"LUUANDA" de Luandino Vieira - 1ª Edição em Portugal em 1965
Preço: 30 €"LUUANDA" de Luandino Vieira - 1ª Edição em Portugal em 1965
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44915034
- Id do anunciante78OO
Descrição
"LUUANDA"
de Luandino Vieira
1ª Edição em Portugal em 1965
Editora EROS - Belo Horizonte
168 Páginas
A obra Luuanda, de Luandino Vieira, é um marco da literatura angolana e da resistência política ao regime salazarista. Embora muitas vezes associada ao ano de 1965 devido ao prémio que gerou o encerramento da Sociedade Portuguesa de Escritores (SPE), a sua história editorial e política é complexa.
Embora a primeira edição oficial tenha sido impressa em Luanda em 1963 (nas oficinas do 'ABC'), é o ano de 1965 que imortalizou a obra na história política de Portugal e Angola.
O Grande Prémio da Novelística: Em 1965, o júri da SPE atribuiu este galardão a Luandino Vieira pela obra Luuanda e na altura, o autor estava preso no Campo de Concentração do Tarrafal, condenado por "práticas terroristas" ligadas à luta pela independência de Angola.
O governo de Salazar reagiu com violência: extinguiu a Sociedade Portuguesa de Escritores, a sua sede foi vandalizada pela PIDE e o livro foi proibido e apreendido em todo o território português.
O livro é composto por três contos que retratam a vida nos musseques (bairros pobres) de Luanda: "Vavó Xíxi e seu neto Zeca Santos", "A estória do ladrão e do papagaio" e "A estória da galinha e do ovo".
É célebre pela subversão do português normativo, integrando o ritmo e o vocabulário do quimbundo (a língua local de Luanda), criando uma nova identidade literária angolana.
O duplo "u" em Luuanda reflete a pronúncia local.
A sua primeira edição, impressa nas oficinas do 'ABC' em Luanda ocorreu em 1963.
Em 1965 foi distinguido com o 'Grande Prémio da Novelística', da SPE (Sociedade Portuguesa de Autores). Em consequência da repressão que se seguiu pela censura e pela PIDE, a SPE foi encerrada e os membros do júri perseguidos. O livro seria proibido e recolhido. Surge assim, uma segunda edição em 1965, com a indicação de ter sido efectuada em Belo Horizonte, Brasil, mas de facto efectuada por agentes da PIDE em Braga, conforme processo que o autor colocou nos tribunais portugueses.
---
PRÉMIO CAMÕES 2006
Escritor angolano, José Luandino Vieira nasceu a 4 de maio de 1935, na Lagoa do Furadouro (Portugal). É cidadão angolano e participou ativamente no movimento de libertação nacional, contribuindo para o nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado.
Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou.
Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984.
No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até dezembro de 1989.
Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata.
Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano "Mota Veiga" em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reação da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio "João Dias", em 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.
ESGOTADO E MUITO RARO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Luandino Vieira
1ª Edição em Portugal em 1965
Editora EROS - Belo Horizonte
168 Páginas
A obra Luuanda, de Luandino Vieira, é um marco da literatura angolana e da resistência política ao regime salazarista. Embora muitas vezes associada ao ano de 1965 devido ao prémio que gerou o encerramento da Sociedade Portuguesa de Escritores (SPE), a sua história editorial e política é complexa.
Embora a primeira edição oficial tenha sido impressa em Luanda em 1963 (nas oficinas do 'ABC'), é o ano de 1965 que imortalizou a obra na história política de Portugal e Angola.
O Grande Prémio da Novelística: Em 1965, o júri da SPE atribuiu este galardão a Luandino Vieira pela obra Luuanda e na altura, o autor estava preso no Campo de Concentração do Tarrafal, condenado por "práticas terroristas" ligadas à luta pela independência de Angola.
O governo de Salazar reagiu com violência: extinguiu a Sociedade Portuguesa de Escritores, a sua sede foi vandalizada pela PIDE e o livro foi proibido e apreendido em todo o território português.
O livro é composto por três contos que retratam a vida nos musseques (bairros pobres) de Luanda: "Vavó Xíxi e seu neto Zeca Santos", "A estória do ladrão e do papagaio" e "A estória da galinha e do ovo".
É célebre pela subversão do português normativo, integrando o ritmo e o vocabulário do quimbundo (a língua local de Luanda), criando uma nova identidade literária angolana.
O duplo "u" em Luuanda reflete a pronúncia local.
A sua primeira edição, impressa nas oficinas do 'ABC' em Luanda ocorreu em 1963.
Em 1965 foi distinguido com o 'Grande Prémio da Novelística', da SPE (Sociedade Portuguesa de Autores). Em consequência da repressão que se seguiu pela censura e pela PIDE, a SPE foi encerrada e os membros do júri perseguidos. O livro seria proibido e recolhido. Surge assim, uma segunda edição em 1965, com a indicação de ter sido efectuada em Belo Horizonte, Brasil, mas de facto efectuada por agentes da PIDE em Braga, conforme processo que o autor colocou nos tribunais portugueses.
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PRÉMIO CAMÕES 2006
Escritor angolano, José Luandino Vieira nasceu a 4 de maio de 1935, na Lagoa do Furadouro (Portugal). É cidadão angolano e participou ativamente no movimento de libertação nacional, contribuindo para o nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado.
Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou.
Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984.
No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até dezembro de 1989.
Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata.
Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano "Mota Veiga" em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reação da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio "João Dias", em 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.
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