"ANTÓNIO SÉRGIO" A Obra e o Homem de J. de Montezuma de Carvalho - 1ª Edição de 1979
Preço: 10 €"ANTÓNIO SÉRGIO" A Obra e o Homem de J. de Montezuma de Carvalho - 1ª Edição de 1979
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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Descrição
"ANTÓNIO SÉRGIO" A Obra e o Homem
de J. de Montezuma de Carvalho
1ª Edição de 1979
Editora Arcádia
Coleção A Obra e o Homem
492 Páginas
Ilustrado em extratexto
António Sérgio
(n.1883/09/03 m.1969/01/24)
Foi dos pensadores mais marcantes do Portugal contemporâneo, com uma vasta obra que se estende da teoria do conhecimento, à filosofia política e à filosofia da educação, passando pela filosofia da história. Escritor, pensador e pedagogo português, nascido em Damão (1883/09/03), Índia, a sua vida foi dedicada à reforma educacional em Portugal. Filho de um almirante, em virtude de este ter sido Governador do Congo Português, passou a sua meninice em África, e só depois veio radicar-se em Lisboa (1893). Foi para a Escola Naval, mas deixou a Marinha pouco depois de publicar Notas sobre os sonetos e as tendências de Antero de Quental (1908). As suas actividades políticas cedo começaram a surgir, revelando-o um democrata convicto.
Autor assistemático e um dos mestres do polemismo português, permaneceu no entanto sempre fiel a uma via que rotulou de idealismo racionalista e crítico. Sobre as razões do polemismo, entendeu-o sobretudo como uma via de combate no panorama das ideias do seu tempo. Sob o ponto de vista dos conteúdos doutrinários, Sérgio encontrou a filosofia a partir de sua formação de engenheiro, ou seja, a partir da geometria analítica e da física matemática. Não era apenas de filosofia da ciência que se tratava, tratava-se fundamentalmente de uma filosofia com profundas implicações humanas e sociais, regendo o comportamento e a acção de cada um no todo social de que faz parte. Daí uma doutrina cooperativista a nível da economia; uma doutrina democrática a nível da organização política da sociedade; uma filosofia da educação e uma concepção da pedagogia que encara a criança e o jovem como seres activos e criadores; assim, finalmente, uma teoria da cultura e uma teoria da história que o lançou em polémicas célebres sobre os rumos de Portugal.
Defendeu que é no indivíduo, em cada indivíduo, que a unidade da consciência se manifesta: «caminhe-se para a liberdade através da liberdade»! Neste contexto formulou a sua doutrina sobre o socialismo cooperativista, surgindo-lhe o cooperativismo como a forma de organização social mais consentânea com a sua concepção do homem como ser activo e criador. Com a proclamação da República (1910/10/05), passou a trabalhar a favor da reforma da educação no nosso país. Assim, foi um dos fundadores do movimento denominado Renascença Portuguesa, fundamentalmente voltado para as questões educacionais. Criou e dirigiu também várias revistas e jornais que tratavam do assunto, como a revista Pela Grei (1918). Titular da pasta de Instrução Pública (1923), no ministério reformista de Álvaro de Castro. Com a ascensão de Salazar ao poder, foi obrigado a exilar-se em Paris., depois em Madrid, de onde regressou a Portugal depois de ter sido abrangido por uma amnistia.
Morreu em Lisboa a 24 de Janeiro de 1969.
Dos seus livros mais importantes destacam-se: Educação cívica (1915) e os oito volumes de Ensaios (1920 a 1958).
---
JOAQUIM DE MONTEZUMA DE CARVALHO nasceu em 21 de novembro de 1928, na Freguesia de Almedina, em Coimbra, Portugal, em cuja Faculdade Direito se licenciou. Logo após, expatriou-se para Angola e Moçambique onde exerceu funções nos registros e na magistratura (Nova Lisboa, Inhambane e Lourenço Marques) até 6 de abril de 1976. Retornado a Portugal, exerce a advocacia em Lisboa.
Em 1951, sendo estudante, tomou a iniciativa da homenagem a Teixeira de Pascoaes, publicando o livro coletivo A Teixeira de Pascoaes. Em 1953, traduz e prolonga Teixeira de Pascoaes, do italiano Guido Battelli. Em 1957, lançou em Angola o Epistolário Ibérico Cartas de Pascoaes e Unamuno. Em 1958, ano da morte de Joaquim de Carvalho, organizou os livros Joaquim de Carvalho no Brasil e Miscelânea de Estudos a Joaquim de Carvalho. Fundou, ainda, na Figueira da Foz, a Biblioteca-Museu Joaquim de Carvalho e a Sala Joaquim de Carvalho, esta última ligada à Biblioteca Municipal. De 1958 a 1965, financiado pelo município de Nova Lisboa, Angola, organizou e publicou os quatro tomos do Panorama das Literaturas das Américas, de 1900 à Actualidade, obra até hoje sem equivalente na sua dimensão global e qualidade de colaboradores directos. Em 1965 apresentou os escritores luso-brasileiros nascidos neste século (XX) na obra francesa Ecrivains Contemporaine (Ed. Mazenod, Paris). Em 1963 fez parte do júri internacional que atribuiu ao mexicano Octavio Paz o Grande Prix de Poésie, prêmio belga.
