Livro com 52 Jornais Semanário Voz do Povo 1974 a 1975


Especificações


Descrição

Livro com 52 Jornais Semanário Voz do Povo 74 a 1975

Encadernação: capa dura
Dimensão: 23 x 34cm
N 1 Agosto 1974 a N 52 Julho 75
Propriedade e direção de João Pulido Valente, dos primeiros apoiantes de uma esquerda radical - UDP.

A União Democrática Popular (UDP) foi um partido político marxista que nasceu em 1974 e que, em 1999, juntamente com o Partido Socialista Revolucionário e a Política XXI, esteve na origem da criação do Bloco de Esquerda.

A União Democrática Popular formou-se em 16 de dezembro de 1974, a partir de 3 grupos marxistas-leninistas, o Comité de Apoio à Reconstrução do Partido Marxista-Leninista (CARP ML), surgido depois de 1974, os Comités Comunistas Revolucionários Marxistas-Leninistas (CCRML), criados em 1970 a partir de uma cisão do CM-LP e que se assumiam como seus verdadeiros sucessores, e a Unidade Revolucionária Marxista-Leninista (URML), surgida em 1971, e que teve uma breve aproximação aos trotskistas.[2][3]

Teve o seu I Congresso em 9 de março de 1975. A sua linha ideológica era genericamente tida por maoísta, elegendo como regime de eleição do leste europeu a Albânia. Afirmava-se como uma organização de massas, revolucionária e de luta. Em congresso, fez questão de se distinguir claramente do PCP, do MRPP, e de outros partidos de extrema-esquerda bem como das suas práticas. Nesse primeiro congresso, teve intervenções de João Pulido Valente, de António Linhaça, poeta e metalúrgico, Eduardo Pires e José Mário Branco. Nessa altura a UDP defendia ser uma organização de messas independente dos EUA e URSS, os saneamentos e o combate ao fascismo, à burguesia e ao Partido Comunista Português. Elegeu um deputado para a Assembleia Constituinte (Portugal) em 25 de Abril de 1975, o operário da Lisnave Américo Duarte, após Pulido Valente, um dos fundadores do CM-LP em 1964, ter sido barrado do cargo por ter visitado um preso político de então, Jorge de Brito, que fora seu amigo de infância e que por sinal era banqueiro.
Américo Duarte que foi o primeiro deputado a falar na Assembleia Constituinte, apelidaria os deputados como um "bando de lacraus". Mais tarde, viria ser substituído pelo músico Afonso Dias que irá votar a favor da Constituição de 1976.

Em 1976, nas eleições para a 1 Assembleia Legislativa foi eleito como deputado Acácio Barreiros, um ex-estudante de engenharia que vinha dos CCRM-L e que mais tarde aderiria ao Partido Socialista de que viria também a ser deputado, na III, VI, VII, VIII e IX legislaturas.
Em 1976 participa como principal força política num movimento revolucionário unitário de apoio à candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, que chega a obter 16,5% dos votos nacionais, movimento que tenta persistir depois das presidenciais concorrendo com os GDUPs às autárquicas de Dezembro de 1976 (apenas 2,51%). Em 1977, após estes resultados menos animadores das autárquicas, o partido (GDUP) cessou a sua atividade política. Nas eleições de 1979, a UDP elege Mário Tomé como deputado à Assembleia da República.

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