"JARDINS DE GUERRA" de Casimiro de Brito - 2ª Edição de 1974
Preço: 12 €"JARDINS DE GUERRA" de Casimiro de Brito - 2ª Edição de 1974
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45098929
- Id do anunciante52SS
Descrição
"JARDINS DE GUERRA"
de Casimiro de Brito
2ª Edição de 1974
ASSÍRIO & ALVIM
Coleção Cadernos Peninsulares - Literatura Nº 7
100 Páginas
O Amigo
1.
Um amigo, o primeiro amigo
dentro da nuvem de um sonho.
O impossível toca-nos as mãos
subitamente o fogo, a flor concêntrica
de planetas no exílio.
Na terra do silêncio
os frutos caem
de sua própria vontade.
2.
Ao coração das coisas,
ao jugo das cores da memória,
ao pequeno desvio da sombra no deserto,
ao amor que nos alimenta de morte, à morte
que morre connosco
opomos a infinita
constelação
dos nossos sentidos.
Casimiro de Brito, in "Jardins de Guerra"
Casimiro de Brito (1938 a 2024)
Poeta, ficcionista e fragmentista, nasceu no Algarve em1938. Começou a publicar em 1957 e, desde então, publicou mais de 70 títulos, em Portugal e em 30 outras línguas. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas os «Cadernos do Meio-Dia», com António Ramos Rosa. Esteve ligado ao movimento «Poesia 61». Ganhou vários prémios, nacionais e internacionais, entre eles o Leopoldo Sedar Senghor da Academia Luther King, o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro editado em Itália e o Prémio Mundial de Haikus da World Haiku Association. Foi presidente e fundador do PEN Clube Português e presidente da Association Européenne de Poésie em Lovaina. Incluído em mais de 200 antologias em Portugal e no Estrangeiro. Foi nomeado Embaixador Mundial da Paz em Genebra e foi agraciado com a Ordem do Infante pelo presidente da República.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Casimiro de Brito
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O Amigo
1.
Um amigo, o primeiro amigo
dentro da nuvem de um sonho.
O impossível toca-nos as mãos
subitamente o fogo, a flor concêntrica
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Na terra do silêncio
os frutos caem
de sua própria vontade.
2.
Ao coração das coisas,
ao jugo das cores da memória,
ao pequeno desvio da sombra no deserto,
ao amor que nos alimenta de morte, à morte
que morre connosco
opomos a infinita
constelação
dos nossos sentidos.
Casimiro de Brito, in "Jardins de Guerra"
Casimiro de Brito (1938 a 2024)
Poeta, ficcionista e fragmentista, nasceu no Algarve em1938. Começou a publicar em 1957 e, desde então, publicou mais de 70 títulos, em Portugal e em 30 outras línguas. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas os «Cadernos do Meio-Dia», com António Ramos Rosa. Esteve ligado ao movimento «Poesia 61». Ganhou vários prémios, nacionais e internacionais, entre eles o Leopoldo Sedar Senghor da Academia Luther King, o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro editado em Itália e o Prémio Mundial de Haikus da World Haiku Association. Foi presidente e fundador do PEN Clube Português e presidente da Association Européenne de Poésie em Lovaina. Incluído em mais de 200 antologias em Portugal e no Estrangeiro. Foi nomeado Embaixador Mundial da Paz em Genebra e foi agraciado com a Ordem do Infante pelo presidente da República.
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