Faleceu em 2008.
ESGOTADOS NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de J. de Montezuma de Carvalho
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Ilustrado em extratexto
António Sérgio
(n.1883/09/03 m.1969/01/24)
Foi dos pensadores mais marcantes do Portugal contemporâneo, com uma vasta obra que se estende da teoria do conhecimento, à filosofia política e à filosofia da educação, passando pela filosofia da história. Escritor, pensador e pedagogo português, nascido em Damão (1883/09/03), Índia, a sua vida foi dedicada à reforma educacional em Portugal. Filho de um almirante, em virtude de este ter sido Governador do Congo Português, passou a sua meninice em África, e só depois veio radicar-se em Lisboa (1893). Foi para a Escola Naval, mas deixou a Marinha pouco depois de publicar Notas sobre os sonetos e as tendências de Antero de Quental (1908). As suas actividades políticas cedo começaram a surgir, revelando-o um democrata convicto.
Autor assistemático e um dos mestres do polemismo português, permaneceu no entanto sempre fiel a uma via que rotulou de idealismo racionalista e crítico. Sobre as razões do polemismo, entendeu-o sobretudo como uma via de combate no panorama das ideias do seu tempo. Sob o ponto de vista dos conteúdos doutrinários, Sérgio encontrou a filosofia a partir de sua formação de engenheiro, ou seja, a partir da geometria analítica e da física matemática. Não era apenas de filosofia da ciência que se tratava, tratava-se fundamentalmente de uma filosofia com profundas implicações humanas e sociais, regendo o comportamento e a acção de cada um no todo social de que faz parte. Daí uma doutrina cooperativista a nível da economia; uma doutrina democrática a nível da organização política da sociedade; uma filosofia da educação e uma concepção da pedagogia que encara a criança e o jovem como seres activos e criadores; assim, finalmente, uma teoria da cultura e uma teoria da história que o lançou em polémicas célebres sobre os rumos de Portugal.
Defendeu que é no indivíduo, em cada indivíduo, que a unidade da consciência se manifesta: «caminhe-se para a liberdade através da liberdade»! Neste contexto formulou a sua doutrina sobre o socialismo cooperativista, surgindo-lhe o cooperativismo como a forma de organização social mais consentânea com a sua concepção do homem como ser activo e criador. Com a proclamação da República (1910/10/05), passou a trabalhar a favor da reforma da educação no nosso país. Assim, foi um dos fundadores do movimento denominado Renascença Portuguesa, fundamentalmente voltado para as questões educacionais. Criou e dirigiu também várias revistas e jornais que tratavam do assunto, como a revista Pela Grei (1918). Titular da pasta de Instrução Pública (1923), no ministério reformista de Álvaro de Castro. Com a ascensão de Salazar ao poder, foi obrigado a exilar-se em Paris., depois em Madrid, de onde regressou a Portugal depois de ter sido abrangido por uma amnistia.
Morreu em Lisboa a 24 de Janeiro de 1969.
Dos seus livros mais importantes destacam-se: Educação cívica (1915) e os oito volumes de Ensaios (1920 a 1958).
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JOAQUIM DE MONTEZUMA DE CARVALHO nasceu em 21 de novembro de 1928, na Freguesia de Almedina, em Coimbra, Portugal, em cuja Faculdade Direito se licenciou. Logo após, expatriou-se para Angola e Moçambique onde exerceu funções nos registros e na magistratura (Nova Lisboa, Inhambane e Lourenço Marques) até 6 de abril de 1976. Retornado a Portugal, exerce a advocacia em Lisboa.
Em 1951, sendo estudante, tomou a iniciativa da homenagem a Teixeira de Pascoaes, publicando o livro coletivo A Teixeira de Pascoaes. Em 1953, traduz e prolonga Teixeira de Pascoaes, do italiano Guido Battelli. Em 1957, lançou em Angola o Epistolário Ibérico Cartas de Pascoaes e Unamuno. Em 1958, ano da morte de Joaquim de Carvalho, organizou os livros Joaquim de Carvalho no Brasil e Miscelânea de Estudos a Joaquim de Carvalho. Fundou, ainda, na Figueira da Foz, a Biblioteca-Museu Joaquim de Carvalho e a Sala Joaquim de Carvalho, esta última ligada à Biblioteca Municipal. De 1958 a 1965, financiado pelo município de Nova Lisboa, Angola, organizou e publicou os quatro tomos do Panorama das Literaturas das Américas, de 1900 à Actualidade, obra até hoje sem equivalente na sua dimensão global e qualidade de colaboradores directos. Em 1965 apresentou os escritores luso-brasileiros nascidos neste século (XX) na obra francesa Ecrivains Contemporaine (Ed. Mazenod, Paris). Em 1963 fez parte do júri internacional que atribuiu ao mexicano Octavio Paz o Grande Prix de Poésie, prêmio belga.
Faleceu em 2008.
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