"ETNOGRAFIA DA BEIRA" - 11Volumes (Obra Completa) de Dr Jaime Lopes Dias - Edição facsimilada de 1990 a 1991
Preço: 200 €"ETNOGRAFIA DA BEIRA" - 11Volumes (Obra Completa) de Dr Jaime Lopes Dias - Edição facsimilada de 1990 a 1991
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44917030
- Id do anunciante84OO
Descrição
"ETNOGRAFIA DA BEIRA" - 11Volumes (Obra Completa)
de Dr Jaime Lopes Dias
Carta prefácio de Leite de Vasconcelos
Edição facsimilada de 1990 a 1991
Câmara Municipal de Idanha -a- Nova
+ ou menos 2400 Páginas
Ilustrados
Tiragem de apenas 1000 Exemplares de cada volume.
Edição fac-similada da obra completa Etnografia da Beira da autoria do Dr. Jaime Lopes Dias
Etnografia da Beira, de Jaime Lopes Dias, constitui um estudo minucioso e erudito da cultura popular da região da Beira, englobando tanto a Beira Alta quanto a Beira Baixa. Distribuída por onze volumes, publicados entre 1926 e 1971, a obra examina de forma sistemática e detalhada os variados aspetos da vida quotidiana, das crenças e dos usos sociais das comunidades rurais, abordando lendas, contos populares, rituais, festas tradicionais, superstições, práticas agrícolas e artesanato. Cada volume combina observação etnográfica rigorosa com ilustrações meticulosamente selecionadas, conferindo à obra uma dimensão estética e científica simultaneamente, refletindo o empenho do autor em preservar e transmitir a memória coletiva de uma região onde as tradições permanecem vivas.
A importância desta obra transcende o simples registo etnográfico, oferecendo uma compreensão profunda das estruturas sociais, das representações simbólicas e das manifestações culturais que configuram a identidade beirã. Jaime Lopes Dias não se limita à descrição: analisa e interpreta os dados com rigor académico, evidenciando a persistência e a transformação das práticas culturais perante a modernidade e os contactos externos.
---
Jaime dos Santos Lopes Dias (Vale do Lobo hoje Vale da Senhora da Póvoa, Penamacor 25 de outubro de 1890 Santa Catarina, Lisboa, 1977) foi um importante etnógrafo, olisipógrafo, escritor e historiador português, com formação em Direito e vários cargos na Justiça, Política e Função Pública.
Era o filho mais velho de uma fratria de 5 irmãos de José Lopes Dias, professor primário, e de Angélica Mendes Barreiros Dias. Com a morte precoce da sua mãe, o seu pai vem a casar novamente e a ter os restantes quatro filhos. Em 1914 tornou-se notário, por concurso público, em Idanha-a-Nova, ano e local onde viria a casar com Maria do Carmo de Andrade Pissara (1889 a 1980). Teve quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas, que por sua vez deram origem a 10 netas e um neto. Conheceu ainda alguns bisnetos. A família foi sempre uma dimensão importante da sua vida e à qual dedicava grande parte da sua atenção-
Frequentou o Liceu de Castelo Branco e, mais tarde, estudou no colégio de São Fiel, mas foi no Liceu de Coimbra que completou o curso complementar de Letras. O curso de direito foi realizado na Universidade de Coimbra entre 1908 e 1912.
Manteve sempre uma relação forte com a imprensa que lia de forma apaixonada e onde escreveu durante vários anos. Fundou e dirigiu o jornal Povo de Idanha . e escreveu no jornal Província, de Castelo Branco, mas também no Diário de Notícias e no jornal O Século.
Uma das suas mais importantes obras é a Etnografia da Beira (1926). Esta obra de fôlego, com 11 volumes, resultou de um intenso e prolongado esforço de recolha de tradições orais sobre a vida, as tradições, os costumes, o folclore e as diversidades culturais da Beira-Baixa.
Em 1933 é autor, com o então professor de direito Marcelo Caetano, do código administrativo. Este facto veio a ser interpretado como um sinal de aproximação ao regime, então no seu início. Na verdade, Jaime Lopes Dias recusou sempre cargos de conotação política, nunca se identificando com o regime de Salazar e Caetano. Ajudou amigos, conhecidos e opositores a escaparem à polícia política, nomeadamente em fugas para Espanha.
Durante a sua vida conviveu e foi amigo pessoal de diversas figuras relevantes do seu tempo, desde logo João de Deus Ramos, Aquilino Ribeiro (quem apoiou inúmeras vezes, incluindo quando se manifestou na conferência de imprensa na avenida da Liberdade contra a proibição de uma das obras daquele escritor), Aquilino Ribeiro Machado, João de Deus Ramos, José Leite de Vasconcelos, António Valdemar e tantos, tantos outros.
Foi um leitor fervoroso e dono de uma biblioteca pessoal com mais de quatro mil volumes.
