"De Mário Cesariny para Artur Manuel do Cruzeiro Seixas" de Mário Cesariny - 1ª Edição de 2009


Especificações


Descrição

"De Mário Cesariny para Artur Manuel do Cruzeiro Seixas"
de Mário Cesariny

Ilustrações de Cruzeiro Seixas

Posfácio de Ernesto Sampaio

Edição de Perfecto E. Cuadrado

1ª Edição de 2009
ASSÍRIO & ALVIM e Fundação Cupertino de Miranda
Coleção: Obras de Mário Cesariny
94 Páginas
Dimensões: 232 x 280 x 9 mm
Profusamente Ilustrado

«O labirinto das relações entre os argonautas da aventura surrealista em Portugal, com minotauro e tudo, precisa ainda de ser devidamente desafiado e conhecido para desde esse cruzamento de caminhos e de estórias mais ou menos particulares podermos acabar de perfilhar a história isto é, de re-escrever o romance da intervenção surrealista no interior dos muros daquele Elsinor do Reino da Dinamarca pintado a gris-concreto e vermelho-sangue na ponta mais ocidental da Europa no tempo em que todos os aventureiros ainda faziam anos. Muitos deles já largaram o cais, juntos no mesmo barco e para uma mesma viagem e todos já esquecidos das histórias de grupos e polémicas. O Mário (Cesariny) foi embora atrás da sombra do outro Mário (de Sá-Carneiro), os dois sem jeito para o negócio, e hoje, Novembro de 2009, queremos no Centro de Estudos do Surrealismo e através da editora que foi também a sua casa (con)celebrar o terceiro aniversário da sua morte com mais uma publicação lembrança e homenagem que desta vez recolhe alguns dos textos que Mário dedicou ao que foi protagonista principal do seu território afectivo, mesmo depois de colocarem ambos distâncias e fronteiras à paixão. Como paixão lembrou Cruzeiro Seixas sempre e me lembrava mais uma vez há pouco o seu relacionamento com Mário Cesariny, uma paixão rendada com fios de admiração e de entusiasmo que às vezes acabavam por desenhar figuras de afastamento e crítica mais ou menos explícita.»
Perfecto E. Cuadrado, na introdução a este livro

---
Mário Cesariny
Poeta, autor dramático, crítico, ensaísta, tradutor e artista plástico português, nasceu a 9 de agosto de 1923, em Lisboa, e morreu a 26 de novembro de 2006, também naquela cidade.
Depois de ter estudado no Liceu Gil Vicente, entrou para Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou o primeiro ano, e mudou depois para a Escola de Artes Decorativas António Arroio. Depois de ter frequentado esta escola, prosseguiu estudos de belas-artes em Paris, tendo, ainda, estudado música com o compositor Fernando Lopes Graça.
Figura maior do surrealismo português, a influência que viria a exercer sobre as gerações poéticas reveladas nas décadas posteriores aos anos 50, período durante o qual publicou alguns dos seus títulos mais significativos, ainda não foi suficientemente avaliada. Promoveu a técnica conhecida por "cadáver esquisito", que consistia na elaboração de uma obra por um grupo de pessoas, num processo em cadeia criativa, na qual cada uma dava seguimento à criatividade da anterior, resultando numa espécie de colagem de palavras, a partir apenas de um acordo inicial quanto à estrutura frásica.
A sua postura polémica na defesa de um surrealismo autêntico levou-o, porém, a deixar o grupo no ano seguinte, para criar, com Pedro Oom e António Maria Lisboa, o grupo surrealista dissidente.
A sua obra poética começou por refletir, em Corpo Visível ou Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, o gosto pela observação irónica da realidade urbana que, fazendo-se eco de Cesário Verde, constitui ainda uma fase pouco significativa relativamente a volumes próximos da prática surrealista como Manual de Prestidigitação. Aí, a mordacidade e o absurdo, o recurso ao insólito, aliados a uma discursividade que raramente envereda por um nonsense radical, como ocorre na obra de António Maria Lisboa, permitem estabelecer, como nenhum outro autor da década de 50, um ponto de equilíbrio entre o primeiro modernismo e a revolução surrealista.
No domínio do teatro, em Um Auto Para Jerusalém, pastiche de um conto de Luís Pacheco, revela a influência de Pirandello ou da prática teatral de Alfred Jarry. No fim da década de 60 e início de 70, Mário de Cesariny encetou um trabalho de reposição da verdade histórica do movimento surrealista, coligindo os seus manifestos, editando a obra poética inédita de alguns dos seus representantes, e dando ao prelo textos seus datados do período de maior envolvimento com a teoria e prática do surrealismo, como 19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão seguidos de Poemas de Londres (1971), ou Primavera Autónoma das Estradas (1980) ou Titânia (1977).
Em 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, entregue pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, e, em novembro desse mesmo ano, foi galardoado com o Grande Prémio Vida Literária, uma homenagem à sua notável contribuição para a literatura portuguesa.

ESGOTADO NAS LIVRARIAS

NOVO - PORTES GRÁTIS

Raul Ribeiro
PRO

Raul Ribeiro

Anunciante desde Abr. 2013
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora

Serviços adicionais

Verifique as melhores opções de crédito ou seguro para o seu caso.


Localização

Lisboa - Cascais - Carcavelos e Parede

Raul Ribeiro
PRO

Raul Ribeiro

Anunciante desde Abr. 2013
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora