"HISTÓRIA DO OLHO" e "MINHA MÃE" de Georges Bataille - 1ª Edição de 1988


Especificações


Descrição

"HISTÓRIA DO OLHO" e "MINHA MÃE"
de Georges Bataille

1ª Edição de 1988
Livros do Brasil - Lisboa
238 Páginas

A História do Olho e Minha Mãe são exemplos da intervenção de Georges Bataille num tipo de arte que oscila entre o autobiografismo, a invenção onírica e um erotismo violentamente oposto ao cânone trivial da literatura para consumo pornográfico. Publicado em 1928, este texto de Georges Bataille inscreve-se definitivamente na história literária do século XX. A novela acompanha as descobertas, feitos e extravagâncias sexuais do narrador e da sua amiga Simone, dois jovens que vivem magicamente à margem da censura adulta, percorrendo um cenário de sonhos. O livro faz da história libertina um veículo de revelações sobre o corpo, a vida e a morte.
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Minha Mãe
Publicada postumamente, esta obra aborda um dos tabus mais antigos da humanidade de forma fria e despudorada: o incesto.
Narrada pelo jovem Pierre, a história começa após a morte do seu pai. A sua mãe, Hélène uma mulher depravada e dominadora , em vez de o proteger sob a moral tradicional, decide iniciá-lo progressivamente num submundo de orgias, sadomasoquismo, homossexualidade e deboche.
A mãe transforma-se numa figura de divindade profana. Pierre vive a angústia dilacerante de se sentir atraído pelo abismo moral e pelo próprio corpo da mãe, onde o prazer e a culpa se fundem numa condenação espiritual.

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Georges Albert Maurice Victor Bataille (Puy-de-Dôme, 10 de Setembro de 1897 8 de Julho de 1962) foi um escritor francês, cuja obra se enquadra tanto no domínio da literatura como nos campos da filosofia, antropologia, economia, crítica literária, sociologia e história da arte. O erotismo, a transgressão e o sagrado são temas abordados em seus escritos.

Ensaísta, teórico filosófico e romancista francês, muitas vezes chamado de "metafísico do mal", Bataille interessava-se por sexo, morte, degradação e pelo poder e potencial do obsceno. Rejeitava a literatura tradicional e considerava que o objetivo final de toda atividade intelectual, artística ou religiosa deveria ser a aniquilação do indivíduo racional num ato violento e transcendental de comunhão. Roland Barthes, Julia Kristeva e Philippe Sollers escreveram com entusiasmo sobre sua obra.

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