"A CANÇÃO POPULAR PORTUGUESA" de Fernando Lopes Graça - 4ª Edição de 1991
Preço: 12 €"A CANÇÃO POPULAR PORTUGUESA" de Fernando Lopes Graça - 4ª Edição de 1991
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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- Id do anunciante18UU
Descrição
"A CANÇÃO POPULAR PORTUGUESA"
de Fernando Lopes Graça
4ª Edição remodelada de 1991
Editorial Caminho
Coleção Obras Literárias Nº 10
172 Páginas
A Canção Popular Portuguesa é o título de um dos livros fundamentais do compositor e musicólogo Fernando Lopes-Graça, publicado originalmente em 1953 pelas Publicações Europa-América e mais tarde reeditado pela Editorial Caminho.
A música tradicional e o folclore foram os grandes pilares de toda a carreira de Lopes-Graça. A sua ligação à canção popular divide-se em duas vertentes principais:
1. Obra Teórica e Investigação
No seu livro e em múltiplos ensaios dispersos, Lopes-Graça defendeu apaixonadamente o folclore musical autêntico contra a "contrafacção folclórica" ou a estilização artificial promovida pelo regime do Estado Novo.
- Analisou o valor estético, técnico e a significação nacional da música regional.
- Combateu o preconceito de que a música folclórica era apenas uma "deformação" menor da música erudita.
- Mapeou a riqueza rítmica e melódica das diferentes regiões de Portugal
2. Criação e Harmonização Musical
Lopes-Graça não se limitou a estudar o cancioneiro popular; ele transformou-o em matéria-prima para a sua própria criação erudita, compondo dezenas de obras baseadas na tradição:
- Canções Populares Portuguesas:
Criou vários cadernos e séries de harmonizações para voz e piano (e arranjos corais) de melodias tradicionais de todo o país.
- Música de Câmara:
Adaptou estes temas para outras formações, como as Três Canções Populares Portuguesas para violoncelo e piano.
- Cantos de Natal:
Escreveu a famosa Primeira Cantata do Natal e a Segunda Cantata do Natal, baseadas em cantos tradicionais portugueses de cariz religioso e regional.
---
Fernando Lopes Graça
Nasceu em Tomar a 17 de Dezembro de 1906, cidade sobre a qual escreveria que é onde «o monumento completa a paisagem; a paisagem é o quadro digno do monumento; e a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte.»
Apenas com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar.
Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais); em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor : Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt), considerado o maior pianista português de todos os tempos.
Em 1931, no dia em que conclui, com a mais alta classificação, as provas de concurso para Professor de Solfejo e Piano do Conservatório Nacional, é preso pela polícia política, encerrado no Aljube e, a seguir, desterrado para Alpiarça.
Em Setembro de 1935 é de novo preso e enviado para o Forte de Caxias.
Em 1937 é libertado e parte para França.
Em 1940 é-lhe proposto dirigir os Serviços de Música da Emissora Nacional. Não chega a tomar posse do cargo porque recusa assinar a declaração de "repúdio ativo do comunismo e de todas as ideias subversivas" que, então, era exigida a todos os funcionários públicos.
Em 1945 integra o Movimento de Unidade Democrática (MUD], do qual virá a ser dirigente. No âmbito das atividades do MUD, Fernando Lopes-Graça cria o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, mais tarde Coro da Academia dos Amadores de Música, após a sua morte o coro foi renomeado Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música como forma de homenagem. As Canções Regionais Portuguesas e as Canções Heróicas são cantadas pelo Coro por todo o país. Por essa altura adere ao Partido Comunista Português.
A repressão por parte do regime fascista cresce e acentua-se: na década de cinquenta as orquestras nacionais são proibidas de interpretar obras de Fernando Lopes-Graça; os direitos de autor são-lhe roubados; é-lhe anulado o diploma de professor do ensino particular; é obrigado a abandonar a Academia dos Amadores de Música, à qual só regressa em 1972.
É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional, o Requiem pelas Vítimas do Fascismo (1979), o concerto para violoncelo encomendado e estreado por Rostropovich, e a vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX, etcaetera.
