"ENGRENAGEM" de Soeiro Pereira Gomes - 1ª Edição de 1951
Preço: 40 €"ENGRENAGEM" de Soeiro Pereira Gomes - 1ª Edição de 1951
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45148680
- Id do anunciante81TT
Descrição
"ENGRENAGEM"
de Soeiro Pereira Gomes
1ª Edição de 1951
Edições SEN - Porto
262 Páginas
Romance. 1.ª edição. Ilustrado com uma fotografia do autor. Depois de «Esteiros», Soeiro Pereira Gomes escreveu outro romance, além das crónicas e contos reunidos em «Refúgio Perdido». Escrito em 1944, cinco anos antes da sua morte, não pôde contudo o seu autor cumprir a promessa feita a si próprio numa nota que escreveu no seu manuscrito: «Para eu corrigir um dia». Apesar da sua legítima vontade de não publicar «Engrenagem» tal como a deixou, entendeu a sua família e entendem os seus amigos que uma obra como esta tem suficiente valor para ver orgulhosamente a luz do dia sem as correcções que o seu autor não chegou a introduzir-lhe. «Engrenagem», de facto, é uma obra acabada, e as qualidades que impuseram «Esteiros» à admiração geral, e lhe deram um lugar de primeiro plano na nossa literatura contemporânea, estão igualmente patentes nas páginas profundamente humanas e belas deste romance.
Logo após o lançamento em 1951, o livro foi apreendido pela censura do Estado Novo. Esta proibição de circulação tornou os exemplares sobreviventes desta primeira edição muito escassos e cobiçados no mercado de alfarrabistas.
A narrativa foca-se no movimento neorrealista. Retrata o impacto doloroso da rápida industrialização e da instalação de fábricas numa aldeia rural tradicional, esmagando a vida humana na "engrenagem" do capital.
---
Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em 1909, em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto.
Viveu em Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida.
Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para Angola em 1930, trabalhando na Companhia do Catumbela , onde trabalhou por mais de um ano, regressando a Portugal em 1931, descontente com as condições de trabalho naquela província.
Quando regressou a Portugal, casou-se com a compositora Manuela Câncio Reis. Aos 22 anos fixou-se em Alhandra, onde vivia o seu sogro, como empregado administrativo na fábrica de Cimentos Tejo, onde começou a desenvolver um trabalho de dinamização cultural entre o operariado, organizando e dirigindo cursos de ginástica, colaborando na montagem de bibliotecas particulares, realizando conferências sobre temas culturais e desportivos e contribuindo largamente para a construção de uma piscina popular, em cuja obra trabalhou como operário.
Mas foi o seu trabalho como escritor que o tornou conhecido, sendo considerado um nome grande do realismo socialista em Portugal. Em 1939, começou a publicar escritos seus no jornal «O Diabo», à época uma publicação progressista que constrastava no panorama cinzento das publicações censuradas pelo fascismo.
Entre os seus trabalhos conta-se a obra Esteiros, escrita em 1940, publicada em Novembro de 1941, considerada a sua obra-prima, ilustrada, na sua primeira edição, por Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, e dedicada «aos filhos dos homens que nunca foram meninos». É uma obra de profunda denúncia da injustiça e da miséria social, que conta a história de um grupo de crianças que desde cedo abandona a escola para trabalhar numa fábrica de tijolos.
Sabe-se que, em 1944,, terminou a redacção de Engrenagem. Devido à condição de militante comunista, Soeiro passa à clandestinidade em 1945 para evitar a repressão do regime de Salazar e continua a desenvolver o seu trabalho militante. Grande fumador acaba por ser vitima de cancro pulmonar (e não de tuberculose), agravado pelas dificuldades da vida clandestina. Impedido, pela clandestinidade, de receber o tratamento médico que necessitava faleceu a 5 de Dezembro de 1949, em Lisboa. Encontra-se sepultado em Espinho, terra que o acolheu durante a infância. Da sua sepultura consta o seguinte epitáfio "A TUA LUTA FOI DÁDIVA TOTAL".
ESGOTADO E RARO
Exemplar em bom estado de conservação, apresentando as habituais manchas de acidez devido à qualidade do papel.
