"Lisboa" - Livro de Bordo - Vozes, Olhares, Memorações de José Cardoso Pires - Edição de 1998
Preço: 7 €"Lisboa" - Livro de Bordo - Vozes, Olhares, Memorações de José Cardoso Pires - Edição de 1998
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44735238
- Id do anunciante78JJ
Descrição
"Lisboa" - Livro de Bordo
Vozes, Olhares, Memorações
de José Cardoso Pires
Edição de 1998
Círculo de Leitores
78 Páginas
Capa dura com sobrecapa
«Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico de um miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro, e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto desenhadas nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias. Em frente é o rio que corre para os meridianos do paraíso. O tal Tejo de que falam os cronistas enlouquecidos, povoando-o de tritões a cavalo de golfinhos.»
---
JOSÉ CARDOSO PIRES nasceu em São João do Peso, concelho de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, a 2 de Outubro de 1925. Estudante na Faculdade de Ciências de Lisboa, trocou como matemática superiores pela marinha mercante. Entre 1969 e 1971, foi professor de Literatura Portuguesa e Brasileira no King's College, em Londres. Foi diretor literário de editoras lisboetas e diretor-adjunto do Diário de Lisboa (1974-75). Estreou-se com Os Caminheiros e Outros Contos (1949) e obteve o Prêmio Camilo Castelo Branco com o romance O Hóspede de Job (1964). Dentro do neo-realismo, retoma a tradição satírica setecentista. Entre outros, escreveu os romances O Delfim (1968), Dinossauro Excelentíssimo (1972), Balada da Praia dos Cães (1982, Prémio da Associação Portuguesa de Escritores), Alexandre Alpha (1987), República dos Corvos (1988). Escreveu para o teatro O Render dos Heróis (1960) e Corpo Delito na Sala de Espelhos (1979). Deu ainda a lume a coletânea de ensaios Cartilha do Marialva (1960) e o volume de crônicas E agora, José? (1978) e A Cavalo no Diabo (1994). Em 1997 publicou De Profundis - Valsa Lenta e Lisboa, Diário de Bordo que lhe valeram o Prémio Pessoa desse ano. Foi condecorado pela Presidência da República com a Comenda da Ordem da Liberdade, em 1985. Faleceu a 26 de Outubro de 1998, em Lisboa.
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«Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico de um miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro, e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto desenhadas nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias. Em frente é o rio que corre para os meridianos do paraíso. O tal Tejo de que falam os cronistas enlouquecidos, povoando-o de tritões a cavalo de golfinhos.»
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JOSÉ CARDOSO PIRES nasceu em São João do Peso, concelho de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, a 2 de Outubro de 1925. Estudante na Faculdade de Ciências de Lisboa, trocou como matemática superiores pela marinha mercante. Entre 1969 e 1971, foi professor de Literatura Portuguesa e Brasileira no King's College, em Londres. Foi diretor literário de editoras lisboetas e diretor-adjunto do Diário de Lisboa (1974-75). Estreou-se com Os Caminheiros e Outros Contos (1949) e obteve o Prêmio Camilo Castelo Branco com o romance O Hóspede de Job (1964). Dentro do neo-realismo, retoma a tradição satírica setecentista. Entre outros, escreveu os romances O Delfim (1968), Dinossauro Excelentíssimo (1972), Balada da Praia dos Cães (1982, Prémio da Associação Portuguesa de Escritores), Alexandre Alpha (1987), República dos Corvos (1988). Escreveu para o teatro O Render dos Heróis (1960) e Corpo Delito na Sala de Espelhos (1979). Deu ainda a lume a coletânea de ensaios Cartilha do Marialva (1960) e o volume de crônicas E agora, José? (1978) e A Cavalo no Diabo (1994). Em 1997 publicou De Profundis - Valsa Lenta e Lisboa, Diário de Bordo que lhe valeram o Prémio Pessoa desse ano. Foi condecorado pela Presidência da República com a Comenda da Ordem da Liberdade, em 1985. Faleceu a 26 de Outubro de 1998, em Lisboa.
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