"CAMILO PESSANHA" - O Jurista e o Homem de Celina Veiga de Oliveira - 1ª Edição de 1993


Especificações


Descrição

"CAMILO PESSANHA" - O Jurista e o Homem
de Celina Veiga de Oliveira

1ª Edição de 1993
Instituto Português do Oriente e Instituto Cultural de Macau
Coleção Camilo Pessanha Nº 2
570 Páginas

Obra de grande importância para o estudo deste poeta. Profusamente ilustrada com reproduções de numerosos documentos.

"Camilo Pessanha: o jurista e o homem" é uma obra fundamental da autora Celina Veiga de Oliveira, publicada em Macau em 1993, que explora a faceta jurídica e pessoal do poeta simbolista, indo além da sua obra literária, detalhando a sua vida como professor, conservador, juiz e advogado em Macau, um trabalho biográfico pioneiro e aprofundado sobre o poeta que passou os seus últimos anos no Oriente.

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Camilo de Almeida Pessanha (Coimbra, 7 de setembro de 1867 Macau, 1 de março de 1926) foi um jurista e poeta português.

É considerado o expoente máximo do simbolismo em língua portuguesa, além de antecipador do princípio modernista da fragmentação. A sua obra influenciou escritores como Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Wenceslau de Moraes, Sophia de Mello Breyner Andresen e Eugénio de Andrade.

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Celina Maria Veiga de Oliveira, natural de Anadia, distrito de Aveiro, formou-se em História pela Faculdade de Letras de Coimbra. No palco do TEUC [Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra] chegou a brilhar nas artes cénicas, tendo aperfeiçoado a sociabilidade comunicante, um dom precioso quando colocado ao serviço da pedagogia e das aprendizagens.

Após uma década de trabalho nas salas de aula portuguesas, chega a Macau em 1980 e aí permanece até ao termo da administração portuguesa, em 1999. O ensino continuará a ser a sua principal base de trabalho e de vocação [Liceu Nacional Infante D. Henrique, Escola do Magistério Primário, Escola Técnica dos Assuntos Chineses, Instituto Politécnico de Macau], mas rapidamente se deixa envolver pelo sortilégio cultural e histórico que anima o Território, estudando, investigando e convivendo com figuras marcantes como Monsenhor Manuel Teixeira, Graciete Batalha, Henrique de Senna Fernandes, Charles Boxer, Carlos d Assumpção ou o padre Benjamim Videira Pires SJ, iniciando, assim, o seu importante percurso orientalista.

Os dados estavam lançados. Rapidamente chega a uma paixão avassaladora, com a figura e a obra de Camilo Pessanha. Celina Veiga de Oliveira [CVO] conseguirá uma proeza inédita em Macau, o empenho conjunto do Instituto Jurídico e dos gabinetes dos secretários-adjuntos Magalhães e Silva e Murteira Nabo, para coordenar a investigação, a recuperação e a microfilmagem do espólio jurídico de Camilo Pessanha, entre 1988 e 1991, que jazia abandonado, e em contínua degradação, no arquivo do Tribunal da Comarca de Macau. O estudo dos 1548 processos com a chancela de Camilo Pessanha, deu origem ao monumental volume Camilo Pessanha, o Jurista e o Homem , doravante uma obra de referência. De resto, todo esse trabalho foi esmiuçado por CVO numa entrevista conduzida pelo actor Mário Viegas e publicada no Jornal de Letras, em 1990. CVO é um dos membros da Comissão Organizadora das Comemorações dos 140 anos do nascimento de Camilo Pessanha, co-responsável pelo painel de Jurista , incluindo a participação no filme sobre o Poeta.

A obra de CVO, como autora singular ou como co-autora é deveras extensa: O Encontro Luso-Nipónico, 1994; São Paulo História de um Colégio , 1994; Camões e a Memória do Oriente , 1995; Camões, sabes quem é ? , 1995; Arquivos do Entendimento uma visão cultural da História de Macau , 1996; Padre António Vieira uma presença no futuro , 1997; As oito cartas de Macau , 1998; Construir em Macau um legado para o futuro , 1999; Guia Histórico e Cultural de Macau , 1999; Evocação de Wenceslau de Moraes , 2007; Carlos D Assumpção homem de valor , 2017. Espalhados em revistas e jornais, há mais de seis dezenas de estudos, que me parece importante registar para memória futura, incluindo textos para catálogos de exposições, prefácios e programas semanais na Rádio Macau.

Regressada a Portugal, CVO terminará a carreira docente no antigo Liceu D. João de Castro, em Lisboa. Mas a ligação a Macau, essa continua intensa. Para além do trabalho como conferencista, é vice-presidente da Comissão Asiática da Sociedade de Geografia de Lisboa, pertence à Sociedade Histórica da Independência de Portugal e à Liga dos Amigos do Centro Científico e Cultural de Macau. Fundou a Editorial Tágide, que se manteve activa entre 2002 e 2014, publicando diversas obras dedicadas à presença portuguesa no Oriente.

CVO fez jus àquela inscrição camoniana que encima a Porta do Cerco, A Pátria Honrai, que a Pátria vos Contempla e em virtude da sua dedicação, o Governo de Macau atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural e pela Presidência da República foi feita Comendadora da Ordem Militar de Santiago da Espada, em 1999.
Artigo de António Aresta

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