"JOSÉ BARRIAS ETC..." - Catálogo da Exposição de 1996
Preço: 20 €"JOSÉ BARRIAS ETC..." - Catálogo da Exposição de 1996
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44880306
- Id do anunciante89NN
Descrição
"JOSÉ BARRIAS ETC..." - Catálogo da Exposição de 1996
Edição de 1996
Fundação Calouste Gulbenkian
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
160 Páginas Inumeradas
Exposição individual retrospetiva de José Barrias (1944 a 2020), comissariada por Elisabetta Longari e com projeto do artista, de Jorge Molder e de Rui Sanches. Foram apresentados trabalhos produzidos entre 1973 e 1995, de um conjunto determinado por ciclos constituídos por uma lógica interna que assume a forma de instalação.
«José Barrias. Etc » foi o nome da exposição retrospetiva que mostrou o trabalho do artista português José Barrias (1944 a 2020), radicado em Milão, que teve lugar na Galeria do piso 1 do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP), de 7 de março a 12 de maio de 1996. A exposição foi comissariada por Elisabetta Longari, com projeto de Jorge Molder e Rui Sanches, respetivamente diretor e diretor-adjunto do CAMJAP, e do próprio José Barrias.
O título da exposição, «Etc », além de lembrar o modo como Leonardo da Vinci descreveu a sua obra «quando achou que as palavras já não poderiam acrescentar mais nada ao que se via», remetia para algo que era produzido no presente, numa possível continuidade, sem fim à vista, sublinhado pelas reticências: «[ ] uma sugestão do provisório, uma inclinação para o neutro, uma alusão à duração. Produzem um interlúdio, um deslize, indicam uma continuação possível de outra maneira e noutro lugar , suspendem, reenviam, hesitam, tornam indefinido. Aludem ao adiamento, à pausa, ao intervalo, ao vazio. Mas também, e sobretudo, ao ritmo, à continuidade.» (Oliveira, Público, 27 mar. 1996)
A exposição teve como objetivo apresentar a totalidade da obra de José Barrias, que, segundo Jorge Molder, até àquela data apenas fora mostrada ao público português de forma mais ou menos fragmentária, constituída por ciclos ou séries de caráter fechado, respondendo a uma lógica interna sob a forma de instalações. Estas séries, que correspondem a momentos expositivos, interligam-se, relacionando-se. E foi isso que deu origem à exposição «Etc », que, balizando-se entre 1973 e 1995, começava, cronologicamente, com o ciclo Quase Romance, trabalho onde já se conseguia sentir alguns dos aspetos essenciais do corpo artístico de Barrias: teatralidade barroca, referências literárias, a forte presença da memória e do passado e, consequentemente, uma grande vertente de reflexão autobiográfica. Museograficamente, a exposição começava com o ciclo Tempo, instalado no Hall do CAMJAP, constituído por um conjunto de pinturas abstratas que sugeriam movimentos circulares e rápidos e por uma escultura que remetia para o esqueleto de um barco, e terminava com o ciclo Nel Mondo, constituído por uma escada, um óculo e uma semiesfera forrada com fotografias da sua cronologia pessoal.
Sobre esta alteração de ordem, João Pinharanda partilhava da opinião de que «a cronologia dos trabalhos não é essencial. A montagem assim o aceita ao não datar cada uma das séries apresentadas; e o percurso do visitante assim o confirma ao longo de uma deambulação (viagem ) em que não se confronta com qualquer evolução estilística ou temática mas com uma pluralidade de enunciados do mesmo núcleo de questões» (Pinharanda, Público, 15 mar. 1996).
No total, foram apresentados os ciclos: Quase Romance (1973-86), Os Embaixadores (1978-87), Barragem (1979-80), Pas sages (1980), Noitiário (1983-84), Vestígios (1987-), Tempo (1990), Nostos (o Regresso) (1992-95), A Imagem da Sombra (1994), Piccolo Mondo (1995) e Nel Mondo (1995).
No âmbito da exposição, foi editado um catálogo pelo CAMJAP, concebido como um autorretrato de José Barrias e que inclui textos de Marosia Castaldi, Elisabetta Longari e Nuno Júdice, e um pequeno desdobrável, que compreende a reprodução do texto de introdução ao catálogo, assinado por Jorge Molder e Rui Sanches, e um texto explicativo de cada ciclo, da autoria de José Barrias. Ao apresentar trabalhos que não constavam na exposição, o catálogo revela-se um importante complemento desta, com reproduções fotográficas de todos os ciclos de José Barrias.
