"EUROPA" de Adolfo Casais Monteiro - Edição de 1991
Preço: 15 €"EUROPA" de Adolfo Casais Monteiro - Edição de 1991
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45484969
- Id do anunciante95YY
Descrição
"EUROPA"
de Adolfo Casais Monteiro
Desenhos de António Dacosta
Texto quadrilingue em português, francês, neerlandês e inglês
Textos de José Augusto Seabra, José Augusto França
Traduções de Maria do Céu Carvalho Druais, Edwige Andre-Vereecken, Richard Zenith
Edição de 1991
Nova Renascença - Porto
Edição publicada por ocasião da Europália 91-Portugal.
166 Páginas
Europa (Parte I)
Europa, sonho futuro!
Europa, manhã por vir,
fronteiras sem cães de guarda,
nações com seu riso franco
abertas de par em par!
A continuação da primeira parte do poema aborda o renascimento da Europa, a superação das suas falsas grandezas e a necessidade de unir o espírito à justiça social, com os versos completos disponíveis nas fontes citadas.
Não encontramos harmonia neste poema escrito nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial. O momento é trágico e as palavras do poeta violentas, secas, lúcidas. Consciência a arranhar a poesia, a imprimir-lhe outra métrica, outro vigor. Contra a tirania, contra a repressão, Adolfo Casais Monteiro faz versos para um mundo novo, de paz e liberdade. Ele, que era um resistente ao fascismo, que fora preso e impedido de lecionar, obrigado ao exílio, abria horizontes ao sonho futuro. "Europa" foi lido aos microfones da BBB em 1945, mas os portugueses não escutaram o grito do poeta. A emissão estava fechada pela censura.
O poema é uma lição de Liberdade de Adolfo Casais Monteiro. O valor mais importante, aquele que os tiranos negam primeiro, o poeta escreve repetidamente em letra maiúscula nos versos de Europa . Poesia violenta contra a violência de uma guerra mundial, palavras a projetarem a visão do humanista e do europeísta convicto em defesa da democracia e de um lar comum para as nações devastadas.
A mensagem passou aos microfones da BBC. Quarenta anos depois, o ator Mário Viegas recuperava o grito inspirador do poeta perseguido e desalinhado: «Europa, sonho futuro! /Europa, manhã por vir, /fronteiras sem cães de guarda, /nações com o seu riso franco/abertas de par em par». Ricardo Cabaça, dramaturgo, faz a sua interpretação do longo poema dividido em cinco partes e da frase destacada nesta peça: «só um homem livre é digno de ser homem».
in RTP Ensina
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Adolfo Victor Casais Monteiro (Porto, Massarelos, 4 de julho de 1908 São Paulo, Perdizes, 24 de julho de 1972) foi um poeta, tradutor, crítico e novelista português.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi colega de Agostinho da Silva e Delfim Santos, tendo-se formado em 1933. Foi também nessa cidade que iniciou como professor no Liceu Rodrigues de Freitas, até ao momento em que foi afastado da carreira docente, por motivos políticos, em 1937. Viria a exilar-se no Brasil em 1954, pelas mesmas razões.
Após o afastamento de Miguel Torga, Branquinho da Fonseca e Edmundo de Bettencourt, em 1930, Adolfo Casais Monteiro foi director da revista literária coimbrã Presença, juntamente com José Régio e João Gaspar Simões. A revista viria a extinguir-se em 1940, tendo provavelmente contribuído para o seu encerramento as opções políticas de Casais Monteiro. Foi preso diversas vezes, devido às suas opiniões políticas, adversas ao Estado Novo e dirigiu, sob anonimato, o semanário Mundo Literário em 1936 e 1937. Expulso do ensino, Casais Monteiro fixa-se em Lisboa, vivendo da literatura como autor, tradutor e editor. Tal como Agostinho da Silva ou Jorge de Sena, acabaria por partir para o Brasil, dado o seu estatuto de opositor ao Estado Novo.
A sua obra poética, iniciada em 1929 com "Confusão", foi influenciada pelo primeiro modernismo português, aproximando-se estilisticamente do esteticismo de André Gide. Enquanto alguns autores o descrevem como independente do Surrealismo outros acentuam a influência que esta corrente estética teve no autor, como se pode verificar nos seus ensaios sobre autores como Jules Supervielle, Henri Michaux e Antonin Artaud (designando o último como "presença insustentável). Muita da sua obra poética dedica-se ao período histórico específico por ele vivido, como acontece no poema "Europa", de 1945, que foi lido pelo seu amigo e companheiro no Mundo Literário António Pedro aos microfones da BBC de Londres.
Casou no Porto, na 3.ª Conservatória do Registo Civil, a 8 de setembro de 1934, com Alice Pereira Gomes, também escritora, e irmã de Soeiro Pereira Gomes, da qual teve um filho, João Paulo Pereira Gomes Casais Monteiro.
Morreu a 24 de julho de 1972, na sua residência, no distrito de Perdizes, município de São Paulo, Brasil, vítima de problemas cardíacos.