Morreu depois do 25 de Abril de 1974, revolução que encarou com alegria e optimismo, lamentando apenas já não ter idade para poder festejar na rua com os cidadãos de Lisboa (fonte familiar).
ESGOTADOS NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Dr Jaime Lopes Dias
Carta prefácio de Leite de Vasconcelos
Edição facsimilada de 1990 a 1991
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+ ou menos 2400 Páginas
Ilustrados
Tiragem de apenas 1000 Exemplares de cada volume.
Edição fac-similada da obra completa Etnografia da Beira da autoria do Dr. Jaime Lopes Dias
Etnografia da Beira, de Jaime Lopes Dias, constitui um estudo minucioso e erudito da cultura popular da região da Beira, englobando tanto a Beira Alta quanto a Beira Baixa. Distribuída por onze volumes, publicados entre 1926 e 1971, a obra examina de forma sistemática e detalhada os variados aspetos da vida quotidiana, das crenças e dos usos sociais das comunidades rurais, abordando lendas, contos populares, rituais, festas tradicionais, superstições, práticas agrícolas e artesanato. Cada volume combina observação etnográfica rigorosa com ilustrações meticulosamente selecionadas, conferindo à obra uma dimensão estética e científica simultaneamente, refletindo o empenho do autor em preservar e transmitir a memória coletiva de uma região onde as tradições permanecem vivas.
A importância desta obra transcende o simples registo etnográfico, oferecendo uma compreensão profunda das estruturas sociais, das representações simbólicas e das manifestações culturais que configuram a identidade beirã. Jaime Lopes Dias não se limita à descrição: analisa e interpreta os dados com rigor académico, evidenciando a persistência e a transformação das práticas culturais perante a modernidade e os contactos externos.
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Jaime dos Santos Lopes Dias (Vale do Lobo hoje Vale da Senhora da Póvoa, Penamacor 25 de outubro de 1890 Santa Catarina, Lisboa, 1977) foi um importante etnógrafo, olisipógrafo, escritor e historiador português, com formação em Direito e vários cargos na Justiça, Política e Função Pública.
Era o filho mais velho de uma fratria de 5 irmãos de José Lopes Dias, professor primário, e de Angélica Mendes Barreiros Dias. Com a morte precoce da sua mãe, o seu pai vem a casar novamente e a ter os restantes quatro filhos. Em 1914 tornou-se notário, por concurso público, em Idanha-a-Nova, ano e local onde viria a casar com Maria do Carmo de Andrade Pissara (1889 a 1980). Teve quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas, que por sua vez deram origem a 10 netas e um neto. Conheceu ainda alguns bisnetos. A família foi sempre uma dimensão importante da sua vida e à qual dedicava grande parte da sua atenção-
Frequentou o Liceu de Castelo Branco e, mais tarde, estudou no colégio de São Fiel, mas foi no Liceu de Coimbra que completou o curso complementar de Letras. O curso de direito foi realizado na Universidade de Coimbra entre 1908 e 1912.
Manteve sempre uma relação forte com a imprensa que lia de forma apaixonada e onde escreveu durante vários anos. Fundou e dirigiu o jornal Povo de Idanha . e escreveu no jornal Província, de Castelo Branco, mas também no Diário de Notícias e no jornal O Século.
Uma das suas mais importantes obras é a Etnografia da Beira (1926). Esta obra de fôlego, com 11 volumes, resultou de um intenso e prolongado esforço de recolha de tradições orais sobre a vida, as tradições, os costumes, o folclore e as diversidades culturais da Beira-Baixa.
Em 1933 é autor, com o então professor de direito Marcelo Caetano, do código administrativo. Este facto veio a ser interpretado como um sinal de aproximação ao regime, então no seu início. Na verdade, Jaime Lopes Dias recusou sempre cargos de conotação política, nunca se identificando com o regime de Salazar e Caetano. Ajudou amigos, conhecidos e opositores a escaparem à polícia política, nomeadamente em fugas para Espanha.
Durante a sua vida conviveu e foi amigo pessoal de diversas figuras relevantes do seu tempo, desde logo João de Deus Ramos, Aquilino Ribeiro (quem apoiou inúmeras vezes, incluindo quando se manifestou na conferência de imprensa na avenida da Liberdade contra a proibição de uma das obras daquele escritor), Aquilino Ribeiro Machado, João de Deus Ramos, José Leite de Vasconcelos, António Valdemar e tantos, tantos outros.
Foi um leitor fervoroso e dono de uma biblioteca pessoal com mais de quatro mil volumes.
Morreu depois do 25 de Abril de 1974, revolução que encarou com alegria e optimismo, lamentando apenas já não ter idade para poder festejar na rua com os cidadãos de Lisboa (fonte familiar).
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Raul Ribeiro
Anunciante desde Abr. 2013
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