"À PROCURA DA ARCA PERDIDA" de António Estácio dos Reis - 1ª Edição de 2013
Preço: 30 €"À PROCURA DA ARCA PERDIDA" de António Estácio dos Reis - 1ª Edição de 2013
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45144032
- Id do anunciante64TT
Descrição
"À PROCURA DA ARCA PERDIDA"
de António Estácio dos Reis
Com dedicatória e Autógrafo do Autor
Prefácio de Jorge Semedo de Matos
1ª Edição de 2013
Edição do Autor
518 Páginas
Tiragem de 250 Exemplares
A sua busca incessante do saber e a interrogação da realidade, teve como resultado a produção de uma sólida obra cultural e científica. O Comandante Estácio dos Reis mantinha a expectativa de que, inesperadamente, numa qualquer arca perdida pudesse encontrar as respostas que procurava. Acreditava, pois, na serendipidade, ou seja, no acaso feliz. Porém, os acasos na sua obra foram fruto da perseverança, da incessante indagação e da sua sensibilidade.
Se é certo que a carreira militar do Comandante Estácio dos Reis se revela brilhante, onde se contam diversos louvores e condecorações, não é menos certo que a sua atividade como investigador e académico é dominada por uma intensa produção intelectual de reconhecido alcance científico. Os instrumentos matemáticos, com destaque para os náuticos, estiveram no centro dos seus estudos. Porém, as escalas, os aparelhos de medição do tempo, como os relógios ou cronómetros, eram outros interesses deste Comandante, que sonhou ser possível um dia encontrar a velha arca onde Pedro Nunes teria guardado muitos dos seus notáveis trabalhos matemáticos e instrumentos científicos.
Ao Comandante Estácio dos Reis se deve a identificação do nónio, que se encontra no Museu de Ciência de Florença, em Itália, tratando-se do único nónio construído segundo o método de Pedro Nunes no século XVI, adaptado a um quadrante náutico. De relevar é também o seu papel na vinda de dois globos de William Jansz Bleau, de cerca de 1645 e de 1700, que enriqueceram as coleções do Museu de Marinha. Saliente-se ainda o inventário e levantamentos de instrumentos de navegação, os seus estudos sobre oficinas de construção de instrumentos nos séculos XVIII e XIX, a análise sobre a náutica nos séculos XV a XVIII.
O seu significativo contributo para descobertas importantes do património científico português torna o seu legado um dos mais importantes para a cultura naval e, de uma forma geral, para a Marinha Portuguesa e para Portugal.
---
António Luciano Estácio dos Reis nasceu a 27 de setembro de 1923, e desde muito cedo sentiu uma grande atração pelo mar e pela Marinha. Após efetuar os estudos preparatórios na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Estácio dos Reis ingressou na Escola Naval em 1943, tendo como grande motivação a possibilidade de poder embarcar no navio-escola Sagres .
Durante a sua longa carreira naval embarca, a partir de 1946, em vários navios da Armada e executa diversos cargos de relevo em terra, tendo sido Ajudante-de-campo do governador de Macau de 1951 a 1953, capitão dos portos Moçambicanos de Chinde em 1959, de Quelimane em 1960 e Chefe de Estado-Maior da Flotilha de draga-minas em 1964. Em 1968 vai prestar serviço na Missão Militar Portuguesa da Nato em Bruxelas. Volta a África em 1972 para chefiar o Estado Maior do Comando Naval de Moçambique. De regresso a Lisboa após a Revolução de 25 de abril de 1974, assume a chefia da 1ª Divisão do Estado Maior da Armada. Foi comandar a Força Naval Portuguesa em 1976 e, no ano seguinte, é designado para o cargo de Adido Naval na Embaixada de Portugal em Paris.
Na capital francesa contacta com as últimas novidades da Ciência e da cultura europeia e mundial. Cruza-se com várias personalidades, entre elas François Bellec, oficial da Marinha francesa e diretor do Museu Naval de Paris, com quem estabelece uma sólida amizade. Esta experiência permite-lhe adquirir uma diferente perceção da importância da museologia e da necessidade de valorizar o património náutico e científico. Em setembro de 1979, ainda em Paris, passa à reserva.
Assume o cargo de adjunto do Diretor do Museu de Marinha em 1980, exercendo interinamente durante três meses, o cargo de Diretor. É no Museu de Marinha que conhece o comandante Teixeira da Mota, investigador e académico, que o incentiva a investigar e a publicar os seus próprios textos. Organizou várias exposições e efetuou inúmeros estudos. Neste período são incorporados na coleção do museu os primeiros astrolábios náuticos, após o próprio Estácio dos Reis ter identificado essa lacuna. A sua participação num programa de rádio, em que descreveu o que era um astrolábio e, o seu apelo aos ouvintes para que verificassem se não teriam um objeto desse tipo em casa, foi uma iniciativa feliz e com bastante sucesso.
Estácio dos Reis foi autor de uma importante obra no campo da História da Ciência, nomeadamente no estudo dos instrumentos matemáticos e científicos, com destaque para os instrumentos náuticos, permitindo-nos afirmar que o seu contributo para a preservação da memória nacional associada ao mar é a grande marca do seu legado.
