"ALGUNS LUGARES MUITO COMUNS" - [diário de uns quantos dias que não abalaram o mundo] de Eduarda Dionísio
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45348549
- Id do anunciante18XX
Descrição
"ALGUNS LUGARES MUITO COMUNS"
[diário de uns quantos dias que não abalaram o mundo]
de Eduarda Dionísio
1ª Edição de 1987
GRADIVA
Coleção Gradiva Nº 4
246 Páginas
"Alguns Lugares Muito Comuns", com o subtítulo [diário de uns quantos dias que não abalaram o mundo], é uma das obras mais marcantes da escritora portuguesa Eduarda Dionísio, publicada em 1987 pela editora Gradiva.
Esta primeira edição de 1987 apresenta-se num volume de 245 páginas e é considerada por vários críticos e académicos como a magnum opus (obra-prima) da autora no domínio da ficção.
Retrato Pós-Revolucionário: O livro oferece um olhar profundamente crítico, desencantado e irónico sobre a sociedade portuguesa na viragem para a década de 1980. Captura o rescaldo do processo de transição democrática (pós-25 de Abril e PREC).
Eduarda Dionísio afasta-se do romance tradicional, separando blocos narrativos e fundindo a ficção com o registo de "diário" e o testemunho documental.
A obra explora a memória coletiva e individual de uma geração politicamente empenhada que lida com as perplexidades, clivagens e o quotidiano banal de um país que mudou politicamente, mas que rapidamente se instalou em novos "lugares comuns".
---
Eduarda Dionísio (Lisboa, 1946 Lisboa, 22 de maio de 2023) foi uma escritora e dramaturga portuguesa.
Era filha de outro escritor português famoso Mário Dionísio e de Maria Letícia Reis Clemente da Silva. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora do ensino secundário em várias escolas de Lisboa, nomeadamente no Liceu Camões. Foi ainda autora, com a sua mãe, de livros escolares para o ensino do Português, publicados entre 1972 e 1975 e adotados pelas escolas durante alguns anos.
Fez parte de diversos grupos de teatro da Faculdade de Letras e do Ateneu Cooperativo, tendo fundado o grupo Contra Regra (1983), onde se dedicou à crítica literária. Colaborou em grupos teatrais como «O Bando» e o «Teatro da Cornucópia». Como professora foi dirigente sindical do SPGL (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa), em 1977. Desenvolveu diversas atividades culturais (ensino, teatro, imprensa, e tradução. Como tradutora traduziu autores tão diversificados como William Shakespeare e Bertolt Brecht.
Dirigia a Casa da Achada, na Mouraria, em Lisboa, onde se encontra o espólio, devidamente tratado e catalogado, de Mário Dionísio, seu pai.
Eduarda Dionísio faleceu em Lisboa a 22 de maio de 2023, aos 77 anos, vítima de doença oncológica
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
[diário de uns quantos dias que não abalaram o mundo]
de Eduarda Dionísio
1ª Edição de 1987
GRADIVA
Coleção Gradiva Nº 4
246 Páginas
"Alguns Lugares Muito Comuns", com o subtítulo [diário de uns quantos dias que não abalaram o mundo], é uma das obras mais marcantes da escritora portuguesa Eduarda Dionísio, publicada em 1987 pela editora Gradiva.
Esta primeira edição de 1987 apresenta-se num volume de 245 páginas e é considerada por vários críticos e académicos como a magnum opus (obra-prima) da autora no domínio da ficção.
Retrato Pós-Revolucionário: O livro oferece um olhar profundamente crítico, desencantado e irónico sobre a sociedade portuguesa na viragem para a década de 1980. Captura o rescaldo do processo de transição democrática (pós-25 de Abril e PREC).
Eduarda Dionísio afasta-se do romance tradicional, separando blocos narrativos e fundindo a ficção com o registo de "diário" e o testemunho documental.
A obra explora a memória coletiva e individual de uma geração politicamente empenhada que lida com as perplexidades, clivagens e o quotidiano banal de um país que mudou politicamente, mas que rapidamente se instalou em novos "lugares comuns".
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Eduarda Dionísio (Lisboa, 1946 Lisboa, 22 de maio de 2023) foi uma escritora e dramaturga portuguesa.
Era filha de outro escritor português famoso Mário Dionísio e de Maria Letícia Reis Clemente da Silva. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora do ensino secundário em várias escolas de Lisboa, nomeadamente no Liceu Camões. Foi ainda autora, com a sua mãe, de livros escolares para o ensino do Português, publicados entre 1972 e 1975 e adotados pelas escolas durante alguns anos.
Fez parte de diversos grupos de teatro da Faculdade de Letras e do Ateneu Cooperativo, tendo fundado o grupo Contra Regra (1983), onde se dedicou à crítica literária. Colaborou em grupos teatrais como «O Bando» e o «Teatro da Cornucópia». Como professora foi dirigente sindical do SPGL (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa), em 1977. Desenvolveu diversas atividades culturais (ensino, teatro, imprensa, e tradução. Como tradutora traduziu autores tão diversificados como William Shakespeare e Bertolt Brecht.
Dirigia a Casa da Achada, na Mouraria, em Lisboa, onde se encontra o espólio, devidamente tratado e catalogado, de Mário Dionísio, seu pai.
Eduarda Dionísio faleceu em Lisboa a 22 de maio de 2023, aos 77 anos, vítima de doença oncológica
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Raul Ribeiro
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