A 9 de Abril de 1981 é feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 2 de Fevereiro de 1987 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 1988 recebeu um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.
Faleceu em Parede, Cascais, 27 de novembro de 1994.
ESGOTADOS NAS LIVRARIAS
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
de Fernando Lopes Graça
4ª Edição remodelada de 1991
Editorial Caminho
Coleção Obras Literárias Nº 10
172 Páginas
A Canção Popular Portuguesa é o título de um dos livros fundamentais do compositor e musicólogo Fernando Lopes-Graça, publicado originalmente em 1953 pelas Publicações Europa-América e mais tarde reeditado pela Editorial Caminho.
A música tradicional e o folclore foram os grandes pilares de toda a carreira de Lopes-Graça. A sua ligação à canção popular divide-se em duas vertentes principais:
1. Obra Teórica e Investigação
No seu livro e em múltiplos ensaios dispersos, Lopes-Graça defendeu apaixonadamente o folclore musical autêntico contra a "contrafacção folclórica" ou a estilização artificial promovida pelo regime do Estado Novo.
- Analisou o valor estético, técnico e a significação nacional da música regional.
- Combateu o preconceito de que a música folclórica era apenas uma "deformação" menor da música erudita.
- Mapeou a riqueza rítmica e melódica das diferentes regiões de Portugal
2. Criação e Harmonização Musical
Lopes-Graça não se limitou a estudar o cancioneiro popular; ele transformou-o em matéria-prima para a sua própria criação erudita, compondo dezenas de obras baseadas na tradição:
- Canções Populares Portuguesas:
Criou vários cadernos e séries de harmonizações para voz e piano (e arranjos corais) de melodias tradicionais de todo o país.
- Música de Câmara:
Adaptou estes temas para outras formações, como as Três Canções Populares Portuguesas para violoncelo e piano.
- Cantos de Natal:
Escreveu a famosa Primeira Cantata do Natal e a Segunda Cantata do Natal, baseadas em cantos tradicionais portugueses de cariz religioso e regional.
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Fernando Lopes Graça
Nasceu em Tomar a 17 de Dezembro de 1906, cidade sobre a qual escreveria que é onde «o monumento completa a paisagem; a paisagem é o quadro digno do monumento; e a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte.»
Apenas com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar.
Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais); em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor : Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt), considerado o maior pianista português de todos os tempos.
Em 1931, no dia em que conclui, com a mais alta classificação, as provas de concurso para Professor de Solfejo e Piano do Conservatório Nacional, é preso pela polícia política, encerrado no Aljube e, a seguir, desterrado para Alpiarça.
Em Setembro de 1935 é de novo preso e enviado para o Forte de Caxias.
Em 1937 é libertado e parte para França.
Em 1940 é-lhe proposto dirigir os Serviços de Música da Emissora Nacional. Não chega a tomar posse do cargo porque recusa assinar a declaração de "repúdio ativo do comunismo e de todas as ideias subversivas" que, então, era exigida a todos os funcionários públicos.
Em 1945 integra o Movimento de Unidade Democrática (MUD], do qual virá a ser dirigente. No âmbito das atividades do MUD, Fernando Lopes-Graça cria o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, mais tarde Coro da Academia dos Amadores de Música, após a sua morte o coro foi renomeado Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música como forma de homenagem. As Canções Regionais Portuguesas e as Canções Heróicas são cantadas pelo Coro por todo o país. Por essa altura adere ao Partido Comunista Português.
A repressão por parte do regime fascista cresce e acentua-se: na década de cinquenta as orquestras nacionais são proibidas de interpretar obras de Fernando Lopes-Graça; os direitos de autor são-lhe roubados; é-lhe anulado o diploma de professor do ensino particular; é obrigado a abandonar a Academia dos Amadores de Música, à qual só regressa em 1972.
É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional, o Requiem pelas Vítimas do Fascismo (1979), o concerto para violoncelo encomendado e estreado por Rostropovich, e a vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX, etcaetera.
A 9 de Abril de 1981 é feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 2 de Fevereiro de 1987 é agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 1988 recebeu um Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.
Faleceu em Parede, Cascais, 27 de novembro de 1994.
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