Faleceu a 2 de março de 2018.
ESGOTADO E RARO
NOVO - PORTES GRÁTIS
de António Estácio dos Reis
Com dedicatória e Autógrafo do Autor
Prefácio de Jorge Semedo de Matos
1ª Edição de 2013
Edição do Autor
518 Páginas
Tiragem de 250 Exemplares
A sua busca incessante do saber e a interrogação da realidade, teve como resultado a produção de uma sólida obra cultural e científica. O Comandante Estácio dos Reis mantinha a expectativa de que, inesperadamente, numa qualquer arca perdida pudesse encontrar as respostas que procurava. Acreditava, pois, na serendipidade, ou seja, no acaso feliz. Porém, os acasos na sua obra foram fruto da perseverança, da incessante indagação e da sua sensibilidade.
Se é certo que a carreira militar do Comandante Estácio dos Reis se revela brilhante, onde se contam diversos louvores e condecorações, não é menos certo que a sua atividade como investigador e académico é dominada por uma intensa produção intelectual de reconhecido alcance científico. Os instrumentos matemáticos, com destaque para os náuticos, estiveram no centro dos seus estudos. Porém, as escalas, os aparelhos de medição do tempo, como os relógios ou cronómetros, eram outros interesses deste Comandante, que sonhou ser possível um dia encontrar a velha arca onde Pedro Nunes teria guardado muitos dos seus notáveis trabalhos matemáticos e instrumentos científicos.
Ao Comandante Estácio dos Reis se deve a identificação do nónio, que se encontra no Museu de Ciência de Florença, em Itália, tratando-se do único nónio construído segundo o método de Pedro Nunes no século XVI, adaptado a um quadrante náutico. De relevar é também o seu papel na vinda de dois globos de William Jansz Bleau, de cerca de 1645 e de 1700, que enriqueceram as coleções do Museu de Marinha. Saliente-se ainda o inventário e levantamentos de instrumentos de navegação, os seus estudos sobre oficinas de construção de instrumentos nos séculos XVIII e XIX, a análise sobre a náutica nos séculos XV a XVIII.
O seu significativo contributo para descobertas importantes do património científico português torna o seu legado um dos mais importantes para a cultura naval e, de uma forma geral, para a Marinha Portuguesa e para Portugal.
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António Luciano Estácio dos Reis nasceu a 27 de setembro de 1923, e desde muito cedo sentiu uma grande atração pelo mar e pela Marinha. Após efetuar os estudos preparatórios na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Estácio dos Reis ingressou na Escola Naval em 1943, tendo como grande motivação a possibilidade de poder embarcar no navio-escola Sagres .
Durante a sua longa carreira naval embarca, a partir de 1946, em vários navios da Armada e executa diversos cargos de relevo em terra, tendo sido Ajudante-de-campo do governador de Macau de 1951 a 1953, capitão dos portos Moçambicanos de Chinde em 1959, de Quelimane em 1960 e Chefe de Estado-Maior da Flotilha de draga-minas em 1964. Em 1968 vai prestar serviço na Missão Militar Portuguesa da Nato em Bruxelas. Volta a África em 1972 para chefiar o Estado Maior do Comando Naval de Moçambique. De regresso a Lisboa após a Revolução de 25 de abril de 1974, assume a chefia da 1ª Divisão do Estado Maior da Armada. Foi comandar a Força Naval Portuguesa em 1976 e, no ano seguinte, é designado para o cargo de Adido Naval na Embaixada de Portugal em Paris.
Na capital francesa contacta com as últimas novidades da Ciência e da cultura europeia e mundial. Cruza-se com várias personalidades, entre elas François Bellec, oficial da Marinha francesa e diretor do Museu Naval de Paris, com quem estabelece uma sólida amizade. Esta experiência permite-lhe adquirir uma diferente perceção da importância da museologia e da necessidade de valorizar o património náutico e científico. Em setembro de 1979, ainda em Paris, passa à reserva.
Assume o cargo de adjunto do Diretor do Museu de Marinha em 1980, exercendo interinamente durante três meses, o cargo de Diretor. É no Museu de Marinha que conhece o comandante Teixeira da Mota, investigador e académico, que o incentiva a investigar e a publicar os seus próprios textos. Organizou várias exposições e efetuou inúmeros estudos. Neste período são incorporados na coleção do museu os primeiros astrolábios náuticos, após o próprio Estácio dos Reis ter identificado essa lacuna. A sua participação num programa de rádio, em que descreveu o que era um astrolábio e, o seu apelo aos ouvintes para que verificassem se não teriam um objeto desse tipo em casa, foi uma iniciativa feliz e com bastante sucesso.
Estácio dos Reis foi autor de uma importante obra no campo da História da Ciência, nomeadamente no estudo dos instrumentos matemáticos e científicos, com destaque para os instrumentos náuticos, permitindo-nos afirmar que o seu contributo para a preservação da memória nacional associada ao mar é a grande marca do seu legado.
Faleceu a 2 de março de 2018.
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