"APOCALÍPTICOS E INTEGRADOS" de Umberto Eco - 1ª Edição de 1970


Especificações


Descrição

"APOCALÍPTICOS E INTEGRADOS"
de Umberto Eco

1ª Edição de 1970
Editora Perspectiva - São Paulo
Coleção Debates Nº 19
388 Páginas

Aquando da primeira edição deste livro, em 1964, Apocalípticos e Integrados era apenas um título. Desde então tornou-se uma expressão de uso corrente, uma oposição quase proverbial. Quando o livro saiu, aplicar instrumentos de pesquisa rigorosa a argumentos como a banda desenhada, a canção de consumo e a narrativa popular, soava quasi ultrajoso aos ouvidos de muitos: hoje, as mesmas gerações jovens que responderam com as técnicas de informação alternativa e de contra-informação à invasão dos meios de massas, demonstraram que o problema desses meios atinge o coração da nossa sociedade, impregna a sua ideologia, fornece a todos instrumentos que já fazem parte da maneira de falar e de pensar quotidiana e que são por isso estudados a fundo, sem receio de parecerem frívolos só porque dedicam um ensaio a Steve Canyon em vez de um poeta menor do século XV.
Muitos destes ensaios já fazem parte das bibliografias internacionais sobre o tema, embora alguns se ressintam do clima e da problemática daqueles anos. Esta edição integral de um livro já «clássico» visa, assim, tornar a propor a novos leitores alguns textos que ainda hoje constituem matéria de discussão e que não perderam o seu poder de provocação intelectual.

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Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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