"GEOPOLÍTICA DA FOME" de Josué de Castro - 2ª Edição de 1974


Especificações


Descrição

"GEOPOLÍTICA DA FOME"
de Josué de Castro

Prefácios de Pearl S. Book, John Boyd Orr e Max Sorre.

2ª Edição de 1974 (revista e muito aumentada)
Brasília Editora - Porto
472 Páginas

A "Geopolítica da Fome" de Josué de Castro, publicada em 1951, é um livro que analisa a fome como um fenómeno sociológico e político, resultado de desigualdades e exploração, e não apenas por falta de alimentos. Castro argumenta que a fome é uma ferramenta de dominação e o livro desmistifica a ideia de que ela é causada por superpopulação, mostrando que o mundo já tinha condições de alimentar toda a sua população na época. O livro defende reformas para a justiça social e segurança alimentar.

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Josué de Castro (1908 a 1973) foi um pensador e ativista político brasileiro nascido na cidade de Recife. Apesar de não ser geógrafo de formação (sua graduação era em medicina), tornou-se um dos maiores pensadores da Geografia, em virtude, principalmente, das obras Geografia da Fome e Geopolítica da Fome. Além de sua formação em medicina, também foi livre-docente em Fisiologia (Faculdade de Medicina do Recife), professor catedrático de Geografia Humana (Faculdade de Ciências Sociais do Recife e na Universidade do Brasil) e de Antropologia (Universidade do Distrito Federal). Foi também embaixador do Brasil na ONU, em Genebra, além de ter sido eleito Deputado Federal pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) em 1954 e em 1958. Como resultado da implantação do regime militar, mesmo tendo sido eleito o Deputado com maior número de votos no Nordeste, Josué de Castro teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional n°1 em 1964. Castro caracterizou seu pensamento por romper com algumas falsas convicções que imperavam em seu período (e que ainda se fazem presentes nos dias atuais) de que a fome e a miséria do mundo eram resultantes do excesso populacional e da escassez de recursos naturais. Em suas obras, provou que a questão da fome não se tratava do quantitativo de alimentos ou do número de habitantes, mas sim da má distribuição das riquezas, concentradas cada vez mais nas mãos de menos pessoas. Por isso, acreditava que a problemática da fome não seria resolvida com a ampliação da produção de alimentos, mas com a distribuição não só dos recursos, como também da terra para os trabalhadores nela produzirem, tornando-se um ferrenho defensor da reforma agrária.

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