"ESTA TERRA QUE É NOSSA" - Poemas de Antunes da Silva - 1ª Edição de 1952
Preço: 20 €"ESTA TERRA QUE É NOSSA" - Poemas de Antunes da Silva - 1ª Edição de 1952
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio43551597
- Id do anunciante55oo
Descrição
"ESTA TERRA QUE É NOSSA"
Poemas
de Antunes da Silva
1ª Edição de 1952
Centro Bibliográfico - Lisboa
Coleção Cancioneiro Geral
52 Páginas
PRIMEIRA PAISAGEM DO CAMPO
Ó velhos campos de pão"
Eh velhos monges da terra!
Quem nos tira esta razão?
Quem é que faz esta Guerra?
No pasmo ardente, infeliz
delirar desta charneca,
Contam-se os crimes civis
Que se fizeram na seca.
Naquela seca maldita
Onde os meninos choraram,
Depois de longa desdita
Junto ao riacho tombaram.
Eram dez punhais cinzentos
Feitos de sombra e de terra.
Quem é que solta estes ventos?
Quem é que faz esta guerra?
Camponês! Eh camponês!
Tua arma é a charrua.
És o ganhão português,
Irmão do sol e da lua.
Os cardos, raiva da terra,
Nesta planície do mundo,
São a relíquia que encerra
A nossa raiva sem fundo.
.
O autor, que foi colaborador em várias revistas e jornais, nomeadamente da Vértice e do Diário de Notícias, estreia-se na poesia com este com este livro que foi imediatamente apreendido pela PIDE.
---
Évora, 1921 Évora, 1997
O escritor Antunes da Silva nasceu em Évora a 31 de julho de 1921. Foi poeta, contista e romancista.
Depois de frequentar o Curso Comercial em Évora, onde trabalhou como empregado de escritório, muda-se para Lisboa em 1948, onde a par do trabalho na área da publicidade e relações-públicas, inicia a sua atividade literária.
Desenvolve uma carreira jornalística que mantém por quase toda a sua vida, colaborando regularmente em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais Diário do Alentejo, Diário de Lisboa, Comércio do Porto, Diário Popular, Diário de Notícias, O Diabo e nas revistas Sol Nascente, Vértice e Seara Nova.
Resistente antifascista, pertenceu aos quadros diretivos do MUD juvenil (secção de Évora), o que levou à sua detenção em Caxias em 1945. Participou nas campanhas presidenciais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado. Foi candidato da CDE em Évora em 1969 e membro do Concelho Nacional do MDP/CDE.
Inserido no que se designou segunda geração neorrealista, a sua obra literária é marcada pela temática do Alentejo e dos motivos populares, olhados à luz das questões económicas e sociais e dos conflitos de classe.
Da sua produção literária destacamos na poesia Esta Terra que é Nossa (1952) e Canções do Vento (1957), volumes editados na coleção Cancioneiro Geral. Deixou-nos ainda, entre outras, as obras Gaimirra (1946); Vila Adormecida (1948); Sam Jacinto (1950); O Aprendiz de Ladrão (1954); Canções ao Vento (1957); O Amigo das Tempestades (1958); Suão (1960); A Visita (1962); Terra do Nosso Pão (1964); Alentejo é Sangue (1966); Uma Pinga de Chuva (1966); Exilado e Outros Contos (1973), Rio Djebe (1973); Terras Velhas Semeadas de Novo (1976); A Fábrica (1979); Alqueva, a Grande Barragem (1982); Senhor Vento (1982); Jornal I Diário (1987); Jornal II Diário (1990) e Breve Antologia Poética (1991).
Faleceu em Évora a 21 de dezembro 1997.
O Espólio de Antunes da Silva foi entregue ao Museu do Neo-Realismo em 2002 pela herdeira , para doação e incorporação no seu acervo.
ESGOTADO E RARO
CAPA COM ALGUNS PICOS DE ACIDEZ, MIOLO BOM
PORTES GRÁTIS
Poemas
de Antunes da Silva
1ª Edição de 1952
Centro Bibliográfico - Lisboa
Coleção Cancioneiro Geral
52 Páginas
PRIMEIRA PAISAGEM DO CAMPO
Ó velhos campos de pão"
Eh velhos monges da terra!
Quem nos tira esta razão?
Quem é que faz esta Guerra?
No pasmo ardente, infeliz
delirar desta charneca,
Contam-se os crimes civis
Que se fizeram na seca.
Naquela seca maldita
Onde os meninos choraram,
Depois de longa desdita
Junto ao riacho tombaram.
Eram dez punhais cinzentos
Feitos de sombra e de terra.
Quem é que solta estes ventos?
Quem é que faz esta guerra?
Camponês! Eh camponês!
Tua arma é a charrua.
És o ganhão português,
Irmão do sol e da lua.
Os cardos, raiva da terra,
Nesta planície do mundo,
São a relíquia que encerra
A nossa raiva sem fundo.
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O autor, que foi colaborador em várias revistas e jornais, nomeadamente da Vértice e do Diário de Notícias, estreia-se na poesia com este com este livro que foi imediatamente apreendido pela PIDE.
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Évora, 1921 Évora, 1997
O escritor Antunes da Silva nasceu em Évora a 31 de julho de 1921. Foi poeta, contista e romancista.
Depois de frequentar o Curso Comercial em Évora, onde trabalhou como empregado de escritório, muda-se para Lisboa em 1948, onde a par do trabalho na área da publicidade e relações-públicas, inicia a sua atividade literária.
Desenvolve uma carreira jornalística que mantém por quase toda a sua vida, colaborando regularmente em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais Diário do Alentejo, Diário de Lisboa, Comércio do Porto, Diário Popular, Diário de Notícias, O Diabo e nas revistas Sol Nascente, Vértice e Seara Nova.
Resistente antifascista, pertenceu aos quadros diretivos do MUD juvenil (secção de Évora), o que levou à sua detenção em Caxias em 1945. Participou nas campanhas presidenciais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado. Foi candidato da CDE em Évora em 1969 e membro do Concelho Nacional do MDP/CDE.
Inserido no que se designou segunda geração neorrealista, a sua obra literária é marcada pela temática do Alentejo e dos motivos populares, olhados à luz das questões económicas e sociais e dos conflitos de classe.
Da sua produção literária destacamos na poesia Esta Terra que é Nossa (1952) e Canções do Vento (1957), volumes editados na coleção Cancioneiro Geral. Deixou-nos ainda, entre outras, as obras Gaimirra (1946); Vila Adormecida (1948); Sam Jacinto (1950); O Aprendiz de Ladrão (1954); Canções ao Vento (1957); O Amigo das Tempestades (1958); Suão (1960); A Visita (1962); Terra do Nosso Pão (1964); Alentejo é Sangue (1966); Uma Pinga de Chuva (1966); Exilado e Outros Contos (1973), Rio Djebe (1973); Terras Velhas Semeadas de Novo (1976); A Fábrica (1979); Alqueva, a Grande Barragem (1982); Senhor Vento (1982); Jornal I Diário (1987); Jornal II Diário (1990) e Breve Antologia Poética (1991).
Faleceu em Évora a 21 de dezembro 1997.
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