"ABANDONO VIGIADO" de Alexandre O' Neill - 1ª Edição de 2026


Especificações


Descrição

"ABANDONO VIGIADO"
de Alexandre O' Neill

Posfácio de Golgona Anghel

1ª Edição de 2026
ASSÍRIO & ALVIM
Coleção: Obras de Alexandre O'Neill
118 Páginas

O terceiro livro de Alexandre O Neill, Abandono Vigiado, editado pela primeira vez em 1960 na mítica coleção «Poesia e Verdade» da Guimarães Editores, foi à altura a confirmação do conseguimento estético de um poeta que não havia parado de ousar. Embora integrando três poemas do livro anterior, outros publicados dispersamente em periódicos, é também um livro de grandes inéditos: lembremos o belíssimo «Velhos de Lisboa», retrato impiedoso de uma cidade triste e alegre, ou o conjunto de «Divertimentos com sinais ortográficos», casamento perfeito entre o humor de O Neill e a arte gráfica de Sebastião Rodrigues nos idos tempos da revista Almanaque. Esta edição conta ainda com um posfácio de Golgona Anghel.


Alexandre O'Neill
Alexandre O'Neill
Portugal
19 Dez 1924 // 21 Ago 1986
Poeta


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O Amor é o Amor
O amor é o amor e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...

O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos somos um? somos dois?
espírito e calor!

O amor é o amor e depois?

in Pág. 91

---
Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário, forjando alguns dos mais conhecidos slogans portugueses. Um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a sua passagem pelo grupo marque indelevelmente a sua postura estética, conservando algumas características do movimento na sua poesia, por exemplo, o tom mordaz e em certo sentido absurdista na maneira de analisar o mundo. Um amante do jazz, do cinema e do teatro modernos, O'Neill fez ainda várias traduções, escreveu guiões para cinema e manteve algumas colunas de jornal durante vários anos. Da sua obra destacam-se as obras No Reino da Dinamarca (1958), Feira Cabisbaixa (1965) ou a reunião de contos e crónicas em Uma Coisa em Forma de Assim (1980).

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