"HISTÓRIA DE PORTUGAL" - 4 Volumes - Obra Completa de Alexandre Herculano Edição de 1980 a 1983
Preço: 60 €"HISTÓRIA DE PORTUGAL" - 4 Volumes - Obra Completa de Alexandre Herculano Edição de 1980 a 1983
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44918787
- Id do anunciante8500
Descrição
"HISTÓRIA DE PORTUGAL" - 4 Volumes - Obra Completa
de Alexandre Herculano
Prefácio e notas críticas de José Mattoso
Verificação do texto por Ayala Monteiro
Edição de 1980 a 1983
Livraria Bertrand
Coleção Obras completas de Alexandre Herculano
704 + 666 + 604 + 648 Páginas
Desde o começo da monarquia até o fim do reinado de Afonso III
A "História de Portugal" de Alexandre Herculano, publicada pela Livraria Bertrand, é uma obra fundamental da historiografia portuguesa que cobre o período desde o início da monarquia até ao fim do reinado de D. Afonso III.
No panorama da cultura ocidental há poucas obras históricas com uma fortuna tão duradoira como a «História de Portugal» de Alexandre Herculano. Cento e trinta anos depois de publicada continua ainda a ocupar um lugar da maior importância na historiografia portuguesa.
A edição de 4 volumes da Bertrand é particularmente valorizada pela sua organização e pelo rigor das notas críticas que acompanham o texto original de Herculano.
Volume I: Aborda as origens da monarquia até ao fim do reinado de D. Afonso Henriques.
Volume II: Cobre os reinados de D. Sancho I, D. Afonso II e D. Sancho II.
Volume III: Foca-se no reinado de D. Afonso III e no desenvolvimento social da monarquia.
Volume IV: Trata do período final coberto pela obra (1211 a 1247).
---
Poeta, romancista, historiador e ensaísta português, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu a 28 de março de 1810, em Lisboa, e morreu a 18 de setembro de 1877, em Santarém. A sua obra, em toda a extensão e diversidade, ostenta uma profunda coerência, obedecendo a um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho mas também a sua vida.
Nascido numa família modesta, estudou Humanidades na Congregação do Oratório, onde se iniciou também na leitura meditada da Bíblia, o que viria a marcar a sua mundividência. Impedido por dificuldades económicas e familiares de frequentar a Universidade, preparou-se para ingressar no funcionalismo, frequentando um curso prático de Comércio e estudando Diplomática na Torre do Tombo, onde aprendeu os rudimentos da investigação histórica. Por esta altura, com 18 anos, já se manifestava a sua vocação literária: aprendeu o francês e o alemão, fez leituras de românticos estrangeiros e iniciou-se nas tertúlias literárias da marquesa de Alorna, que viria a reconhecer como uma das suas mentoras. Em 1831, envolvido numa conspiração contra o regime miguelista, foi obrigado a exilar-se, primeiro em Inglaterra (Plymouth) e depois em França (Rennes).
No exílio, aperfeiçoou o estudo da história, familiarizando-se com as obras de historiadores como Thierry e Thiers, e leu os que viriam a ser os seus modelos literários: Chateaubriand, Lamennais, Klopstock e Walter Scott. Em 1832, participou no desembarque das tropas liberais em Mindelo e na defesa do Porto, onde foi nomeado segundo-bibliotecário e encarregue de organizar os arquivos da biblioteca. Entre 1834 e 1835, publicou importantes artigos de teorização literária na revista Repositório Literário, do Porto, (posteriormente compilados nos Opúsculos). Foi precisamente por essa altura que se envolveu numa polémica com o clero, ao questionar o milagre de Ourique, polémica que daria origem aos opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. Eleito deputado pelo Partido Cartista em 1840, demitiu-se no ano seguinte, desiludido com a atividade parlamentar.
Em 1853, fundou o jornal O Português, e dois anos depois foi nomeado vice-presidente da Academia Real das Ciências e incumbido pelos seus consórcios da recolha dos documentos históricos anteriores ao século XV - tarefa que viria a traduzir-se na publicação dos Portugaliae Monumenta Historica, iniciada em 1856. Neste mesmo ano tornou-se um dos fundadores do partido progressista histórico e em 1857 atacou a Concordata com a Santa Sé. Em 1858, recusou a cátedra de História no Curso Superior de Letras. Entre 1860 e 1865, envolveu-se em nova polémica com o clero, quando, ao participar na redação do primeiro Código Civil Português, defendeu o casamento civil. Em 1865, fruto das suas reflexões, saíram os Estudos sobre o Casamento Civil. Em 1867, desgostoso com a morte precoce de D. Pedro V, rei em quem depositava muitas esperanças, e desiludido com a vida pública, retirou-se para a sua quinta em Vale de Lobos (comprada com o produto da venda das suas obras), onde se dedicaria quase exclusivamente à vida rural, casando com D. Maria Hermínia Meira, sua namorada da juventude.
