&etc Padre Camões // Testamento de D.Burro... 1983
Preço: 25 €&etc Padre Camões // Testamento de D.Burro... 1983
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoLisboa
- FreguesiaMisericórdia
- Id do anúncio33628255
- Id do anunciante35922511
Descrição
Autor: Padre Camões (António José Camões)
Obra: testamento de D.Burro pai dos asnos
Editor: &etc, 1984
Colecção: Contramargem / 18
Págs: 38
Observações: Pe. José António de Camões [ilha das Flores/Açores, 1777 - ilha das Flores, 1827] .
Poeta satírico do arcadismo açoriano. Filho de pais incógnitos, foi exposto na Fajãzinha, onde o recolheram e baptizaram. O apelido Camões ter-lhe-á ficado de alcunha ou adoptou ele mesmo em homenagem ao poeta. Estudou com os padres franciscanos de Angra do Heroísmo e ali foi ordenado presbítero em 1804. Nesse ano foi também nomeado professor de Gramática Latina na ilha das Flores e depois, sucessivamente, pregador e confessor-geral (1805), vigário de Ponta Delgada (1807), procurador da Mitra (1809), ouvidor e prioste interino das Flores e do Corvo (1812) e, por fim, examinador do clero e prioste efectivo dos prebostados das mesmas ilhas (1813).
Rivalidades com os colegas que tinham tomado partido contra a sua nomeação para o cargo de ouvidor eclesiástico inspiraram-lhe uma sátira, escrita e divulgada em manuscrito em 1912, mas que só veio a ser impressa muitos anos após a sua morte, com o título: Os Pecados Mortais, Diálogo entre Um Marido e Sua Mulher, no Qual Fazem Uma Justa Paridade dos Sete Pecados Mortais com os Sete Clérigos Que não Querem para Ouvidor Eclesiástico Destas Duas Ilhas Flores e Corvo ao Padre José António de Camões (Lisboa, 1883).
Também correu em manuscrito, por volta de 1815, uma outra sátira em que o poeta tirava desforço dos parentes e «senhores a quem tinha servido na infância e juventude e que o haviam explorado e humilhado, assim como de alguns mestres que o tinham sujeito a tratos de polé; intitulava-se, ou veio a ser intitulada quando publicada em Boston (1865), Testamento de D. Burro, Pai dos Asnos. A sua divulgação em vida do autor valeu-lhe ter sido processado pelos ofendidos e preso na cidade de Angra e foi causa da amargura e quase miséria em que o poeta viveu o resto dos seus dias. Esta sátira foi reeditada recentemente (ed. &. Etc., Col. Contramargem, 1983).
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, Lisboa, 1989
Bom estado.
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literatura portuguesa
Obra: testamento de D.Burro pai dos asnos
Editor: &etc, 1984
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Observações: Pe. José António de Camões [ilha das Flores/Açores, 1777 - ilha das Flores, 1827] .
Poeta satírico do arcadismo açoriano. Filho de pais incógnitos, foi exposto na Fajãzinha, onde o recolheram e baptizaram. O apelido Camões ter-lhe-á ficado de alcunha ou adoptou ele mesmo em homenagem ao poeta. Estudou com os padres franciscanos de Angra do Heroísmo e ali foi ordenado presbítero em 1804. Nesse ano foi também nomeado professor de Gramática Latina na ilha das Flores e depois, sucessivamente, pregador e confessor-geral (1805), vigário de Ponta Delgada (1807), procurador da Mitra (1809), ouvidor e prioste interino das Flores e do Corvo (1812) e, por fim, examinador do clero e prioste efectivo dos prebostados das mesmas ilhas (1813).
Rivalidades com os colegas que tinham tomado partido contra a sua nomeação para o cargo de ouvidor eclesiástico inspiraram-lhe uma sátira, escrita e divulgada em manuscrito em 1912, mas que só veio a ser impressa muitos anos após a sua morte, com o título: Os Pecados Mortais, Diálogo entre Um Marido e Sua Mulher, no Qual Fazem Uma Justa Paridade dos Sete Pecados Mortais com os Sete Clérigos Que não Querem para Ouvidor Eclesiástico Destas Duas Ilhas Flores e Corvo ao Padre José António de Camões (Lisboa, 1883).
Também correu em manuscrito, por volta de 1815, uma outra sátira em que o poeta tirava desforço dos parentes e «senhores a quem tinha servido na infância e juventude e que o haviam explorado e humilhado, assim como de alguns mestres que o tinham sujeito a tratos de polé; intitulava-se, ou veio a ser intitulada quando publicada em Boston (1865), Testamento de D. Burro, Pai dos Asnos. A sua divulgação em vida do autor valeu-lhe ter sido processado pelos ofendidos e preso na cidade de Angra e foi causa da amargura e quase miséria em que o poeta viveu o resto dos seus dias. Esta sátira foi reeditada recentemente (ed. &. Etc., Col. Contramargem, 1983).
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