"A GRANDE DEUSA" - Mitos e Santuários: Da Vénus de Lespugue à Nossa Senhora de Lourdes de Jean Markale - 1ª Edição de 2000


Especificações


Descrição

"A GRANDE DEUSA"
Mitos e Santuários: Da Vénus de Lespugue à Nossa Senhora de Lourdes
de Jean Markale

1ª Edição de 2000
Instituto Piaget
Coleção Crença e Razão Nº 31
254 Páginas

Durante um longo período da pré-história, do paleolítico ao megalítico, dominaram Deusas-Mãe, do Sol, da Terra e das suas entranhas. Gravuras em pedra e esculturas, figuras de fecundidade ou amazonas, protectoras ou destruidoras, são disso testemunho, da Índia a Creta e de Roma às terras celtas. Progressivamente desapossadas pelo desenvolvimento de uma sociedade patriarcal, as grandes deusas subsistirão sob outras formas. O cristianismo irá substituí-las pelo culto mariano ou irá persegui-las como bruxas. Fiel ao seu projecto de reabilitação das sociedades pré-clássicas, Markale assinala, nesta obra, através dos mitos e dos santuários, a sobrevivência, oculta mas universal, da grande deusa. Esta abordagem de Jean Markale situa-se na imensidão de estudos efectuados sobre o mundo celta, porém, vai mais longe no tempo como no espaço. Um livro refrescante e apaixonante a ser lido por todos.

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Jean Markale (1928 a 2008) é o pseudônimo de Jean Bertrand, um escritor, poeta, apresentador de rádio, palestrante e professor aposentado de francês do ensino médio parisiense.

Ele publicou inúmeros livros sobre a civilização celta e o ciclo arturiano. Suas especialidades são o papel da mulher no mundo celta e o ciclo do Graal.

Suas muitas obras abordam temas tão variados quanto resumos de diversos mitos, suas relações com assuntos ocultistas como os Templários, os Cátaros, o mistério de Rennes-le-Château, Atlântida, as civilizações construtoras de megalitos, o druidismo e assim por diante, incluindo uma biografia de São Columba.

Embora Markale se apresente como um leitor voraz sobre os assuntos que aborda, ele é, no entanto, alvo de controvérsias quanto ao valor de sua obra. Os críticos alegam que seu uso "criativo" do conhecimento acadêmico e sua tendência a dar grandes saltos de raciocínio fazem com que aqueles que seguem o modo de pesquisa mais normativo (e, portanto, mais conservador) se incomodem. Além disso, seu interesse por assuntos que seus críticos consideram questionáveis, incluindo vários ramos do ocultismo, lhe rendeu pelo menos tantos oponentes quanto apoiadores. Sua reputação, já fragilizada, foi ainda mais prejudicada em 1989, quando se envolveu em um caso de plágio ao publicar, sob seu próprio nome, um guia sério e bem documentado sobre as peculiaridades e antiguidades da Bretanha, cujo texto já havia sido publicado vinte anos antes por outro autor, pela mesma editora.
Outra fonte de controvérsia é o uso repetido do conceito de "inconsciente coletivo" como ferramenta explicativa. Esse conceito foi introduzido por Carl Jung, mas na psicologia moderna é rejeitado pela grande maioria dos psicólogos.

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