PORTES GRÁTIS
de Soeiro Pereira Gomes
1ª Edição de 1951
Edições SEN - Porto
262 Páginas
Romance. 1.ª edição. Ilustrado com uma fotografia do autor. Depois de «Esteiros», Soeiro Pereira Gomes escreveu outro romance, além das crónicas e contos reunidos em «Refúgio Perdido». Escrito em 1944, cinco anos antes da sua morte, não pôde contudo o seu autor cumprir a promessa feita a si próprio numa nota que escreveu no seu manuscrito: «Para eu corrigir um dia». Apesar da sua legítima vontade de não publicar «Engrenagem» tal como a deixou, entendeu a sua família e entendem os seus amigos que uma obra como esta tem suficiente valor para ver orgulhosamente a luz do dia sem as correcções que o seu autor não chegou a introduzir-lhe. «Engrenagem», de facto, é uma obra acabada, e as qualidades que impuseram «Esteiros» à admiração geral, e lhe deram um lugar de primeiro plano na nossa literatura contemporânea, estão igualmente patentes nas páginas profundamente humanas e belas deste romance.
Logo após o lançamento em 1951, o livro foi apreendido pela censura do Estado Novo. Esta proibição de circulação tornou os exemplares sobreviventes desta primeira edição muito escassos e cobiçados no mercado de alfarrabistas.
A narrativa foca-se no movimento neorrealista. Retrata o impacto doloroso da rápida industrialização e da instalação de fábricas numa aldeia rural tradicional, esmagando a vida humana na "engrenagem" do capital.
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Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu em 1909, em Gestaçô, concelho de Baião, distrito do Porto.
Viveu em Espinho, dos 6 aos 10 anos de idade, onde recebeu a instrução primária e onde passou o Verão nos primeiros anos da sua vida.
Sendo filho de agricultores decidiu estudar na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola, e, quando finalizou os estudos, viajou para Angola em 1930, trabalhando na Companhia do Catumbela , onde trabalhou por mais de um ano, regressando a Portugal em 1931, descontente com as condições de trabalho naquela província.
Quando regressou a Portugal, casou-se com a compositora Manuela Câncio Reis. Aos 22 anos fixou-se em Alhandra, onde vivia o seu sogro, como empregado administrativo na fábrica de Cimentos Tejo, onde começou a desenvolver um trabalho de dinamização cultural entre o operariado, organizando e dirigindo cursos de ginástica, colaborando na montagem de bibliotecas particulares, realizando conferências sobre temas culturais e desportivos e contribuindo largamente para a construção de uma piscina popular, em cuja obra trabalhou como operário.
Mas foi o seu trabalho como escritor que o tornou conhecido, sendo considerado um nome grande do realismo socialista em Portugal. Em 1939, começou a publicar escritos seus no jornal «O Diabo», à época uma publicação progressista que constrastava no panorama cinzento das publicações censuradas pelo fascismo.
Entre os seus trabalhos conta-se a obra Esteiros, escrita em 1940, publicada em Novembro de 1941, considerada a sua obra-prima, ilustrada, na sua primeira edição, por Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, e dedicada «aos filhos dos homens que nunca foram meninos». É uma obra de profunda denúncia da injustiça e da miséria social, que conta a história de um grupo de crianças que desde cedo abandona a escola para trabalhar numa fábrica de tijolos.
Sabe-se que, em 1944,, terminou a redacção de Engrenagem. Devido à condição de militante comunista, Soeiro passa à clandestinidade em 1945 para evitar a repressão do regime de Salazar e continua a desenvolver o seu trabalho militante. Grande fumador acaba por ser vitima de cancro pulmonar (e não de tuberculose), agravado pelas dificuldades da vida clandestina. Impedido, pela clandestinidade, de receber o tratamento médico que necessitava faleceu a 5 de Dezembro de 1949, em Lisboa. Encontra-se sepultado em Espinho, terra que o acolheu durante a infância. Da sua sepultura consta o seguinte epitáfio "A TUA LUTA FOI DÁDIVA TOTAL".
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