"A VIDA GRANDIOSA DO CONDESTÁVEL" - Evocação Histórica de Mário Domingues - 1ª Edição de1957
Preço: 15 €"A VIDA GRANDIOSA DO CONDESTÁVEL" - Evocação Histórica de Mário Domingues - 1ª Edição de1957
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44785997
- Id do anunciante15LL
Descrição
"A VIDA GRANDIOSA DO CONDESTÁVEL"
Evocação Histórica
de Mário Domingues
1ª Edição de1957
Edição Romano Torres
Coleção Série Lusíada
278 Páginas
D. Nuno Álvares Pereira, filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira e de Iria Gonçalves do Carvalhal, nasceu a 24 de Junho de 1360 em Santarém e morreu a 1 de Novembro de 1431.
Em 1373, entra na corte de D. Fernando, foi escolhido por D. Leonor Teles para seu escudeiro, sendo posteriormente armado cavaleiro.
Com a morte de D. Fernando em 1383 surge a crise. No inicio de 1384, D. João I de Castela, querendo apoderar-se do trono de Portugal, invadia o nosso país com um exército, em direcção a Lisboa, onde D. João, Mestre de Avis concentrava todas as suas forças para resistir. Nuno Álvares chefiou a resistência militar contra Castela ganhando batalhas decisivas. Em troca, obteve de D. João I extensos domínios territoriais.
Em 1423, já viúvo, despojado de bens materiais, volta-se para a busca de outra espécie de bens, os espirituais, a que a sua alma aspira e ingressa na Ordem do Carmo.
A sua vida inteira consiste em prodigalizar actos de piedade, e o povo lisboeta conhece-o por um expressivo título: o de Santo Condestável.
Em 1641, é dirigido ao Papa Urbano VIII o pedido para que se proceda à sua beatificação. Mas, apenas em 1918, é que a igreja eleva aos altares o mais perfeito expoente do heroísmo e da fé no Portugal da Idade Média, aprovando e reconhecendo o culto do Santo Condestável.
---
"Mário Domingues nasceu na Ilha do Príncipe, numa roça denominada "Infante D. Henrique". Contando apenas dezoito meses de idade, trouxeram-no para Portugal e confiaram-no a sua avó paterna, que se encarregou da sua educação. Fez seus estudos em Lisboa, revelando desde muito novo vocação para as Artes e para as Letras. Contrariado, enveredou pela carreira do Comércio, chegando a ser ajudante de guarda-livros e correspondente de Inglês e de Francês.
Mas consagrava todos os seus ócios ao estudo de problemas literários e artísticos. Aos dezassete anos publicou as primeiras tentativas de ficção numa efémera revista de estudantes de Medicina (a "Alba"), apresentada pelo doutor Júlio Dantas. Aos dezanove, porém, o seu nome começou a surgir com frequência a assinar contos e crónicas num jornal diário de Lisboa. E em breve se tornou jornalista profissional, ascendendo a Chefe de Redacção e director de alguns jornais.
Como crítico de Pintura, nos anos Vinte, distinguiu-se pelo ardor com que defendeu os Modernistas, então desdenhados pela opinião pública. Unindo-se a Fernando Pessoa, José Bocheko, Vítor Falcão, António Ferro e outros batalhadores pela renovação da arte em Portugal, teve a coragem de proclamar o excepcional valor de "proscritos" como Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Soares, Jorge Barradas e Lino António.
Um dos momentos decisivos da vida de Mário Domingues ocorreu quando ele resolveu manter-se unicamente com o produto dos seus livros. Esta audácia custou-lhe o ter de dissimular-se sob diversos pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.
Durou alguns anos este trabalho árduo, mas o escritor queria voar um pouco mais alto. Conhecendo os homens do seu tempo, abalançou-se a descrever os de outrora, tal como os visionou no "clima" social, político e religioso em que viveram. E assim nasceu esta "Série Lusíada", que atingiu um êxito invulgar para o nosso meio.
Em atenção ao valor da sua obra de divulgação histórica, dignou-se o senhor Presidente da República agraciá-lo com o grau de Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, destinada a distinguir individualidades de relevo nas Ciências, nas Artes e nas Letras."
"Mário Domingues, escritor, editor, publicista, jornalista, historiador, mas sobretudo anarquista, de seu nome completo Mário José Domingues, é para muitos leitores um ilustre desconhecido.
A exuberância e pujança da sua pena foi tal durante a sua vida que a sua obra em muito ultrapassa a de Camilo Castelo Branco, conhecido como o nosso escritor mais prolífico.
