"Inês de Castro na Vida de D. Pedro" de Mário Domingues - Edição de 2002


Especificações


Descrição

"Inês de Castro na Vida de D. Pedro"
de Mário Domingues

Edição de 2002
PREFÃCIO Edições
Coleção História
254 Páginas

Mário Domingues, com a sua técnica de romancista histórico, insuflou uma nova vida às personagens e, sem lhes falsear o roteiro da existência, conseguiu explorar aspectos porventura inéditos. São evocados os amores de D. Pedro e D. Inês, numa reconstituição de carácter psicológico. Não são apenas os factos coordenados, mas as causas que os determinaram, em cenas vigorosas, de um descritivo por vezes impressionante. É uma poderosa reconstituição da figura de D. Pedro, e do grande amor que, mais do que tudo, celebrizou este príncipe.

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"Mário Domingues nasceu na Ilha do Príncipe, numa roça denominada "Infante D. Henrique". Contando apenas dezoito meses de idade, trouxeram-no para Portugal e confiaram-no a sua avó paterna, que se encarregou da sua educação. Fez seus estudos em Lisboa, revelando desde muito novo vocação para as Artes e para as Letras. Contrariado, enveredou pela carreira do Comércio, chegando a ser ajudante de guarda-livros e correspondente de Inglês e de Francês.

Mas consagrava todos os seus ócios ao estudo de problemas literários e artísticos. Aos dezassete anos publicou as primeiras tentativas de ficção numa efémera revista de estudantes de Medicina (a "Alba"), apresentada pelo doutor Júlio Dantas. Aos dezanove, porém, o seu nome começou a surgir com frequência a assinar contos e crónicas num jornal diário de Lisboa. E em breve se tornou jornalista profissional, ascendendo a Chefe de Redacção e director de alguns jornais.

Como crítico de Pintura, nos anos Vinte, distinguiu-se pelo ardor com que defendeu os Modernistas, então desdenhados pela opinião pública. Unindo-se a Fernando Pessoa, José Bocheko, Vítor Falcão, António Ferro e outros batalhadores pela renovação da arte em Portugal, teve a coragem de proclamar o excepcional valor de "proscritos" como Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Soares, Jorge Barradas e Lino António.

Um dos momentos decisivos da vida de Mário Domingues ocorreu quando ele resolveu manter-se unicamente com o produto dos seus livros. Esta audácia custou-lhe o ter de dissimular-se sob diversos pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.

Durou alguns anos este trabalho árduo, mas o escritor queria voar um pouco mais alto. Conhecendo os homens do seu tempo, abalançou-se a descrever os de outrora, tal como os visionou no "clima" social, político e religioso em que viveram. E assim nasceu esta "Série Lusíada", que atingiu um êxito invulgar para o nosso meio.

Em atenção ao valor da sua obra de divulgação histórica, dignou-se o senhor Presidente da República agraciá-lo com o grau de Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, destinada a distinguir individualidades de relevo nas Ciências, nas Artes e nas Letras."

"Mário Domingues, escritor, editor, publicista, jornalista, historiador, mas sobretudo anarquista, de seu nome completo Mário José Domingues, é para muitos leitores um ilustre desconhecido.
A exuberância e pujança da sua pena foi tal durante a sua vida que a sua obra em muito ultrapassa a de Camilo Castelo Branco, conhecido como o nosso escritor mais prolífico.
Da História ao romance policial, da novela de aventuras à ficção histórica, do jornalismo político à tradução, Mário Domingues merece ser relembrado."

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