"JOÃO ABEL MANTA: Obra Gráfica" de João Abel Manta - 1ª Edição de 1992


Especificações


Descrição

"JOÃO ABEL MANTA: Obra Gráfica"
de João Abel Manta

Artigos de:
- Mário Soares
- Irisalva Moita
- José Cardoso Pires
- Osvaldo de Sousa
- João Medina
- José Carlos de Vasconcelos

Selecção de João Abel Manta

Coordenação e organização de Irisalva Moita

1ª Edição de 1992
Câmara Municipal de Lisboa
Museus Municipais de Lisboa
Museu Rafael Bordalo Pinheiro
340 Páginas
Dimensões: 200 x 300 x 25 mm.
Profusamente ilustrado
Tiragem de 2000 Exemplares

João Abel Manta ganhou notoriedade no final da década de 60, especialmente no Diário de Lisboa, onde explorou as fendas da censura durante a "Primavera Marcelista". A sua produção atingiu o auge no PREC (1974-75), com cartazes e ilustrações que se tornaram ícones culturais do período revolucionário.

"Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar" (1978): É vista como a sua obra-prima gráfica. Neste álbum, Manta "exorciza" o fantasma da ditadura através de uma análise visual impiedosa da sociedade portuguesa sob o regime de Oliveira Salazar.

Realizou séries temáticas de grande impacto, como a Shakespeareana e ilustrações para obras de clássicos como Eça de Queiroz.

A sua linguagem gráfica expandiu-se para outros suportes, como os icónicos painéis de azulejos na Avenida Calouste Gulbenkian (Lisboa) e as tapeçarias do Salão Nobre da Fundação Calouste Gulbenkian.

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Nascido em Lisboa, em 1928, João Abel Manta foi filho único de dois pintores (Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura). Inscrito na Escola de Belas Artes de Lisboa em 1945, o artista compromete logo o seu desenho às suas convicções políticas de oposicionista ao Estado Novo e a Salazar: enfileirando no MUD Juvenil, oferece um desenho alusivo ao Natal de 1947, cuja reprodução e venda reverterá para o apoio a membros do MUD entretanto presos. A sua é a geração que espera, com a derrota das forças do Eixo na Segunda Guerra Mundial, a capitulação do regime de Salazar. O ativismo político valer-lhe-á a prisão em fevereiro de 1948, com duas semanas passadas em Caxias, e uma ficha nos arquivos da PIDE.
Formando-se brilhantemente como arquiteto nas Belas-Artes, teve importante atividade no domínio da arquitetura a partir do início da década de 1950, que abandonaria progressivamente em favor das artes plásticas, destacando-se como um dos maiores cartoonistas e ilustradores portugueses das décadas de 1960 e 1970. Nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril de 1974, publicou regularmente, em jornais de grande tiragem (tais como Diário de Lisboa, O Século Ilustrado, Seara Nova ou Diário de Notícias), trabalhos relacionados (criticamente) com a situação político-social portuguesa. Tem dois álbuns editados: Cartoons, 1969 a 1975 de (1975) e o célebre Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar (1978).

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