carvalho
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoLeiria
- FreguesiaSanta Eufémia e Boa Vista
- Id do anúncio45405304
Descrição
Autor: CARVALHO, Rómulo de (1906 - 1997)
Titulo: O Texto Poético Como Documento Social
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2006
VIII + 380 pp.
25 cm x 19 cm
Segunda edição (a 1ª foi em 1995 na mesma editora)
Tema: A sociedade portuguesa na poesia portuguesa do séc. XII ao séc.XX
Estado: Livro em muito bom estado, como novo
nota: Livro esgotado na editora
Portes grátis
Pagamento por transferência bancaria ou mbway
...
Das "Palavras prévias":
«Pretende o autor, com a presente obra, erguer, aos olhos do leitor, a pessoa do poeta como um ser atento aos acontecimentos que o rodeiam, e envolvem, no ambiente social em que o poeta se movimenta. Não é esta, normalmente, a imagem que se retem de um poeta mas a de um ser de excepção, como ele próprio, muitas vezes, procura definir-se atribuindo sentidos ocultos às palavras que selecciona para os seus poemas e alinhando-as na superfície do papel branco como expressão sobrenatural de um estado de transe. Esta será uma forma limite do conceito de poeta que o distancia do seu ambiente social e dele o alheia. [...]
Seleccionámos para este estudo algumas dezenas de textos poéticos ao longo de toda a nossa História desde as cantigas dos Cancioneiros galego-portugueses até quase aos dias que decorrem, todos sujeitos ao mesmo propósito de com eles ilustrar a atenção que os poetas prestaram às suas realidades exteriores legando-nos trechos, em muitos casos completamente esquecidos pelo seu fraco valor literário mas de acentuado valor histórico, o que nos fez considerá-los documentos sociais. Sem dúvida, pensamos nós, que qualquer texto poético constitui um documento social na medida em que o assunto de que trata, os termos em que é redigido, a escolha dos vocábulos que utiliza, a sua ordenação formal, o seu ritmo ou falta dele, a sua intencionalidade, tudo são sinais definidores de uma sociedade determinada. [...]
...
Parte da biografia do autor retirada com a devida vénia do site da DGLAB:
«Rómulo de Carvalho / António Gedeão [Lisboa, 1906 - Lisboa, 1997]
Poeta, ficcionista, pedagogo e historiador. Licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Porto, dedicou-se ao ensino e à investigação, sobretudo nas áreas da história da ciência e das instituições científicas, bem como a uma actividade de divulgador que, já em idade avançada, alargou ao público juvenil com obras de grande interesse, comparáveis, na sua época e no campo estrito das ciências, àquelas que Agostinho da Silva produziu para o mesmo público nos anos trinta e quarenta.
Já tarde, em 1956, o cientista e investigador Rómulo de Carvalho viria a revelar-se, sob o pseudónimo de António Gedeão, como poeta, numa voz singular das letras portuguesas deste século, em «livros que cristalizam numa sensibilidade bastante original certas coisas aparentemente muito heterogéneas: uma nitidez de recorte ora parnasiana, ora vinda da redondilha cortês, ora permeada pela sua formação científica; uma comunicativa simpatia pelo sofrimento e também pelo trabalho popular; e uma vivência meditativa e inquieta da sua própria e crescente solidão humana» (António José Saraiva e Óscar Lopes). Apesar do cientismo em que, por «(de)formação», baseia com certa frequência a sua imagística, o poeta António Gedeão facilmente cativou o público leitor, a ponto de os seus livros atingirem números de edições bem raros em obras poéticas contemporâneas. [...]
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997
Titulo: O Texto Poético Como Documento Social
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2006
VIII + 380 pp.
25 cm x 19 cm
Segunda edição (a 1ª foi em 1995 na mesma editora)
Tema: A sociedade portuguesa na poesia portuguesa do séc. XII ao séc.XX
Estado: Livro em muito bom estado, como novo
nota: Livro esgotado na editora
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Das "Palavras prévias":
«Pretende o autor, com a presente obra, erguer, aos olhos do leitor, a pessoa do poeta como um ser atento aos acontecimentos que o rodeiam, e envolvem, no ambiente social em que o poeta se movimenta. Não é esta, normalmente, a imagem que se retem de um poeta mas a de um ser de excepção, como ele próprio, muitas vezes, procura definir-se atribuindo sentidos ocultos às palavras que selecciona para os seus poemas e alinhando-as na superfície do papel branco como expressão sobrenatural de um estado de transe. Esta será uma forma limite do conceito de poeta que o distancia do seu ambiente social e dele o alheia. [...]
Seleccionámos para este estudo algumas dezenas de textos poéticos ao longo de toda a nossa História desde as cantigas dos Cancioneiros galego-portugueses até quase aos dias que decorrem, todos sujeitos ao mesmo propósito de com eles ilustrar a atenção que os poetas prestaram às suas realidades exteriores legando-nos trechos, em muitos casos completamente esquecidos pelo seu fraco valor literário mas de acentuado valor histórico, o que nos fez considerá-los documentos sociais. Sem dúvida, pensamos nós, que qualquer texto poético constitui um documento social na medida em que o assunto de que trata, os termos em que é redigido, a escolha dos vocábulos que utiliza, a sua ordenação formal, o seu ritmo ou falta dele, a sua intencionalidade, tudo são sinais definidores de uma sociedade determinada. [...]
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Parte da biografia do autor retirada com a devida vénia do site da DGLAB:
«Rómulo de Carvalho / António Gedeão [Lisboa, 1906 - Lisboa, 1997]
Poeta, ficcionista, pedagogo e historiador. Licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Porto, dedicou-se ao ensino e à investigação, sobretudo nas áreas da história da ciência e das instituições científicas, bem como a uma actividade de divulgador que, já em idade avançada, alargou ao público juvenil com obras de grande interesse, comparáveis, na sua época e no campo estrito das ciências, àquelas que Agostinho da Silva produziu para o mesmo público nos anos trinta e quarenta.
Já tarde, em 1956, o cientista e investigador Rómulo de Carvalho viria a revelar-se, sob o pseudónimo de António Gedeão, como poeta, numa voz singular das letras portuguesas deste século, em «livros que cristalizam numa sensibilidade bastante original certas coisas aparentemente muito heterogéneas: uma nitidez de recorte ora parnasiana, ora vinda da redondilha cortês, ora permeada pela sua formação científica; uma comunicativa simpatia pelo sofrimento e também pelo trabalho popular; e uma vivência meditativa e inquieta da sua própria e crescente solidão humana» (António José Saraiva e Óscar Lopes). Apesar do cientismo em que, por «(de)formação», baseia com certa frequência a sua imagística, o poeta António Gedeão facilmente cativou o público leitor, a ponto de os seus livros atingirem números de edições bem raros em obras poéticas contemporâneas. [...]
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997
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Ricardo Bartolomeu
Anunciante desde Nov. 2019
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