"A GUERRA SANTA" + "A ESTÁTUA" - Peças Em Um Acto - de Luís de Sttau Monteiro - 1ª Edição de 1966
Preço: 40 €"A GUERRA SANTA" + "A ESTÁTUA" - Peças Em Um Acto - de Luís de Sttau Monteiro - 1ª Edição de 1966
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44984931
- Id do anunciante15RR
Descrição
"A GUERRA SANTA" + "A ESTÁTUA" - Peças Em Um Acto
de Luís de Sttau Monteiro
Capa de João Vieira
1ª Edição de 1966
Editorial Minotauro
Coleção Teatro Minotauro Nº 13
142 Páginas
"A Guerra Santa" e "A Estátua" são duas peças de teatro satíricas escritas por Luís de Sttau Monteiro, publicadas originalmente em 1966 pela Editorial Minotauro (Coleção Teatro Minotauro, n.º 13). Trata-se de uma obra histórica de extrema raridade, marcada pela forte crítica política ao regime do Estado Novo e à Guerra Colonial.
A publicação deste livro resultou na prisão do autor pela PIDE e no encerramento forçado da própria editora em 1967.
Inclui uma "Nota Explicativa" do autor e ilustrações/fotografias a preto e branco.
"A Guerra Santa": Uma farsa em ato único que recorre ao metateatro (teatro dentro do teatro). Um Encenador e um Contra-Regra controlam a ação no palco, onde vários generais e oficiais discutem e ridicularizam a lógica militar belicista. A obra ironiza diretamente a propaganda oficial do regime de Salazar sobre a Guerra Colonial.
"A Estátua": Peça curta focada na opressão, no dogmatismo e no culto cego à autoridade perpetuado pelo Estado Novo. Considerada pelos estudiosos da época como a peça mais "perigosa" e ideologicamente subversiva do par.
---
Luís de Sttau Monteiro nasceu a 3 de Abril de 1926, em Lisboa.
Com dez anos de idade mudou-se para Londres com seu pai, Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro, embaixador de Portugal, e sua mãe Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda (São Tomé e Príncipe, 2 de Agosto de 1903 - Lisboa, 8 de Junho de 1980), sobrinha-bisneta do 1.º Barão de Sabroso e do 2.º Barão de Sabroso. Em 1943, seu pai foi demitido do seu cargo por Salazar, o que levou a família a regressar a Portugal.
Já em Lisboa, licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo trabalhado como advogado por um curto período de tempo dedicando-se, depois de nova passagem pelo Reino Unido, ao jornalismo.
A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, colocou Sttau Monteiro em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retratou ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspectos da sociedade portuguesa contemporânea.
Ao regressar a Portugal colaborou em diversas publicações, destacando-se a revista Almanaque (onde usou o pseudónimo Manuel Pedrosa) e o suplemento A Mosca, do Diário de Lisboa. Neste último, criou a secção Guidinha.
Sttau Monteiro estreou-se nas publicações em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961).
Como dramaturgo, destaca-se logo em 1961 com o drama narrativo histórico Felizmente há Luar!, um peça situada na linha do teatro épico. Esta obra foi galardoada com o Grande Prémio de Teatro atribuído pela Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (actual SPA) mas a sua representação foi, no entanto, proibida pela censura.
Sttau Monteiro foi preso por suspeita de ter colaborado na "Intentona de Beja", de 1962, o que o levou a que voltasse a viver, entre 1962 e 1967, em Inglaterra. Regressado a Portugal, foi preso pela PIDE em 1967, pelas críticas à ditadura vigente e à guerra colonial incluídas nas suas peças satíricas A Guerra Santa (1967) e A Estátua (1967).
Só após a Revolução do 25 de Abril, a sua peça Felizmente há Luar! foi apresentada nos palcos nacionais. A sua representação aconteceu primeiro, em 1975, pelo TEB - Teatro Ensaio do Barreiro, seguindo-se, em 1978, pela companhia do Teatro Nacional D. Maria II.
Sttau Monteiro foi ainda colaborador de semanários como o Se7e, O Jornal ou Expresso.
Em 1985, o seu romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão serviu de argumento à telenovela Chuva na Areia.
