"FUNO" - Guerra Em Timor de Carlos Cal Brandão - 5ª Edição de 1953
Preço: 20 €"FUNO" - Guerra Em Timor de Carlos Cal Brandão - 5ª Edição de 1953
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44786417
- Id do anunciante17LL
Descrição
"FUNO" - Guerra Em Timor
de Carlos Cal Brandão
Prefácio de Pina de Morais
Capa de Octávio Sérgio
Edição com retrato do autor da autoria de Abel Salazar
5ª Edição de 1953
Edições AOV - Porto
208 Páginas
O livro é um relato na primeira pessoa das experiências do autor durante a luta contra as forças japonesas em Timor durante a Segunda Guerra Mundial.
O autor, um opositor político deportado pelo regime de Salazar, relata as suas vivências e a resistência em Timor durante a ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial. É considerado um testemunho indispensável para a história desse período.
Cal Brandão depõe à barra da História. Do nosso vasto Império defendido ferozmente por tantas gerações, foi o Timor o ponto escolhido pelo destino para concitar os embates da gigantesca guerra universal que acabou. Cal Brandão estava á longos anos deportado em Timor . Carlos Brandão relata-nos na primeira pessoa as vivências da luta contra as forças japonesas que evadiram Timor por ocasião da II Guerra Mundial. Um relato amargo mas consciente de uma colónia que se vê esquecida e abandonada pela metrópole.
Do Prefácio de Pina de Morais
---
Carlos Cal Brandão (1906 a 1973)
O advogado Carlos Cal Brandão foi um singular combatente antifascista. Acusado de estar implicado na acção revolucionária de 26 Agosto de 1931, foi deportado para São Nicolau, em Cabo Verde, e daí para Timor. Na então colónia portuguesa, combateu a invasão dos Japoneses, na Segunda Guerra Mundial, integrando as forças australianas, organizadas em guerrilha. A sua morte, em Janeiro de 1973, impediu-o de conhecer a cor da liberdade , pela qual tanto lutou.
Com o seu irmão Mário Cal Brandão, fundador do Partido Socialista (PS), que, após o 25 de Abril , foi deputado e governador civil do Porto, tornou-se uma das principais figuras da resistência ao regime fascista. O outro irmão, Silo José Cal Brandão, segundo filho do casal, estudante de Medicina, foi obrigado a refugiar-se na Galiza (em Espanha), depois da Greve Académica, na sequência da qual a polícia política abateu a tiro o seu colega Branco.
Em 1922, Carlos Cal Brandão rumou a Coimbra para frequentar a Faculdade de Direito. Na cidade universitária, foi eleito presidente do Centro Académico Republicano (1926-1927), fundou o jornal Gente Nova, com Paulo Quintela, Sílvio Lima e Vitorino Nemésio, e dirigiu o periódico Humanidades. Foi preso, pela primeira vez, em Março de 1929. Por cinco meses.
Dois anos depois, em 1931, acusado de ter participado no 26 de Agosto e de entregar a um indivíduo um caixote com bombas , foi deportado para Cabo Verde e daí para Timor. O livro Funo Guerra em Timor , editado em 1946, relata as suas vivência e luta na antiga colónia portuguesa.
Amnistiado após o fim do conflito, Carlos Cal Brandão regressou a Portugal e abriu banca de advogado no Porto. Participou, como causídico, no primeiro julgamento das comissões distritais do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Com o seu irmão Mário redigiu, em 1949, os estatutos da União Democrática Portuguesa, organização alternativa ao Movimento Nacional Democrático (MND), tendo os oposicionistas atlantistas António Macedo, Agostinho de Sá Vieira, Carlos e Mário Cal Brandão esboçado a constituição de uma União Democrática Portuguesa (UDP), chegando a emitir um manifesto Aos Democratas Portugueses .
Até ao fim da sua vida, Carlos Cal Brandão interveio em todas as comissões políticas da Oposição, no distrito do Porto. Nomeadamente, nas candidaturas presidenciais de Norton de Matos e de Humberto Delgado. Foi candidato da Oposição, em 1953; e, em Março de 1957, foi um dos 72 advogados que assinaram uma petição ao ministro da Presidência a pedir um inquérito à PIDE . No mês de Outubro seguinte, foi um dos signatários de uma carta enviada ao Presidente da República, na qual explicavam os motivos pelos quais a oposição não concorreria às eleições legislativas desse ano .
Em Novembro de 1958, foi preso de novo e acusado de atentar contra o bom nome de Portugal . Em 1961, voltou a ser preso, por ter sido um dos signatários do Programa para a Democratização da República. Foi candidato da Oposição, no círculo do Porto, às eleições de 1965. Também participou, activamente, na Ordem dos Advogados, da qual foi vogal do Conselho Geral. Carlos Cal Brandão é um herói (quase) esquecido da Resistência ao fascismo. Resgatá-lo a esse abandono histórico é um imperativo ético e moral.
