"LUAR DE JANEIRO" de Augusto Gil - Desenhos Maria Keil Amaral - 10ª Edição s/d
Preço: 10 €"LUAR DE JANEIRO" de Augusto Gil - Desenhos Maria Keil Amaral - 10ª Edição s/d
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45371534
- Id do anunciante43XX
Descrição
"LUAR DE JANEIRO"
de Augusto Gil
Capa e Desenhos Maria Keil Amaral
10ª Edição s/d
Portugália Editora
190 Páginas
LUAR DE JANEIRO
Luar de Janeiro,
Fria claridade
À luz dele foi talvez
Que primeiro
A boca dum português
Disse a palavra saudade
Luar de platina;
Luar que alumia
Mas que não aquece,
Fotografia
De alegre menina
Que há muitos anos já envelhecesse.
Luar de Janeiro,
O gelo tornado
Luminosidade
Rosa sem cheiro,
Amor passado
De que ficou apenas a amizade
Luar das nevadas,
Àlgido e lindo,
Janelas fechadas,
Fechadas as portas,
E ele fulgindo,
Límpido e lindo,
Como boquinhas de crianças mortas,
Na morte geladas
-E ainda sorrindo
Luar de Janeiro,
Luzente candeia
De quem não tem nada,
-Nem o calor dum braseiro,
Nem pão duro para a ceia,
Nem uma pobre morada
Luar dos poetas e dos miseráveis
Como se um laço estreito nos unisse,
São semelháveis
O nosso mau destino e o que tens;
De nós, da nossa dor, a turba ri-se
E a ti, sagrado luar ladram-te os cães!
---
Augusto Gil
Poeta, advogado e alto funcionário da República, Augusto César Ferreira Gil nasceu em 1873, no Porto, e faleceu em 1929.
Viveu parte da juventude na Guarda e formou-se em Direito em Coimbra. Cultivou uma poesia de cunho sentimental, um pouco inspirada na tradição popular e, ao mesmo tempo, na lírica romântica e ultrarromântica portuguesas.
Dos títulos publicados, salientam-se Luar de janeiro (1909), Gente de Palmo e Meio (1913) e Avena Rústica (1927). O seu poema mais conhecido é a "Balada da Neve".
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO
de Augusto Gil
Capa e Desenhos Maria Keil Amaral
10ª Edição s/d
Portugália Editora
190 Páginas
LUAR DE JANEIRO
Luar de Janeiro,
Fria claridade
À luz dele foi talvez
Que primeiro
A boca dum português
Disse a palavra saudade
Luar de platina;
Luar que alumia
Mas que não aquece,
Fotografia
De alegre menina
Que há muitos anos já envelhecesse.
Luar de Janeiro,
O gelo tornado
Luminosidade
Rosa sem cheiro,
Amor passado
De que ficou apenas a amizade
Luar das nevadas,
Àlgido e lindo,
Janelas fechadas,
Fechadas as portas,
E ele fulgindo,
Límpido e lindo,
Como boquinhas de crianças mortas,
Na morte geladas
-E ainda sorrindo
Luar de Janeiro,
Luzente candeia
De quem não tem nada,
-Nem o calor dum braseiro,
Nem pão duro para a ceia,
Nem uma pobre morada
Luar dos poetas e dos miseráveis
Como se um laço estreito nos unisse,
São semelháveis
O nosso mau destino e o que tens;
De nós, da nossa dor, a turba ri-se
E a ti, sagrado luar ladram-te os cães!
---
Augusto Gil
Poeta, advogado e alto funcionário da República, Augusto César Ferreira Gil nasceu em 1873, no Porto, e faleceu em 1929.
Viveu parte da juventude na Guarda e formou-se em Direito em Coimbra. Cultivou uma poesia de cunho sentimental, um pouco inspirada na tradição popular e, ao mesmo tempo, na lírica romântica e ultrarromântica portuguesas.
Dos títulos publicados, salientam-se Luar de janeiro (1909), Gente de Palmo e Meio (1913) e Avena Rústica (1927). O seu poema mais conhecido é a "Balada da Neve".
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Raul Ribeiro
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