"A POESIA MODERNA E A INTERROGAÇÃO DO REAL" - Volumes I e II de António Ramos Rosa - 1ª Edição de 1979 e 1980
Preço: 50 €"A POESIA MODERNA E A INTERROGAÇÃO DO REAL" - Volumes I e II de António Ramos Rosa - 1ª Edição de 1979 e 1980
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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- Id do anunciante12SS
Descrição
"A POESIA MODERNA E A INTERROGAÇÃO DO REAL" - Volumes I e II
de António Ramos Rosa
1ª Edição de 1979 e 1980 (Volumes I e II)
Editora Arcádia
164 + 166 Páginas
"A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" é uma obra ensaística de referência do poeta e crítico português António Ramos Rosa. Os dois volumes foram publicados pela editora Arcádia, sendo o Volume I lançado em 1979 e o Volume II em 1980.
Nesta obra, Ramos Rosa reflete sobre o papel e a essência da poesia, destacando que a palavra poética é um ato de ruptura que redescoberta o real. O autor analisa e propõe uma nova abordagem para a poesia moderna, focando na inter-relação entre criação e crítica, e debruçando-se sobre poetas e o fenómeno poético.
A palavra poética é um acto em ruptura com o real, um gesto através do qual o real é redescoberto, assim se entendendo que a poesia seja o real absoluto, pois que a verdadeira poesia nos toca sempre como a revelação de algo ao mesmo tempo misterioso e evidente. Palavras de António Ramos Rosa neste seu discurso sobre a liberdade livre que se enuncia em cada poema, em cada imagem ou metáfora, sítios onde se fundem e fundam a matéria e forma de palavras velhas, desintegradas.
A crítica não podia ficar excluída desta abordagem do fenómeno poético: a crítica enquanto interrogação fiel ao texto; nem as relações do poético com o ideológico, tomadas as proporções dos vários poderes em jogo: real e fictícia, nem real nem irreal, a palavra poética desprende-se do real e actua no cerne em que o real se desfaz e refaz. A consciência poética tem, por consequência, uma função social. Apesar da autonomia do texto, ou, sobretudo, porque o texto é autónomo: espaço (ou grito; silêncio habitado) onde se cria a criação.
Daí a atenção do poeta aos novos discursos e à relação que entre eles se tece: metáfora das relações jamais alienadas da poesia com o mundo, por ela mudado. Porque a poesia é antes de mais a rejeição de todas as formas de opressão, zona branca onde o mais solitário dos homens se encontra solidário e profundamente ligado a um universal fundo poético e humano.
O discurso crítico aqui proposto multiplica-se em exemplos (independentemente do exemplo altíssimo que é a obra poética do Autor): O pulso que o poeta foi tomando, em longos anos de actividade crítica, a alguns autores significativos do nosso tempo e/ou lugar. Mas, sobretudo, o que se diz neste texto polifacetado é a transparência fundamental do poeta que interroga (em todos os momentos e movimentos do seu corpo) o real.
por Casimiro de Brito
---
António Ramos Rosa
Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979 a 1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em setembro de 2013.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS E RARO
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
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"A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" é uma obra ensaística de referência do poeta e crítico português António Ramos Rosa. Os dois volumes foram publicados pela editora Arcádia, sendo o Volume I lançado em 1979 e o Volume II em 1980.
Nesta obra, Ramos Rosa reflete sobre o papel e a essência da poesia, destacando que a palavra poética é um ato de ruptura que redescoberta o real. O autor analisa e propõe uma nova abordagem para a poesia moderna, focando na inter-relação entre criação e crítica, e debruçando-se sobre poetas e o fenómeno poético.
A palavra poética é um acto em ruptura com o real, um gesto através do qual o real é redescoberto, assim se entendendo que a poesia seja o real absoluto, pois que a verdadeira poesia nos toca sempre como a revelação de algo ao mesmo tempo misterioso e evidente. Palavras de António Ramos Rosa neste seu discurso sobre a liberdade livre que se enuncia em cada poema, em cada imagem ou metáfora, sítios onde se fundem e fundam a matéria e forma de palavras velhas, desintegradas.
A crítica não podia ficar excluída desta abordagem do fenómeno poético: a crítica enquanto interrogação fiel ao texto; nem as relações do poético com o ideológico, tomadas as proporções dos vários poderes em jogo: real e fictícia, nem real nem irreal, a palavra poética desprende-se do real e actua no cerne em que o real se desfaz e refaz. A consciência poética tem, por consequência, uma função social. Apesar da autonomia do texto, ou, sobretudo, porque o texto é autónomo: espaço (ou grito; silêncio habitado) onde se cria a criação.
Daí a atenção do poeta aos novos discursos e à relação que entre eles se tece: metáfora das relações jamais alienadas da poesia com o mundo, por ela mudado. Porque a poesia é antes de mais a rejeição de todas as formas de opressão, zona branca onde o mais solitário dos homens se encontra solidário e profundamente ligado a um universal fundo poético e humano.
O discurso crítico aqui proposto multiplica-se em exemplos (independentemente do exemplo altíssimo que é a obra poética do Autor): O pulso que o poeta foi tomando, em longos anos de actividade crítica, a alguns autores significativos do nosso tempo e/ou lugar. Mas, sobretudo, o que se diz neste texto polifacetado é a transparência fundamental do poeta que interroga (em todos os momentos e movimentos do seu corpo) o real.
por Casimiro de Brito
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Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979 a 1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em setembro de 2013.
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