"A DEDICATÓRIA" de Botho Strauss - 1ª Edição de 1987
Preço: 10 €"A DEDICATÓRIA" de Botho Strauss - 1ª Edição de 1987
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44902064
- Id do anunciante41OO
Descrição
"A DEDICATÓRIA"
de Botho Strauss
Tradução de Emília Martins Pereira
1ª Edição de 1987
ASSÍRIO & ALVIM
Coleção O Imaginário Nº 17
95 Páginas
Estamos em Berlim e corre um Verão abrasador e insuportável. No silêncio de um quarto de cortinas corridas, um homem só, debruçado sobre a sua secretária: Richard Schroubek, 31 anos, livreiro, abandonado inesperadamente e sem qualquer explicação por Hannah, mulher com quem vivia, transformou-se num "caso social de amor" que diariamente expõe o seu "estado de luto". Escreve a "biografia das suas horas vazias", para que o diálogo com Hannah não se quebre com a separação, para que, após o desejado regresso, ela tome conhecimento do seu amor. "A Dedicatória é a história de um desaire de amor", escreveu B. Heinrichs no Zeit. Por isso, o autor usa um tom estridente e catastrófico, mas também irónico. A Dedicatória é ainda uma parábola sobre Berlim, e mesmo sobre a Europa separada, a quem a solidão reacende a memória do nazismo e do antigo exercício de uma vasta livraria, tornada agora afectiva e culturalmente impotente.
"Em A Dedicatória, Strauss introduz Richard Schroubek, abandonado pela mulher num apartamento deserto de uma Berlim devastada pela canícula. Incapaz de ultrapassar a ausência da mulher, ele vai sucessivamente cortando todos os laços com a realidade (abandona o trabalho, corta o telefone) para, passado pouco tempo, cada um dos poucos reflexos que lhe chegam do exterior pela televisão, pela janela, tomar cada vez maior relevo e densidade, revelando a sua estranheza: e ele vai dedicando à desaparecida um diário meticuloso destas horas fora do tempo, deste vazio. Relatório de uma decadência, regeneração pela escrita, este texto nunca o lerá a destinatária, que perde as folhas num táxi. " Jorge Silva Melo em "Século Passado"
---
Botho Strauß é um dramaturgo, romancista e ensaísta alemão.
Seu pai era químico. Após concluir o ensino secundário, Strauß estudou alemão, história do teatro e sociologia em Colônia e Munique, mas nunca terminou sua dissertação sobre Thomas Mann e o teatro. Durante seus estudos, trabalhou como figurante no Kammerspiele de Munique. De 1967 a 1970, foi crítico e jornalista editorial da revista Theater heute (Teatro Hoje). Entre 1970 e 1975, trabalhou como assistente de dramaturgia de Peter Stein no Schaubühne am Halleschen Ufer, em Berlim Ocidental. Após sua primeira experiência como escritor, uma adaptação de Gorki para o cinema, decidiu viver e trabalhar como escritor. Strauß alcançou seu primeiro grande sucesso como dramaturgo com a Trilogia da Ressurreição, de 1977, cinco anos após a publicação de sua primeira obra. Em 1984, publicou sua importante obra Der Junge Mann (O Jovem, traduzida por Roslyn Theobald em 1995).
Com um ensaio de 1993 para a revista Der Spiegel, "Anschwellender Bocksgesang" ("Canção do Bode Inchado"[N 1]), uma análise crítica da civilização moderna, ele desencadeou uma grande controvérsia política, já que suas posições conservadoras eram um anátema para muitos.
Em sua obra teórica, Strauß demonstrou a influência dos clássicos antigos, de Nietzsche, Heidegger e também de Adorno, mas sua visão de mundo era também radicalmente antiburguesa.
Seu trabalho como escritor foi reconhecido com inúmeros prémios internacionais e suas peças teatrais estão entre as mais encenadas nos teatros de língua alemã.
Strauß atualmente reside em Berlim.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
de Botho Strauss
Tradução de Emília Martins Pereira
1ª Edição de 1987
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95 Páginas
Estamos em Berlim e corre um Verão abrasador e insuportável. No silêncio de um quarto de cortinas corridas, um homem só, debruçado sobre a sua secretária: Richard Schroubek, 31 anos, livreiro, abandonado inesperadamente e sem qualquer explicação por Hannah, mulher com quem vivia, transformou-se num "caso social de amor" que diariamente expõe o seu "estado de luto". Escreve a "biografia das suas horas vazias", para que o diálogo com Hannah não se quebre com a separação, para que, após o desejado regresso, ela tome conhecimento do seu amor. "A Dedicatória é a história de um desaire de amor", escreveu B. Heinrichs no Zeit. Por isso, o autor usa um tom estridente e catastrófico, mas também irónico. A Dedicatória é ainda uma parábola sobre Berlim, e mesmo sobre a Europa separada, a quem a solidão reacende a memória do nazismo e do antigo exercício de uma vasta livraria, tornada agora afectiva e culturalmente impotente.
"Em A Dedicatória, Strauss introduz Richard Schroubek, abandonado pela mulher num apartamento deserto de uma Berlim devastada pela canícula. Incapaz de ultrapassar a ausência da mulher, ele vai sucessivamente cortando todos os laços com a realidade (abandona o trabalho, corta o telefone) para, passado pouco tempo, cada um dos poucos reflexos que lhe chegam do exterior pela televisão, pela janela, tomar cada vez maior relevo e densidade, revelando a sua estranheza: e ele vai dedicando à desaparecida um diário meticuloso destas horas fora do tempo, deste vazio. Relatório de uma decadência, regeneração pela escrita, este texto nunca o lerá a destinatária, que perde as folhas num táxi. " Jorge Silva Melo em "Século Passado"
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Botho Strauß é um dramaturgo, romancista e ensaísta alemão.
Seu pai era químico. Após concluir o ensino secundário, Strauß estudou alemão, história do teatro e sociologia em Colônia e Munique, mas nunca terminou sua dissertação sobre Thomas Mann e o teatro. Durante seus estudos, trabalhou como figurante no Kammerspiele de Munique. De 1967 a 1970, foi crítico e jornalista editorial da revista Theater heute (Teatro Hoje). Entre 1970 e 1975, trabalhou como assistente de dramaturgia de Peter Stein no Schaubühne am Halleschen Ufer, em Berlim Ocidental. Após sua primeira experiência como escritor, uma adaptação de Gorki para o cinema, decidiu viver e trabalhar como escritor. Strauß alcançou seu primeiro grande sucesso como dramaturgo com a Trilogia da Ressurreição, de 1977, cinco anos após a publicação de sua primeira obra. Em 1984, publicou sua importante obra Der Junge Mann (O Jovem, traduzida por Roslyn Theobald em 1995).
Com um ensaio de 1993 para a revista Der Spiegel, "Anschwellender Bocksgesang" ("Canção do Bode Inchado"[N 1]), uma análise crítica da civilização moderna, ele desencadeou uma grande controvérsia política, já que suas posições conservadoras eram um anátema para muitos.
Em sua obra teórica, Strauß demonstrou a influência dos clássicos antigos, de Nietzsche, Heidegger e também de Adorno, mas sua visão de mundo era também radicalmente antiburguesa.
Seu trabalho como escritor foi reconhecido com inúmeros prémios internacionais e suas peças teatrais estão entre as mais encenadas nos teatros de língua alemã.
Strauß atualmente reside em Berlim.
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