"A Astronomia de "Os Lusíadas"" de Luciano Pereira da Silva - 1ª Edição de 1972


Especificações


Descrição

"A Astronomia de "Os Lusíadas""
de Luciano Pereira da Silva

1ª Edição de 1972
Junta de Investigações do Ultramar
286 Páginas
Dimensões: 205 x 285 x 17 mm
Capa dura com sobrecapa
Ilustrado

A Astronomia dos Lusíadas consiste numa série de artigos publicados por Luciano Pereira da Silva entre 1913 e 1915 na Revista da Universidade de Coimbra. Neste seu trabalho, Luciano Pereira da Silva deixa completamente esclarecidas todas as referências à astronomia de Os Lusíadas, mostrando que Camões tinha um conhecimento claro e seguro dos princípios da astronomia, como ela se professava no seu tempo e deduz que as ideias astronómicas de Camões são as do texto de Sacrobosco, com as modificações contidas nas notas de Pedro Nunes, ou seja, que o Tratado da Sphera de Pedro Nunes se pode considerar a principal fonte astronómica dos Lusíadas.

É ainda nesta obra que Luciano Pereira da Silva demonstra terem sido os portugueses os primeiros a identificarem a nova constelação Cruzeiro do Sul, em contraste com a opinião de Humboldt (1769 a 1859) que indica uma carta datada de 1515 e escrita pelo florentino Andrea Corsali como a mais antiga referência de sempre à constelação do Cruzeiro.

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Luciano António Pereira da Silva nasceu em Caminha em 21 de Novembro de 1864, tendo ingressado em 1881 na Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, onde obteve o bacharelato em 1883, com 19 anos. Frequentou em seguida o curso de Engenharia Militar da Escola do Exército, entre 1883 e 1886. Voltou depois à Universidade, onde se doutorou em 1888 com a dissertação intitulada Pressões Desenvolvidas no Interior dos Líquidos em Movimento. Foi nomeado lente substituto da Faculdade de Matemática em 1889, e lente catedrático em 1902. Inicialmente regeu a cadeira de Cálculo Diferencial e Integral, e posteriormente, a partir de 1904, passou a reger a de Mecânica Celeste.

A partir de Março de 1913 passou a leccionar em acumulação na Escola Normal Superior, onde regeu as cadeiras de metodologia das Ciências Matemáticas e História da Pedagogia. Nomeado director desta escola em 1915, exerceu este cargo até à extinção da mesma em 1924. Apenas interrompeu as suas funções docentes em dois períodos. Entre 1901 e 1903, quando foi deputado ao Parlamento e entre 1909 e 1910, quando exerceu as funções de governador civil de Coimbra.

Luciano Pereira da Silva desenvolveu trabalho de investigação nos domínios da História da Astronomia em Portugal, da Ciência Náutica e dos Descobrimentos portugueses. Um dos seus primeiros textos foi um dos mais importantes de toda a sua obra: A Astronomia dos Lusíadas. Este título foi publicado inicialmente em diversos números da Revista da Universidade de Coimbra (vols. II-IV, 1913-1915), foi editado em livro em 1915 como Separata dessa mesma revista e reeditado em 1972 em Lisboa, pela Junta de Investigações Ultramar. Neste trabalho, Luciano da Silva faz um estudo pormenorizado das referências astronómicas contidas n' Os Lusíadas de Luís de Camões, mostrando que os fenómenos astronómicos aí incluídos estão de acordo com as ideias científicas da época. Descreve ainda os instrumentos e técnicas de observações mais utilizadas neste período e identifica os textos onde Camões terá recolhido a informação científica que revela.

A propósito dos conhecimentos astronómicos de Camões, Luciano da Silva afirma o seguinte, em A Astronomia dos Lusíadas: "O nosso estudo mostra que Camões tinha um conhecimento claro e seguro dos princípios fundamentais da astronomia, como ela se professava no seu tempo. Ele tinha até por esta ciência um gosto especial, pois o que sobretudo inveja aos que gozam a vida tranquila do campo é poderem dedicar-se à astronomia.

Os seus conhecimentos de Astronomia permitiam-lhe estudar com rigor a ciência náutica dos portugueses na época dos descobrimentos, cujo estudo introduziu no ensino universitário. Através dos seus estudos, contribuiu para desacreditar as teses do explorador e naturalista Alexander von Humboldt (1769 a 1859) e de historiadores alemães sobre o papel do alemão Martin Behaim no desenvolvimento da ciência náutica em Portugal. Luciano Pereira da Silva, tal como o seu contemporâneo Joaquim Bensaúde (1859 a 1952) e, mais tarde, Luís de Albuquerque (1917 a 1992), provaram que essas teses estavam erradas, reforçando o papel dos cosmógrafos e cartógrafos portugueses e hispanos no desenvolvimento da ciência náutica dos sécs. XV e XVI. De facto, provou-se que o Guia Náutico de Munique derivava do Almanach Perpetuum de Abraão Zacuto, não tendo por isso a importância que os estudiosos alemães dos finais do século XIX lhe concediam, ao pretenderem dessa forma retirar valor aos estudiosos e navegadores portugueses.

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