Da História ao romance policial, da novela de aventuras à ficção histórica, do jornalismo político à tradução, Mário Domingues merece ser relembrado."
ESGOTADO E RARO NESTA 1ª EDIÇÃO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
Evocação Histórica
de Mário Domingues
1ª Edição de1957
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D. Nuno Álvares Pereira, filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira e de Iria Gonçalves do Carvalhal, nasceu a 24 de Junho de 1360 em Santarém e morreu a 1 de Novembro de 1431.
Em 1373, entra na corte de D. Fernando, foi escolhido por D. Leonor Teles para seu escudeiro, sendo posteriormente armado cavaleiro.
Com a morte de D. Fernando em 1383 surge a crise. No inicio de 1384, D. João I de Castela, querendo apoderar-se do trono de Portugal, invadia o nosso país com um exército, em direcção a Lisboa, onde D. João, Mestre de Avis concentrava todas as suas forças para resistir. Nuno Álvares chefiou a resistência militar contra Castela ganhando batalhas decisivas. Em troca, obteve de D. João I extensos domínios territoriais.
Em 1423, já viúvo, despojado de bens materiais, volta-se para a busca de outra espécie de bens, os espirituais, a que a sua alma aspira e ingressa na Ordem do Carmo.
A sua vida inteira consiste em prodigalizar actos de piedade, e o povo lisboeta conhece-o por um expressivo título: o de Santo Condestável.
Em 1641, é dirigido ao Papa Urbano VIII o pedido para que se proceda à sua beatificação. Mas, apenas em 1918, é que a igreja eleva aos altares o mais perfeito expoente do heroísmo e da fé no Portugal da Idade Média, aprovando e reconhecendo o culto do Santo Condestável.
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"Mário Domingues nasceu na Ilha do Príncipe, numa roça denominada "Infante D. Henrique". Contando apenas dezoito meses de idade, trouxeram-no para Portugal e confiaram-no a sua avó paterna, que se encarregou da sua educação. Fez seus estudos em Lisboa, revelando desde muito novo vocação para as Artes e para as Letras. Contrariado, enveredou pela carreira do Comércio, chegando a ser ajudante de guarda-livros e correspondente de Inglês e de Francês.
Mas consagrava todos os seus ócios ao estudo de problemas literários e artísticos. Aos dezassete anos publicou as primeiras tentativas de ficção numa efémera revista de estudantes de Medicina (a "Alba"), apresentada pelo doutor Júlio Dantas. Aos dezanove, porém, o seu nome começou a surgir com frequência a assinar contos e crónicas num jornal diário de Lisboa. E em breve se tornou jornalista profissional, ascendendo a Chefe de Redacção e director de alguns jornais.
Como crítico de Pintura, nos anos Vinte, distinguiu-se pelo ardor com que defendeu os Modernistas, então desdenhados pela opinião pública. Unindo-se a Fernando Pessoa, José Bocheko, Vítor Falcão, António Ferro e outros batalhadores pela renovação da arte em Portugal, teve a coragem de proclamar o excepcional valor de "proscritos" como Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Soares, Jorge Barradas e Lino António.
Um dos momentos decisivos da vida de Mário Domingues ocorreu quando ele resolveu manter-se unicamente com o produto dos seus livros. Esta audácia custou-lhe o ter de dissimular-se sob diversos pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.
Durou alguns anos este trabalho árduo, mas o escritor queria voar um pouco mais alto. Conhecendo os homens do seu tempo, abalançou-se a descrever os de outrora, tal como os visionou no "clima" social, político e religioso em que viveram. E assim nasceu esta "Série Lusíada", que atingiu um êxito invulgar para o nosso meio.
Em atenção ao valor da sua obra de divulgação histórica, dignou-se o senhor Presidente da República agraciá-lo com o grau de Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, destinada a distinguir individualidades de relevo nas Ciências, nas Artes e nas Letras."
"Mário Domingues, escritor, editor, publicista, jornalista, historiador, mas sobretudo anarquista, de seu nome completo Mário José Domingues, é para muitos leitores um ilustre desconhecido.
A exuberância e pujança da sua pena foi tal durante a sua vida que a sua obra em muito ultrapassa a de Camilo Castelo Branco, conhecido como o nosso escritor mais prolífico.
Da História ao romance policial, da novela de aventuras à ficção histórica, do jornalismo político à tradução, Mário Domingues merece ser relembrado."
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