ESGOTADO E RARO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Carlos Cal Brandão
Prefácio de Pina de Morais
Capa de Octávio Sérgio
Edição com retrato do autor da autoria de Abel Salazar
5ª Edição de 1953
Edições AOV - Porto
208 Páginas
O livro é um relato na primeira pessoa das experiências do autor durante a luta contra as forças japonesas em Timor durante a Segunda Guerra Mundial.
O autor, um opositor político deportado pelo regime de Salazar, relata as suas vivências e a resistência em Timor durante a ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial. É considerado um testemunho indispensável para a história desse período.
Cal Brandão depõe à barra da História. Do nosso vasto Império defendido ferozmente por tantas gerações, foi o Timor o ponto escolhido pelo destino para concitar os embates da gigantesca guerra universal que acabou. Cal Brandão estava á longos anos deportado em Timor . Carlos Brandão relata-nos na primeira pessoa as vivências da luta contra as forças japonesas que evadiram Timor por ocasião da II Guerra Mundial. Um relato amargo mas consciente de uma colónia que se vê esquecida e abandonada pela metrópole.
Do Prefácio de Pina de Morais
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Carlos Cal Brandão (1906 a 1973)
O advogado Carlos Cal Brandão foi um singular combatente antifascista. Acusado de estar implicado na acção revolucionária de 26 Agosto de 1931, foi deportado para São Nicolau, em Cabo Verde, e daí para Timor. Na então colónia portuguesa, combateu a invasão dos Japoneses, na Segunda Guerra Mundial, integrando as forças australianas, organizadas em guerrilha. A sua morte, em Janeiro de 1973, impediu-o de conhecer a cor da liberdade , pela qual tanto lutou.
Com o seu irmão Mário Cal Brandão, fundador do Partido Socialista (PS), que, após o 25 de Abril , foi deputado e governador civil do Porto, tornou-se uma das principais figuras da resistência ao regime fascista. O outro irmão, Silo José Cal Brandão, segundo filho do casal, estudante de Medicina, foi obrigado a refugiar-se na Galiza (em Espanha), depois da Greve Académica, na sequência da qual a polícia política abateu a tiro o seu colega Branco.
Em 1922, Carlos Cal Brandão rumou a Coimbra para frequentar a Faculdade de Direito. Na cidade universitária, foi eleito presidente do Centro Académico Republicano (1926-1927), fundou o jornal Gente Nova, com Paulo Quintela, Sílvio Lima e Vitorino Nemésio, e dirigiu o periódico Humanidades. Foi preso, pela primeira vez, em Março de 1929. Por cinco meses.
Dois anos depois, em 1931, acusado de ter participado no 26 de Agosto e de entregar a um indivíduo um caixote com bombas , foi deportado para Cabo Verde e daí para Timor. O livro Funo Guerra em Timor , editado em 1946, relata as suas vivência e luta na antiga colónia portuguesa.
Amnistiado após o fim do conflito, Carlos Cal Brandão regressou a Portugal e abriu banca de advogado no Porto. Participou, como causídico, no primeiro julgamento das comissões distritais do Movimento de Unidade Democrática (MUD). Com o seu irmão Mário redigiu, em 1949, os estatutos da União Democrática Portuguesa, organização alternativa ao Movimento Nacional Democrático (MND), tendo os oposicionistas atlantistas António Macedo, Agostinho de Sá Vieira, Carlos e Mário Cal Brandão esboçado a constituição de uma União Democrática Portuguesa (UDP), chegando a emitir um manifesto Aos Democratas Portugueses .
Até ao fim da sua vida, Carlos Cal Brandão interveio em todas as comissões políticas da Oposição, no distrito do Porto. Nomeadamente, nas candidaturas presidenciais de Norton de Matos e de Humberto Delgado. Foi candidato da Oposição, em 1953; e, em Março de 1957, foi um dos 72 advogados que assinaram uma petição ao ministro da Presidência a pedir um inquérito à PIDE . No mês de Outubro seguinte, foi um dos signatários de uma carta enviada ao Presidente da República, na qual explicavam os motivos pelos quais a oposição não concorreria às eleições legislativas desse ano .
Em Novembro de 1958, foi preso de novo e acusado de atentar contra o bom nome de Portugal . Em 1961, voltou a ser preso, por ter sido um dos signatários do Programa para a Democratização da República. Foi candidato da Oposição, no círculo do Porto, às eleições de 1965. Também participou, activamente, na Ordem dos Advogados, da qual foi vogal do Conselho Geral. Carlos Cal Brandão é um herói (quase) esquecido da Resistência ao fascismo. Resgatá-lo a esse abandono histórico é um imperativo ético e moral.
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