Apesar deste novo e voluntário exílio, continuou a trabalhar nos Portugaliae Monumenta Historica, interveio em 1871 contra o encerramento das Conferências do Casino, orientou em 1872 a publicação do primeiro volume dos Opúsculos e manteve correspondência com várias figuras da vida política e literária. Morreu de pneumonia aos 67 anos, originando manifestações nacionais de luto.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Alexandre Herculano
Prefácio e notas críticas de José Mattoso
Verificação do texto por Ayala Monteiro
Edição de 1980 a 1983
Livraria Bertrand
Coleção Obras completas de Alexandre Herculano
704 + 666 + 604 + 648 Páginas
Desde o começo da monarquia até o fim do reinado de Afonso III
A "História de Portugal" de Alexandre Herculano, publicada pela Livraria Bertrand, é uma obra fundamental da historiografia portuguesa que cobre o período desde o início da monarquia até ao fim do reinado de D. Afonso III.
No panorama da cultura ocidental há poucas obras históricas com uma fortuna tão duradoira como a «História de Portugal» de Alexandre Herculano. Cento e trinta anos depois de publicada continua ainda a ocupar um lugar da maior importância na historiografia portuguesa.
A edição de 4 volumes da Bertrand é particularmente valorizada pela sua organização e pelo rigor das notas críticas que acompanham o texto original de Herculano.
Volume I: Aborda as origens da monarquia até ao fim do reinado de D. Afonso Henriques.
Volume II: Cobre os reinados de D. Sancho I, D. Afonso II e D. Sancho II.
Volume III: Foca-se no reinado de D. Afonso III e no desenvolvimento social da monarquia.
Volume IV: Trata do período final coberto pela obra (1211 a 1247).
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Poeta, romancista, historiador e ensaísta português, Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu a 28 de março de 1810, em Lisboa, e morreu a 18 de setembro de 1877, em Santarém. A sua obra, em toda a extensão e diversidade, ostenta uma profunda coerência, obedecendo a um programa romântico-liberal que norteou não apenas o seu trabalho mas também a sua vida.
Nascido numa família modesta, estudou Humanidades na Congregação do Oratório, onde se iniciou também na leitura meditada da Bíblia, o que viria a marcar a sua mundividência. Impedido por dificuldades económicas e familiares de frequentar a Universidade, preparou-se para ingressar no funcionalismo, frequentando um curso prático de Comércio e estudando Diplomática na Torre do Tombo, onde aprendeu os rudimentos da investigação histórica. Por esta altura, com 18 anos, já se manifestava a sua vocação literária: aprendeu o francês e o alemão, fez leituras de românticos estrangeiros e iniciou-se nas tertúlias literárias da marquesa de Alorna, que viria a reconhecer como uma das suas mentoras. Em 1831, envolvido numa conspiração contra o regime miguelista, foi obrigado a exilar-se, primeiro em Inglaterra (Plymouth) e depois em França (Rennes).
No exílio, aperfeiçoou o estudo da história, familiarizando-se com as obras de historiadores como Thierry e Thiers, e leu os que viriam a ser os seus modelos literários: Chateaubriand, Lamennais, Klopstock e Walter Scott. Em 1832, participou no desembarque das tropas liberais em Mindelo e na defesa do Porto, onde foi nomeado segundo-bibliotecário e encarregue de organizar os arquivos da biblioteca. Entre 1834 e 1835, publicou importantes artigos de teorização literária na revista Repositório Literário, do Porto, (posteriormente compilados nos Opúsculos). Foi precisamente por essa altura que se envolveu numa polémica com o clero, ao questionar o milagre de Ourique, polémica que daria origem aos opúsculos Eu e o Clero e Solemnia Verba. Eleito deputado pelo Partido Cartista em 1840, demitiu-se no ano seguinte, desiludido com a atividade parlamentar.
Em 1853, fundou o jornal O Português, e dois anos depois foi nomeado vice-presidente da Academia Real das Ciências e incumbido pelos seus consórcios da recolha dos documentos históricos anteriores ao século XV - tarefa que viria a traduzir-se na publicação dos Portugaliae Monumenta Historica, iniciada em 1856. Neste mesmo ano tornou-se um dos fundadores do partido progressista histórico e em 1857 atacou a Concordata com a Santa Sé. Em 1858, recusou a cátedra de História no Curso Superior de Letras. Entre 1860 e 1865, envolveu-se em nova polémica com o clero, quando, ao participar na redação do primeiro Código Civil Português, defendeu o casamento civil. Em 1865, fruto das suas reflexões, saíram os Estudos sobre o Casamento Civil. Em 1867, desgostoso com a morte precoce de D. Pedro V, rei em quem depositava muitas esperanças, e desiludido com a vida pública, retirou-se para a sua quinta em Vale de Lobos (comprada com o produto da venda das suas obras), onde se dedicaria quase exclusivamente à vida rural, casando com D. Maria Hermínia Meira, sua namorada da juventude.
Apesar deste novo e voluntário exílio, continuou a trabalhar nos Portugaliae Monumenta Historica, interveio em 1871 contra o encerramento das Conferências do Casino, orientou em 1872 a publicação do primeiro volume dos Opúsculos e manteve correspondência com várias figuras da vida política e literária. Morreu de pneumonia aos 67 anos, originando manifestações nacionais de luto.
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