Luís de Sttau Monteiro morreu a 23 de Julho de 1993, em Lisboa. Está enterrado no Cemitério de Loures.
A 9 de Junho de 1994 foi feito Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico a título póstumo.
ESGOTADO E RARO
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
de Luís de Sttau Monteiro
Capa de João Vieira
1ª Edição de 1966
Editorial Minotauro
Coleção Teatro Minotauro Nº 13
142 Páginas
"A Guerra Santa" e "A Estátua" são duas peças de teatro satíricas escritas por Luís de Sttau Monteiro, publicadas originalmente em 1966 pela Editorial Minotauro (Coleção Teatro Minotauro, n.º 13). Trata-se de uma obra histórica de extrema raridade, marcada pela forte crítica política ao regime do Estado Novo e à Guerra Colonial.
A publicação deste livro resultou na prisão do autor pela PIDE e no encerramento forçado da própria editora em 1967.
Inclui uma "Nota Explicativa" do autor e ilustrações/fotografias a preto e branco.
"A Guerra Santa": Uma farsa em ato único que recorre ao metateatro (teatro dentro do teatro). Um Encenador e um Contra-Regra controlam a ação no palco, onde vários generais e oficiais discutem e ridicularizam a lógica militar belicista. A obra ironiza diretamente a propaganda oficial do regime de Salazar sobre a Guerra Colonial.
"A Estátua": Peça curta focada na opressão, no dogmatismo e no culto cego à autoridade perpetuado pelo Estado Novo. Considerada pelos estudiosos da época como a peça mais "perigosa" e ideologicamente subversiva do par.
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Luís de Sttau Monteiro nasceu a 3 de Abril de 1926, em Lisboa.
Com dez anos de idade mudou-se para Londres com seu pai, Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro, embaixador de Portugal, e sua mãe Lúcia Rebelo Cancela Infante de Lacerda (São Tomé e Príncipe, 2 de Agosto de 1903 - Lisboa, 8 de Junho de 1980), sobrinha-bisneta do 1.º Barão de Sabroso e do 2.º Barão de Sabroso. Em 1943, seu pai foi demitido do seu cargo por Salazar, o que levou a família a regressar a Portugal.
Já em Lisboa, licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo trabalhado como advogado por um curto período de tempo dedicando-se, depois de nova passagem pelo Reino Unido, ao jornalismo.
A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, colocou Sttau Monteiro em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. Na sua obra narrativa retratou ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspectos da sociedade portuguesa contemporânea.
Ao regressar a Portugal colaborou em diversas publicações, destacando-se a revista Almanaque (onde usou o pseudónimo Manuel Pedrosa) e o suplemento A Mosca, do Diário de Lisboa. Neste último, criou a secção Guidinha.
Sttau Monteiro estreou-se nas publicações em 1960, com Um Homem não Chora, a que se seguiu Angústia Para o Jantar (1961).
Como dramaturgo, destaca-se logo em 1961 com o drama narrativo histórico Felizmente há Luar!, um peça situada na linha do teatro épico. Esta obra foi galardoada com o Grande Prémio de Teatro atribuído pela Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses (actual SPA) mas a sua representação foi, no entanto, proibida pela censura.
Sttau Monteiro foi preso por suspeita de ter colaborado na "Intentona de Beja", de 1962, o que o levou a que voltasse a viver, entre 1962 e 1967, em Inglaterra. Regressado a Portugal, foi preso pela PIDE em 1967, pelas críticas à ditadura vigente e à guerra colonial incluídas nas suas peças satíricas A Guerra Santa (1967) e A Estátua (1967).
Só após a Revolução do 25 de Abril, a sua peça Felizmente há Luar! foi apresentada nos palcos nacionais. A sua representação aconteceu primeiro, em 1975, pelo TEB - Teatro Ensaio do Barreiro, seguindo-se, em 1978, pela companhia do Teatro Nacional D. Maria II.
Sttau Monteiro foi ainda colaborador de semanários como o Se7e, O Jornal ou Expresso.
Em 1985, o seu romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão serviu de argumento à telenovela Chuva na Areia.
Luís de Sttau Monteiro morreu a 23 de Julho de 1993, em Lisboa. Está enterrado no Cemitério de Loures.
A 9 de Junho de 1994 foi feito Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico a título póstumo.
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