"ANGOLA" Estrutura Económica e Classes Sociais de Henrique Guerra - 4ª Edição de 1979
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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- Id do anunciante62RR
Descrição
"ANGOLA" Estrutura Económica e Classes Sociais
Os Últimos Anos do Colonialismo Português em Angola
de Henrique Guerra
4ª Edição de 1979
EDIÇÕES 70
Coleção Estudos - Autores Angolanos
188 Páginas
A obra "Angola: Estrutura Económica e Classes Sociais", publicada em 1979 por Henrique Guerra (Andiki Guerra), é um dos principais estudos teóricos marxistas sobre os últimos anos do colonialismo português em Angola. O autor analisa como o sistema económico colonial moldou as divisões sociais e gerou classes em formação (in statu nascendi).
Guerra demonstra que a economia angolana no final da era colonial era capitalista dependente e dual, caracterizada por:
Setor Moderno:
-Controlado pela metrópole colonial e pelo capital estrangeiro, focado na exploração de matérias-primas como o café, diamantes e o petróleo emergente.
Setor de Subsistência:
-Uma economia tradicional e agrícola que servia como reserva de mão de obra barata para as plantações e minas.
Mecanismos de Coerção:
-O uso do trabalho forçado (ou "contratado") como base para sustentar a acumulação de capital colonial.
Divisão das Classes Sociais
O autor cruza critérios económicos com as barreiras raciais e jurídicas do regime colonial (como a divisão entre os cidadãos "civilizados" e os "indígenas"). A tipologia de classes sociais identificada por Henrique Guerra inclui:
Burguesia Colonial (Metropolitana e Local):
-Constituída por grandes proprietários de terras (roceiros), empresários mineiros e altos funcionários administrativos vindos de Portugal.
Pequena Burguesia:
-Composta por colonos brancos de classe média, comerciantes e os chamados "assimilados" (angolanos negros ou mestiços com acesso à educação colonial), que ocupavam cargos na burocracia e no pequeno comércio.
Proletariado Urbano:
-Operários dos portos, caminhos de ferro e indústrias incipientes nas cidades como Luanda e Lobito.
Proletariado Agrícola:
Os trabalhadores das grandes plantações de café e sisal, fortemente explorados.
Campesinato:
-A vasta maioria da população angolana no meio rural, submetida ao estatuto de "indígena" e que praticava agricultura de subsistência, frequentemente expropriada das suas terras.
---
Henrique Lopes Guerra, mais conhecido pelo seu pseudónimo literário Andiki Guerra (Luanda, 25 de julho de 1937 - Lisboa, 9 de maio de 2023), foi um artista plástico, escritor, jornalista, engenheiro, professor universitário e ativista político angolano.
Foi um dos mais importantes nomes da intelectualidade do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), sendo um influente teórico do marxismo, juntamente com Agostinho Neto, Lúcio Lara, Mário Pinto de Andrade, Viriato da Cruz, Saíde Mingas, Adolfo Maria, Rocha Dilolwa, António Jacinto e Iko Carreira. Sua obra teórica mais relevante, intitulada "Angola: Estrutura Económica e Classes Sociais" (publicada em 1979), que aborda o problema do sistema de classes sociais em Angola, juntamente com os estudos da autora alemã Bettina Decke, continua a ser muito importante para os campos da sociologia e da antropologia na África.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
Os Últimos Anos do Colonialismo Português em Angola
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A obra "Angola: Estrutura Económica e Classes Sociais", publicada em 1979 por Henrique Guerra (Andiki Guerra), é um dos principais estudos teóricos marxistas sobre os últimos anos do colonialismo português em Angola. O autor analisa como o sistema económico colonial moldou as divisões sociais e gerou classes em formação (in statu nascendi).
Guerra demonstra que a economia angolana no final da era colonial era capitalista dependente e dual, caracterizada por:
Setor Moderno:
-Controlado pela metrópole colonial e pelo capital estrangeiro, focado na exploração de matérias-primas como o café, diamantes e o petróleo emergente.
Setor de Subsistência:
-Uma economia tradicional e agrícola que servia como reserva de mão de obra barata para as plantações e minas.
Mecanismos de Coerção:
-O uso do trabalho forçado (ou "contratado") como base para sustentar a acumulação de capital colonial.
Divisão das Classes Sociais
O autor cruza critérios económicos com as barreiras raciais e jurídicas do regime colonial (como a divisão entre os cidadãos "civilizados" e os "indígenas"). A tipologia de classes sociais identificada por Henrique Guerra inclui:
Burguesia Colonial (Metropolitana e Local):
-Constituída por grandes proprietários de terras (roceiros), empresários mineiros e altos funcionários administrativos vindos de Portugal.
Pequena Burguesia:
-Composta por colonos brancos de classe média, comerciantes e os chamados "assimilados" (angolanos negros ou mestiços com acesso à educação colonial), que ocupavam cargos na burocracia e no pequeno comércio.
Proletariado Urbano:
-Operários dos portos, caminhos de ferro e indústrias incipientes nas cidades como Luanda e Lobito.
Proletariado Agrícola:
Os trabalhadores das grandes plantações de café e sisal, fortemente explorados.
Campesinato:
-A vasta maioria da população angolana no meio rural, submetida ao estatuto de "indígena" e que praticava agricultura de subsistência, frequentemente expropriada das suas terras.
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Henrique Lopes Guerra, mais conhecido pelo seu pseudónimo literário Andiki Guerra (Luanda, 25 de julho de 1937 - Lisboa, 9 de maio de 2023), foi um artista plástico, escritor, jornalista, engenheiro, professor universitário e ativista político angolano.
Foi um dos mais importantes nomes da intelectualidade do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), sendo um influente teórico do marxismo, juntamente com Agostinho Neto, Lúcio Lara, Mário Pinto de Andrade, Viriato da Cruz, Saíde Mingas, Adolfo Maria, Rocha Dilolwa, António Jacinto e Iko Carreira. Sua obra teórica mais relevante, intitulada "Angola: Estrutura Económica e Classes Sociais" (publicada em 1979), que aborda o problema do sistema de classes sociais em Angola, juntamente com os estudos da autora alemã Bettina Decke, continua a ser muito importante para os campos da sociologia e da antropologia na África.
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