"É ASSIM QUE SE FAZ A HISTÓRIA" de Eduardo Guerra Garneiro - 1ª Edição de 1973


Especificações


Descrição

"É ASSIM QUE SE FAZ A HISTÓRIA"
de Eduardo Guerra Garneiro

1ª Edição de 1973
ASSÍRIO & ALVIM
Coleção Cadernos Peninsulares - Nova Série - Literatura Nº 2
88 Páginas

Eduardo Guerra Carneiro (Chaves, 4 de Outubro de 1942 Lisboa, 2 de Janeiro de 2004) foi um escritor e jornalista português.

Frequentou o curso de História da Faculdade de Letras do Porto.

Ainda muito jovem, fez parte, junto com António Cabral, Eurico Figueiredo, José Vasconcelos Viana e Nuno Barreto, entre outros, do movimento Setentrião de Vila Real, tendo sido co-fundador da revista com o mesmo nome. Publicou o seu primeiro livro de poesia em 1962, O Perfil da Estátua, seguindo-se muitos outros de poesia e de crónicas, tais como: Isto Anda Tudo Ligado (poesia, 1970) É assim que se Faz a História (1973), Damas de Copas (1981), Contra a Corrente (1988), Profissão de Fé (1990), Lixo (1993), Outras Fitas, (1999) e A Noiva das Astúrias (2001). A sua produção literária manifesta-se, inicialmente, no surrealismo e, mais tarde, num lirismo neorromântico.

Como jornalista, exerceu, desde o final dos anos 60, a sua profissão em vários órgãos de informação, como o Primeiro de janeiro , Diário Popular , O Século , República, Se7e, entre outros, e em diversos programas de rádio, como As Noites Longas do FM Estéreo . Em 1975 foi cooperante na República Popular da Guiné Bissau onde fundou o jornal Nô Pintcha, ainda hoje o periódico de referência daquele país africano.

Foi um destacado cultor da crónica jornalística. Distinguido, duas vezes, com o prémio Júlio César Machado que prestigia os melhores textos sobre Lisboa, na imprensa diária.

Eduardo Guerra Carneiro está representado em diversas antologias. Traduziu também várias obras literárias para português, como o romance de Edgar Allan Poe Aventuras de Arthur Gordon Pym. Colaborou em várias obras cinematográficas, como Jogo de Mão de Monique Rutler, de que foi argumentista. O cantor Vitorino musicou o seu poema Dama de Copas , incluído no disco Flor de la Mar . Participou como actor no filme Dina e Django de Solveig Nordlund.

Sobre a sua poesia, escreveu Manuel João Gomes: «poesia em prosa, prosa de poeta incorrigível, melancólico, irónico, um tudo-nada romântico. Poesia às vezes jornalística, quotidiana e quotinocturna, em cima do acontecimento. Antes, durante e depois da ressaca. Confissões, recordações da terra natal, paisagens, retratos».

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