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Exposição individual retrospetiva de José Barrias (1944 a 2020), comissariada por Elisabetta Longari e com projeto do artista, de Jorge Molder e de Rui Sanches. Foram apresentados trabalhos produzidos entre 1973 e 1995, de um conjunto determinado por ciclos constituídos por uma lógica interna que assume a forma de instalação.
«José Barrias. Etc » foi o nome da exposição retrospetiva que mostrou o trabalho do artista português José Barrias (1944 a 2020), radicado em Milão, que teve lugar na Galeria do piso 1 do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP), de 7 de março a 12 de maio de 1996. A exposição foi comissariada por Elisabetta Longari, com projeto de Jorge Molder e Rui Sanches, respetivamente diretor e diretor-adjunto do CAMJAP, e do próprio José Barrias.
O título da exposição, «Etc », além de lembrar o modo como Leonardo da Vinci descreveu a sua obra «quando achou que as palavras já não poderiam acrescentar mais nada ao que se via», remetia para algo que era produzido no presente, numa possível continuidade, sem fim à vista, sublinhado pelas reticências: «[ ] uma sugestão do provisório, uma inclinação para o neutro, uma alusão à duração. Produzem um interlúdio, um deslize, indicam uma continuação possível de outra maneira e noutro lugar , suspendem, reenviam, hesitam, tornam indefinido. Aludem ao adiamento, à pausa, ao intervalo, ao vazio. Mas também, e sobretudo, ao ritmo, à continuidade.» (Oliveira, Público, 27 mar. 1996)
A exposição teve como objetivo apresentar a totalidade da obra de José Barrias, que, segundo Jorge Molder, até àquela data apenas fora mostrada ao público português de forma mais ou menos fragmentária, constituída por ciclos ou séries de caráter fechado, respondendo a uma lógica interna sob a forma de instalações. Estas séries, que correspondem a momentos expositivos, interligam-se, relacionando-se. E foi isso que deu origem à exposição «Etc », que, balizando-se entre 1973 e 1995, começava, cronologicamente, com o ciclo Quase Romance, trabalho onde já se conseguia sentir alguns dos aspetos essenciais do corpo artístico de Barrias: teatralidade barroca, referências literárias, a forte presença da memória e do passado e, consequentemente, uma grande vertente de reflexão autobiográfica. Museograficamente, a exposição começava com o ciclo Tempo, instalado no Hall do CAMJAP, constituído por um conjunto de pinturas abstratas que sugeriam movimentos circulares e rápidos e por uma escultura que remetia para o esqueleto de um barco, e terminava com o ciclo Nel Mondo, constituído por uma escada, um óculo e uma semiesfera forrada com fotografias da sua cronologia pessoal.
Sobre esta alteração de ordem, João Pinharanda partilhava da opinião de que «a cronologia dos trabalhos não é essencial. A montagem assim o aceita ao não datar cada uma das séries apresentadas; e o percurso do visitante assim o confirma ao longo de uma deambulação (viagem ) em que não se confronta com qualquer evolução estilística ou temática mas com uma pluralidade de enunciados do mesmo núcleo de questões» (Pinharanda, Público, 15 mar. 1996).
No total, foram apresentados os ciclos: Quase Romance (1973-86), Os Embaixadores (1978-87), Barragem (1979-80), Pas sages (1980), Noitiário (1983-84), Vestígios (1987-), Tempo (1990), Nostos (o Regresso) (1992-95), A Imagem da Sombra (1994), Piccolo Mondo (1995) e Nel Mondo (1995).
No âmbito da exposição, foi editado um catálogo pelo CAMJAP, concebido como um autorretrato de José Barrias e que inclui textos de Marosia Castaldi, Elisabetta Longari e Nuno Júdice, e um pequeno desdobrável, que compreende a reprodução do texto de introdução ao catálogo, assinado por Jorge Molder e Rui Sanches, e um texto explicativo de cada ciclo, da autoria de José Barrias. Ao apresentar trabalhos que não constavam na exposição, o catálogo revela-se um importante complemento desta, com reproduções fotográficas de todos os ciclos de José Barrias.
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