A 10 de Junho de 1992 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade a título póstumo.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
LIVRO EM ÓPTIMO ESTADO MAS COM UM CARIMBO DE UMA BIBLIOTECA
PORTES GRÁTIS
de Adolfo Casais Monteiro
Desenhos de António Dacosta
Texto quadrilingue em português, francês, neerlandês e inglês
Textos de José Augusto Seabra, José Augusto França
Traduções de Maria do Céu Carvalho Druais, Edwige Andre-Vereecken, Richard Zenith
Edição de 1991
Nova Renascença - Porto
Edição publicada por ocasião da Europália 91-Portugal.
166 Páginas
Europa (Parte I)
Europa, sonho futuro!
Europa, manhã por vir,
fronteiras sem cães de guarda,
nações com seu riso franco
abertas de par em par!
A continuação da primeira parte do poema aborda o renascimento da Europa, a superação das suas falsas grandezas e a necessidade de unir o espírito à justiça social, com os versos completos disponíveis nas fontes citadas.
Não encontramos harmonia neste poema escrito nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial. O momento é trágico e as palavras do poeta violentas, secas, lúcidas. Consciência a arranhar a poesia, a imprimir-lhe outra métrica, outro vigor. Contra a tirania, contra a repressão, Adolfo Casais Monteiro faz versos para um mundo novo, de paz e liberdade. Ele, que era um resistente ao fascismo, que fora preso e impedido de lecionar, obrigado ao exílio, abria horizontes ao sonho futuro. "Europa" foi lido aos microfones da BBB em 1945, mas os portugueses não escutaram o grito do poeta. A emissão estava fechada pela censura.
O poema é uma lição de Liberdade de Adolfo Casais Monteiro. O valor mais importante, aquele que os tiranos negam primeiro, o poeta escreve repetidamente em letra maiúscula nos versos de Europa . Poesia violenta contra a violência de uma guerra mundial, palavras a projetarem a visão do humanista e do europeísta convicto em defesa da democracia e de um lar comum para as nações devastadas.
A mensagem passou aos microfones da BBC. Quarenta anos depois, o ator Mário Viegas recuperava o grito inspirador do poeta perseguido e desalinhado: «Europa, sonho futuro! /Europa, manhã por vir, /fronteiras sem cães de guarda, /nações com o seu riso franco/abertas de par em par». Ricardo Cabaça, dramaturgo, faz a sua interpretação do longo poema dividido em cinco partes e da frase destacada nesta peça: «só um homem livre é digno de ser homem».
in RTP Ensina
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Adolfo Victor Casais Monteiro (Porto, Massarelos, 4 de julho de 1908 São Paulo, Perdizes, 24 de julho de 1972) foi um poeta, tradutor, crítico e novelista português.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi colega de Agostinho da Silva e Delfim Santos, tendo-se formado em 1933. Foi também nessa cidade que iniciou como professor no Liceu Rodrigues de Freitas, até ao momento em que foi afastado da carreira docente, por motivos políticos, em 1937. Viria a exilar-se no Brasil em 1954, pelas mesmas razões.
Após o afastamento de Miguel Torga, Branquinho da Fonseca e Edmundo de Bettencourt, em 1930, Adolfo Casais Monteiro foi director da revista literária coimbrã Presença, juntamente com José Régio e João Gaspar Simões. A revista viria a extinguir-se em 1940, tendo provavelmente contribuído para o seu encerramento as opções políticas de Casais Monteiro. Foi preso diversas vezes, devido às suas opiniões políticas, adversas ao Estado Novo e dirigiu, sob anonimato, o semanário Mundo Literário em 1936 e 1937. Expulso do ensino, Casais Monteiro fixa-se em Lisboa, vivendo da literatura como autor, tradutor e editor. Tal como Agostinho da Silva ou Jorge de Sena, acabaria por partir para o Brasil, dado o seu estatuto de opositor ao Estado Novo.
A sua obra poética, iniciada em 1929 com "Confusão", foi influenciada pelo primeiro modernismo português, aproximando-se estilisticamente do esteticismo de André Gide. Enquanto alguns autores o descrevem como independente do Surrealismo outros acentuam a influência que esta corrente estética teve no autor, como se pode verificar nos seus ensaios sobre autores como Jules Supervielle, Henri Michaux e Antonin Artaud (designando o último como "presença insustentável). Muita da sua obra poética dedica-se ao período histórico específico por ele vivido, como acontece no poema "Europa", de 1945, que foi lido pelo seu amigo e companheiro no Mundo Literário António Pedro aos microfones da BBC de Londres.
Casou no Porto, na 3.ª Conservatória do Registo Civil, a 8 de setembro de 1934, com Alice Pereira Gomes, também escritora, e irmã de Soeiro Pereira Gomes, da qual teve um filho, João Paulo Pereira Gomes Casais Monteiro.
Morreu a 24 de julho de 1972, na sua residência, no distrito de Perdizes, município de São Paulo, Brasil, vítima de problemas cardíacos.
A 10 de Junho de 1992 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade a título póstumo.
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