"DONA ROSINHA A SOLTEIRA" ou A Linguagem das Flores de Federico García Lorca - 1ª Edição de 1973


Especificações


Descrição

"DONA ROSINHA A SOLTEIRA" ou A Linguagem das Flores
de Federico García Lorca

Tradução de Ruy Belo

1ª Edição de 1973
Editorial Estampa e Seara Nova
Coleção Teatro Nº 9
146 Páginas

Se Dona Rosinha fosse um romance popular era um romance popular moderno.
Com elementos tradicionais e elementos modernos, com pregões, juras, maldições, alegorias, paralelismos, rimas, imagens, Lorca teria construído aqui o que tantas vezes construiu na sua poesia (sobretudo no Romanceiro Cigano): estaria a olhar para a actualidade com os olhos ingénuos e sábios da sabedoria popular, estaria a olhar para a sabedoria popular com os olhos complexos e artísticos da modernidade.
do Prefácio

A 1.ª Edição portuguesa de 1973 da peça de teatro Dona Rosinha, a Solteira ou A Linguagem das Flores, escrita originalmente pelo prestigiado autor espanhol Federico García Lorca em 1935, é um marco editorial e literário em Portugal.

Integra a conceituada coleção "Teatro" (n.º 9), que contava com a direção de figuras proeminentes do panorama teatral português como Luís Miguel Cintra, J. A. Osório Mateus e Jorge Silva Melo.

A narrativa decorre em Granada e acompanha a trágica e melancólica vida de Rosinha. A jovem vive uma promessa de amor eterna com o seu primo, que parte para o estrangeiro a fim de tratar dos negócios da família. Enquanto o tempo passa implacavelmente, Rosinha definha à espera de cartas e do prometido regresso, acabando por se transformar numa "solteirona" desiludida pela falsa fidelidade do noivo.
A obra faz uma analogia constante entre a vida de Rosinha e o ciclo da "rosa mutabilis" uma flor que abre vermelha pela manhã, torna-se rosa à tarde, branqueia ao anoitecer e desfolha-se completamente à noite. Representa visualmente a perda da juventude e a decadência das ilusões.

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Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 1898-Granada, 1936), foi poeta e dramaturgo, conhecido também como músico e artista. Nascido na Andaluzia, estudou Direito em Granada e transferiu-se mais tarde para Madrid, onde fez amizade com artistas como Luis Buñuel e Salvador Dalí e os poetas Rafael Alberti e Juan Ramón Jiménez. Aí publicou os seus primeiros poemas. Concluído o curso, foi para os Estados Unidos e para Cuba, período turbulento em que escreveu os seus poemas surrealistas. Voltando a Espanha, criou um movimento de teatro chamado La Barraca. Foi ainda um excelente pintor, compositor e pianista. Como autor de teatro, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram a sua posição como grande dramaturgo.
Em julho de 1936, alarmado pelo começo da Guerra Civil, Lorca deixou Madrid e partiu para Granada, mas a sua premonição de uma morte fatal, que atravessa toda a sua obra, concretizou-se quando, numa noite, foi assassinado por nacionalistas.

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