"DICIONÁRIO DA PINTURA UNIVERSAL" - 3 Volumes de Mário Tavares Chicó, Artur Nobre de Gusmão e José Augusto França


Especificações


Descrição

"DICIONÁRIO DA PINTURA UNIVERSAL" - 3 Volumes
Planeado e organizado por Mário Tavares Chicó, Artur Nobre de Gusmão e José Augusto França

Volume I e II - A/L e M/Z
1ª Edição de 1962 a 1965

Volume III - Pintura Portuguesa
1ª Edição de 1973

Editorial Estúdios Cor
448 + 424 + 448 Páginas
Dimensões: 225 x 290 x 110 mm - (110mm é a altura dos 3 volumes)
Encadernações do editor com folhas de guarda decorativas.
Profusamente ilustrado no texto.

Os dois primeiros volumes são dedicados à pintura Universal e o terceiro volume é dedicado à pintura Portuguesa.

O 3º volume dedicado à arte portuguesa levou 8 anos a ser publicado em vez de 14 meses como era o plano da obra, pela dificuldade em obter artigos e pela morte de alguns dos seus colaboradores como foi o caso de Mário Chicó

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Mário Tavares Chicó
1905 a 1966

Historiador da arte
Mário Tavares Chicó notabilizou-se pelos seus estudos sobre a história da arte portuguesa, com especial incidência sobre a arquitetura gótica e a arquitetura de origem e influência portuguesa dos séculos XVI e XVII, particularmente a da Índia.
Estudou nos liceus de Beja, Évora e Coimbra e foi nesta cidade que se inscreveu na Escola Agrícola, antes de passar para a Faculdade de Direito e para a Faculdade de Letras, já em Lisboa, onde se licenciou em Ciências Históricas e Filosóficas (1935).

Seguidamente, uma bolsa do Instituto de Alta Cultura permitiu-lhe frequentar o Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Paris nos anos letivos entre 1937 e 1939, sob a orientação dos professores e historiadores Élie Lambert e Henri Focillon. Esta frequência permitiu-lhe especializar-se em arqueologia da arquitetura medieval, tendo aproveitado para conhecer outros países europeus, estudando monumentos medievais aí existentes e visitando museus.

Regressado a Portugal em 1940, esteve envolvido na conceção do Museu da Cidade de Lisboa (1940 a 1943).

Iniciou a carreira docente como professor da cadeira de Estética e História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1946), que manteve até ao ano em que faleceu (1966).

Nas cadeiras que lecionou terá sido o primeiro docente de história da arte da Faculdade de Letras a utilizar a projeção de diapositivos nas suas aulas. Aliás, Mário Tavares Chicó foi dos primeiros historiadores da arte portugueses a utilizar a imagem fotográfica como instrumento de apoio da sua investigação, valorizando o trabalho dos fotógrafos com quem trabalhou, como por exemplo Mário Novais.

No início de 1951, sob proposta de Mário Tavares Chicó, foi constituída uma brigada de estudo dos monumentos do Estado da Índia, designada por Missão de Estudo aos Monumentos de Goa, Damão e Diu que, durante dois meses nesse ano, fez o levantamento e estudo dos principais monumentos históricos edificados naqueles territórios, produzindo uma extensa documentação fotográfica.

Mário Tavares Chicó foi também vogal efetivo da Academia Nacional de Belas Artes e organizou inúmeras exposições em Portugal e no estrangeiro, especialmente no Brasil.

Fez parte da comissão de acompanhamento do novo edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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Artur Nobre de Gusmão
1922 a 1999

Historiador de Arte; Diretor do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian (1960 1992); Professor universitário; Professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA)

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José Augusto Rodrigues França (1922 a 2021) nasceu em Tomar, a 16 de novembro de 1922, foi um historiador, sociólogo e crítico de arte português.
Licenciado em Ciências Histórico Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa (1944). Partiu para Paris como bolseiro do estado francês em 1959 (até 1963), tendo estudado com Pierre Francastel. Obteve os graus de doutor em História pela Universidade de Paris em 1962 "Une Ville des Lumères: la Lisbonne de Pombal" , e de doutor em letras pela mesma universidade em 1969 "Le Romantisme au Portugal".
O seu interesse pela pintura manifestou-se em 1946 na sequência de viagens a Espanha e Paris, tendo realizado outras viagens à Europa e às Américas até se fixar em Paris em 1959. Nas décadas de 1940 e 1950 foi uma das figuras mais dinâmicas e influentes da vida cultural portuguesa. Entre 1947 e 1949 participou nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa, tendo um papel polémico de oposição aos neorrealistas.

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