"ANGOLA "- Anatomia de Uma Tragédia de General Silva Cardoso - 3ª Edição de 2001
Preço: 30 €"ANGOLA "- Anatomia de Uma Tragédia de General Silva Cardoso - 3ª Edição de 2001
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44698185
- Id do anunciante77II
Descrição
"ANGOLA "- Anatomia de Uma Tragédia
de General Silva Cardoso
3ª Edição de 2001
OFICINA DO LIVRO
696 Páginas
Pode afirmar-se que Silva Cardoso partilhou com Angola os períodos mais cruciais para o seu povo desde o início da guerra até à independência. Durante a luta armada esteve presente nas fases mais acessas do conflito e na descolonização; ao ter decidido cessar as suas funções como Alto Comissário declarou aos órgãos de comunicação social: Já não acredito nos homens, principalmente nos políticos, e estou farto da mentira, das falsas promessas e das atitudes de fachada. Venho cansado da miséria, de ver o ódio, de ver o desespero.Venho cansado do egoísmo, da crueldade e da ambição desmedida . Silva Cardoso era então um homem desiludido e amargurado por não ter conseguido evitar a hecatombe que sentia ir desabar sobre Angola e o seu martirizado povo. Este livro é o retrato bem fiel desse sentir. Neste livro fica escrita a História que felizmente não será possível manter oculta, ou contada de forma forjada, pois não haverá autor tão corajoso e habilitado que a tenha vivido e descrito como foi o Alto-Comissário em Angola (General Silva Cardoso) .
General Silvino Silvério Marques, in Prefácio.
---
António da Silva Cardoso (Tomar, Santa Maria dos Olivais, Pedreira, 3 de Fevereiro de 1928 - Lisboa, 13 de Junho de 2014) foi um General português.
Ingressou na Escola Naval em Setembro de 1947 como opção pela carreira das armas na Marinha. Ainda Segundo-Tenente, foi transferido para a Aviação Naval tendo, com a extinção desta, decidido integrar-se na Força Aérea Portuguesa.
Em 1961, com o deflagrar da insurreição nos territórios ultramarinos, foi nomeado para uma primeira comissão em Angola onde permaneceu mais três anos. Em seguida desempenhou as funções de Adido Militar na Alemanha Ocidental e, no seu regresso, após uma passagem pelo Estado-Maior da Força Aérea, voltou a Angola, onde se manteve até Setembro de 1973, regressando para frequentar o curso de Altos Comandos no IAEME.
A revolução do 25 de Abril levou-o novamente a Angola, onde fez parte da Junta Governativa chefiada pelo Almirante Rosa Coutinho, acumulando esse cargo com o Comando da 2.ª Região Aérea. Na sequência do Acordo do Alvor foi designado Alto Comissário para o período de transição e Governador Interino do Estado de Angola entre 28 de Janeiro de 1975 e 2 de Agosto do mesmo ano, tendo sido antecedido por António Alva Rosa Coutinho e sucedido por Ernesto Ferreira de Macedo. Posteriormente viria ainda a desempenhar funções de âmbito militar, destacando-se a de Comandante Chefe dos Açores, Director do Instituto de Altos Estudos da Força Aérea e, por último, Juiz Presidente do Supremo Tribunal Militar.
Reforma-se em 1991 e dá expressão à sua veia artística nos campos da escultura e pintura. Publica em 2000 o livro "Angola - Anatomia de uma Tragédia" e em 2008 "25 de Abril de 1974 - A Revolução da Perfídia".
A 7 de Novembro de 2016, na Academia da Força Aérea, deu-se a Cerimónia de Integração dos Novos Alunos e Compromisso do Código de Honra, presidida pelo Comandante da Academia, Major-General Manuel Fernando Rafael Martins, onde António da Silva Cardoso (representado pela sua família) foi declarado patrono do Curso de Mestrado em Aeronáutica Militar 2016/22, para que o seu exemplo de bem servir a Pátria e as Forças Armadas possa constituir um referencial, contribuindo para orientar e motivar as novas vocações. Seguindo as tradições de alunos da Academia da Força Aérea, o curso que o tomou por seu patrono veio a adotar o nome "HAPAXES".
