"DE CONAKRY AO M.D.L.P." - Dossier Secreto de Alpoim Calvão - 1ª Edição de 1976
Preço: 15 €"DE CONAKRY AO M.D.L.P." - Dossier Secreto de Alpoim Calvão - 1ª Edição de 1976
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44399007
- Id do anunciante8FF
Descrição
"DE CONAKRY AO M.D.L.P."
Dossier Secreto
de Alpoim Calvão
1ª Edição de 1976
Editorial Intervenção
238 Páginas
Na primeira parte o autor descreve os seus anos de infância em Moçambique, a sua formação para oficial da Armada e resume a sua carreira militar e o envolvimento no MDLP até ao 25 de Novembro de 1975. Na segunda descreve em pormenor a «Operação Mar Verde» que consistiu no ataque a Conakry capital da antiga Guiné francesa, que apoiava o PAIG e expõe a sua opinião sobre o assassinato de Amílcar Cabral. Na terceira parte descreve as suas actividades entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975. Fonte muito importante para estudar a guerra na Guiné entre 1963 e 1974 e o período da descolonização até ao 25 de Novembro. É especialmente valiosa pois o Estado Português, ainda hoje não admite a participação de Portugal na «Operação Mar Verde» e nunca foram disponibilizados documentos sobre essa operação secreta.
O 25 de Abril foi a primeira aula de um curso intensivo para aprender a fazer revoluções. E o povo aprende depressa. O que está agora a acontecer é o que a História nos ensina como factores sociais, económicos e políticos que normalmente antecedem as revoluções .
Admitida esta análise foi extremamente desinibidor editar o comandante Alpoim Calvão. Na realidade, o Autor, oficial das Forças Armadas, deve ser observado numa óptica posterior ao dia 25 de Abril de 1974. O importante é o seu comportamento durante todo o processo dos últimos dois anos. Julgá-lo pelo anterior é julgar todas as Forças Armadas. E aqui reside uma das contradições mais graves da revolução dialéctica. in Nota do Editor
---
Guilherme Almor de Alpoim Calvão (Chaves, 1937 Cascais, 2014) foi um militar português, um dos mais condecorados oficiais das Forças Armadas Portuguesas durante o Estado Novo. No pós 25 de abril de 1974, participou no golpe de 11 de março de 1975, tendo de sair de Portugal, e liderou militarmente a organização terrorista MDLP.
Voltou pela primeira vez a Portugal em 1978, tendo sido reintegrado nas Forças Armadas Portuguesas nesse mesmo ano, passou à reserva em 1986 e à reforma em março de 1990.
Nos últimos anos de vida, vivia entre Cascais e a Guiné-Bissau, onde tinha uma fábrica de transformação de caju e onde fundou a Liga de Combatentes das Forças Armadas Especiais Portuguesas na Guiné-Bissau. Enquanto mecenas, contribuiu em 1996 para o restauro da fragata Dom Fernando II e Glória, adquiriu e doou ao Museu de Marinha em 1999 o altar portátil que acompanhou a primeira expedição portuguesa para a Índia, e em 2014 doou à Marinha o seu espólio documental, uma semana antes da sua morte.
Faleceu no Hospital de Cascais a 30 de setembro de 2014, vítima de doença prolongada. As suas cinzas foram atiradas ao mar a partir da fragata NRP Corte Real, numa cerimónia onde participaram familiares e o chefe de Estado-Maior da Armada.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
Dossier Secreto
de Alpoim Calvão
1ª Edição de 1976
Editorial Intervenção
238 Páginas
Na primeira parte o autor descreve os seus anos de infância em Moçambique, a sua formação para oficial da Armada e resume a sua carreira militar e o envolvimento no MDLP até ao 25 de Novembro de 1975. Na segunda descreve em pormenor a «Operação Mar Verde» que consistiu no ataque a Conakry capital da antiga Guiné francesa, que apoiava o PAIG e expõe a sua opinião sobre o assassinato de Amílcar Cabral. Na terceira parte descreve as suas actividades entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975. Fonte muito importante para estudar a guerra na Guiné entre 1963 e 1974 e o período da descolonização até ao 25 de Novembro. É especialmente valiosa pois o Estado Português, ainda hoje não admite a participação de Portugal na «Operação Mar Verde» e nunca foram disponibilizados documentos sobre essa operação secreta.
O 25 de Abril foi a primeira aula de um curso intensivo para aprender a fazer revoluções. E o povo aprende depressa. O que está agora a acontecer é o que a História nos ensina como factores sociais, económicos e políticos que normalmente antecedem as revoluções .
Admitida esta análise foi extremamente desinibidor editar o comandante Alpoim Calvão. Na realidade, o Autor, oficial das Forças Armadas, deve ser observado numa óptica posterior ao dia 25 de Abril de 1974. O importante é o seu comportamento durante todo o processo dos últimos dois anos. Julgá-lo pelo anterior é julgar todas as Forças Armadas. E aqui reside uma das contradições mais graves da revolução dialéctica. in Nota do Editor
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Guilherme Almor de Alpoim Calvão (Chaves, 1937 Cascais, 2014) foi um militar português, um dos mais condecorados oficiais das Forças Armadas Portuguesas durante o Estado Novo. No pós 25 de abril de 1974, participou no golpe de 11 de março de 1975, tendo de sair de Portugal, e liderou militarmente a organização terrorista MDLP.
Voltou pela primeira vez a Portugal em 1978, tendo sido reintegrado nas Forças Armadas Portuguesas nesse mesmo ano, passou à reserva em 1986 e à reforma em março de 1990.
Nos últimos anos de vida, vivia entre Cascais e a Guiné-Bissau, onde tinha uma fábrica de transformação de caju e onde fundou a Liga de Combatentes das Forças Armadas Especiais Portuguesas na Guiné-Bissau. Enquanto mecenas, contribuiu em 1996 para o restauro da fragata Dom Fernando II e Glória, adquiriu e doou ao Museu de Marinha em 1999 o altar portátil que acompanhou a primeira expedição portuguesa para a Índia, e em 2014 doou à Marinha o seu espólio documental, uma semana antes da sua morte.
Faleceu no Hospital de Cascais a 30 de setembro de 2014, vítima de doença prolongada. As suas cinzas foram atiradas ao mar a partir da fragata NRP Corte Real, numa cerimónia onde participaram familiares e o chefe de Estado-Maior da Armada.
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Raul Ribeiro
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