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de General Silva Cardoso
3ª Edição de 2001
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696 Páginas
Pode afirmar-se que Silva Cardoso partilhou com Angola os períodos mais cruciais para o seu povo desde o início da guerra até à independência. Durante a luta armada esteve presente nas fases mais acessas do conflito e na descolonização; ao ter decidido cessar as suas funções como Alto Comissário declarou aos órgãos de comunicação social: Já não acredito nos homens, principalmente nos políticos, e estou farto da mentira, das falsas promessas e das atitudes de fachada. Venho cansado da miséria, de ver o ódio, de ver o desespero.Venho cansado do egoísmo, da crueldade e da ambição desmedida . Silva Cardoso era então um homem desiludido e amargurado por não ter conseguido evitar a hecatombe que sentia ir desabar sobre Angola e o seu martirizado povo. Este livro é o retrato bem fiel desse sentir. Neste livro fica escrita a História que felizmente não será possível manter oculta, ou contada de forma forjada, pois não haverá autor tão corajoso e habilitado que a tenha vivido e descrito como foi o Alto-Comissário em Angola (General Silva Cardoso) .
General Silvino Silvério Marques, in Prefácio.
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António da Silva Cardoso (Tomar, Santa Maria dos Olivais, Pedreira, 3 de Fevereiro de 1928 - Lisboa, 13 de Junho de 2014) foi um General português.
Ingressou na Escola Naval em Setembro de 1947 como opção pela carreira das armas na Marinha. Ainda Segundo-Tenente, foi transferido para a Aviação Naval tendo, com a extinção desta, decidido integrar-se na Força Aérea Portuguesa.
Em 1961, com o deflagrar da insurreição nos territórios ultramarinos, foi nomeado para uma primeira comissão em Angola onde permaneceu mais três anos. Em seguida desempenhou as funções de Adido Militar na Alemanha Ocidental e, no seu regresso, após uma passagem pelo Estado-Maior da Força Aérea, voltou a Angola, onde se manteve até Setembro de 1973, regressando para frequentar o curso de Altos Comandos no IAEME.
A revolução do 25 de Abril levou-o novamente a Angola, onde fez parte da Junta Governativa chefiada pelo Almirante Rosa Coutinho, acumulando esse cargo com o Comando da 2.ª Região Aérea. Na sequência do Acordo do Alvor foi designado Alto Comissário para o período de transição e Governador Interino do Estado de Angola entre 28 de Janeiro de 1975 e 2 de Agosto do mesmo ano, tendo sido antecedido por António Alva Rosa Coutinho e sucedido por Ernesto Ferreira de Macedo. Posteriormente viria ainda a desempenhar funções de âmbito militar, destacando-se a de Comandante Chefe dos Açores, Director do Instituto de Altos Estudos da Força Aérea e, por último, Juiz Presidente do Supremo Tribunal Militar.
Reforma-se em 1991 e dá expressão à sua veia artística nos campos da escultura e pintura. Publica em 2000 o livro "Angola - Anatomia de uma Tragédia" e em 2008 "25 de Abril de 1974 - A Revolução da Perfídia".
A 7 de Novembro de 2016, na Academia da Força Aérea, deu-se a Cerimónia de Integração dos Novos Alunos e Compromisso do Código de Honra, presidida pelo Comandante da Academia, Major-General Manuel Fernando Rafael Martins, onde António da Silva Cardoso (representado pela sua família) foi declarado patrono do Curso de Mestrado em Aeronáutica Militar 2016/22, para que o seu exemplo de bem servir a Pátria e as Forças Armadas possa constituir um referencial, contribuindo para orientar e motivar as novas vocações. Seguindo as tradições de alunos da Academia da Força Aérea, o curso que o tomou por seu patrono veio a adotar o nome "HAPAXES".
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