"MACAU E A I GUERRA DO ÓPIO" de Alfredo Gomes Dias - 1ª Edição de 1993
Preço: 12 €"MACAU E A I GUERRA DO ÓPIO" de Alfredo Gomes Dias - 1ª Edição de 1993
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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Descrição
"MACAU E A I GUERRA DO ÓPIO"
de Alfredo Gomes Dias
1ª Edição de 1993
Instituto Português do Oriente - Macau
Coleção Memória do Oriente Nº 2
236 Páginas
O ano de 1839 é um momento privilegiado para reflectirmos sobre o que foi a presença portuguesa em Macau no século passado, a qual, apesar dos momentos difíceis que teve de enfrentar, sobreviveu por mais cento e cinquenta anos.
Quando no terceiro dia desse ano o oficial Lin foi nomeado pelo Governo de Pequim Alto Comissário Imperial em Cantão, tendo por principal missão acabar com o tráfico do ópio, os acontecimentos precipitaram-se indo desembocar naquela que ficou conhecida como a "I Guerra do Ópio". A repressão àquele tráfico já se havia iniciado nos anos anteriores ainda que de forma pouco eficaz e convincente mas os seus efeitos já se faziam sentir no movimento portuário de Macau.
Esta Cidade não vai ficar à margem do conflito que opôs ingleses e chineses. Viveu, pelo contrário, um período de grande tensão política e económica perante a ameaça constante de encerramento do seu porto, de expulsão dos seus habitantes ou da sua ocupação militar.
Deste modo, os acontecimentos que imediatamente antecedem a guerra de 1839-42, exactamente por se tratar de um momento de crise reflectem, por um lado, o tipo de relações existentes entre a Cidade e o Celeste Império no século de oitocentos e, por outro lado, permitem definir o posicionamento das autoridades portuguesas de Macau face ao conflito, tentando sempre encontrar um ponto de equilíbrio que possibilitasse a permanência da bandeira portuguesa naquele território, apesar das pressões chinesas e britânicas.
---
ALFREDO COMES DIAS
Quando entrei pela primeira vez na velha escola primária da Rua Luz Soriano em Lisboa, no ano letivo de 1965/1966, estava longe de imaginar que, passado todo este tempo, ainda continuaria a viver ao ritmo dos anos letivos, períodos e semestres, aulas de 45 minutos ou de três horas.
Depois de terminada a Licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1981, permaneci na escola, assumindo agora o papel de professor, não em Portugal, mas na República Democrática de S. Tomé e Príncipe, onde fui professor cooperante durante cinco anos, lecionando no ensino básico. Na cidade de S. Tomé, na Escola Preparatória Patrice Lumumba, lecionei a minha primeira aula de História a uma turma do 5.º ano de escolaridade.
Seguiu-se a Escola Preparatória de Caxias, o Colégio Português de Kinshasa, no Congo (a minha segunda experiência africana), a Escola Preparatória de Caldas de Vizela, a EB 23 Matilde Rosa Araújo, em S. Domingos de Rana Cascais, a Direção Regional de Educação de Lisboa e, finalmente, em 1999/2000, entrei na Escola Superior de Educação de Lisboa, para iniciar a minha experiência profissional como professor do domínio das Ciências Sociais, nos cursos de formação inicial de professores do ensino básico.
Paralela a este percurso profissional como professor, primeiro no ensino básico, depois no ensino politécnico superior, nunca abandonei a atividade investigativa sobre a história colonial portuguesa nos séculos XIX e XX. Nos primeiros cinco anos, que correspondem à minha presença em S. Tomé e Príncipe, entre 1981 e 1986, em parceria com um colega, desenvolvi uma investigação sobre a mão-de-obra contratada que contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Todavia, em 1986/1987 iniciei um novo projeto de investigação que me levou a Macau e que ainda hoje continua a ocupar uma importante parte do meu tempo. Desde a I Guerra do Ópio (1839 a 1842), que deu origem à minha primeira publicação em 1993, até aos Piratas nos Mares de Macau (1854-1935), tema do meu último projeto desenvolvido sob a chancela do Arquivo de Macau, nos anos de 2016/2020, foram percorridos cerca de trinta e cinco anos em que sempre me senti como aprendiz de historiador.
Este espaço on-line , o seu conteúdo e a sua estrutura interna, é o fruto destes caminhos trilhados, por vezes em paralelo, por vezes cruzando-se entre si, entre os prazeres de fazer História e de ensinar História.
É também um canal de comunicação, para escrever longe das grades académicas que, cada vez mais, nos limitam o tempo, o espaço e a liberdade de pensar
No dia 3 de junho de 2025 encerrei a minha atividade docente. Aos meus últimos alunos ofereci a minha última aula a passagem de um testemunho que tenta adivinhar o futuro.
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NOVO - PORTES GRÁTIS
de Alfredo Gomes Dias
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Instituto Português do Oriente - Macau
Coleção Memória do Oriente Nº 2
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O ano de 1839 é um momento privilegiado para reflectirmos sobre o que foi a presença portuguesa em Macau no século passado, a qual, apesar dos momentos difíceis que teve de enfrentar, sobreviveu por mais cento e cinquenta anos.
Quando no terceiro dia desse ano o oficial Lin foi nomeado pelo Governo de Pequim Alto Comissário Imperial em Cantão, tendo por principal missão acabar com o tráfico do ópio, os acontecimentos precipitaram-se indo desembocar naquela que ficou conhecida como a "I Guerra do Ópio". A repressão àquele tráfico já se havia iniciado nos anos anteriores ainda que de forma pouco eficaz e convincente mas os seus efeitos já se faziam sentir no movimento portuário de Macau.
Esta Cidade não vai ficar à margem do conflito que opôs ingleses e chineses. Viveu, pelo contrário, um período de grande tensão política e económica perante a ameaça constante de encerramento do seu porto, de expulsão dos seus habitantes ou da sua ocupação militar.
Deste modo, os acontecimentos que imediatamente antecedem a guerra de 1839-42, exactamente por se tratar de um momento de crise reflectem, por um lado, o tipo de relações existentes entre a Cidade e o Celeste Império no século de oitocentos e, por outro lado, permitem definir o posicionamento das autoridades portuguesas de Macau face ao conflito, tentando sempre encontrar um ponto de equilíbrio que possibilitasse a permanência da bandeira portuguesa naquele território, apesar das pressões chinesas e britânicas.
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ALFREDO COMES DIAS
Quando entrei pela primeira vez na velha escola primária da Rua Luz Soriano em Lisboa, no ano letivo de 1965/1966, estava longe de imaginar que, passado todo este tempo, ainda continuaria a viver ao ritmo dos anos letivos, períodos e semestres, aulas de 45 minutos ou de três horas.
Depois de terminada a Licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1981, permaneci na escola, assumindo agora o papel de professor, não em Portugal, mas na República Democrática de S. Tomé e Príncipe, onde fui professor cooperante durante cinco anos, lecionando no ensino básico. Na cidade de S. Tomé, na Escola Preparatória Patrice Lumumba, lecionei a minha primeira aula de História a uma turma do 5.º ano de escolaridade.
Seguiu-se a Escola Preparatória de Caxias, o Colégio Português de Kinshasa, no Congo (a minha segunda experiência africana), a Escola Preparatória de Caldas de Vizela, a EB 23 Matilde Rosa Araújo, em S. Domingos de Rana Cascais, a Direção Regional de Educação de Lisboa e, finalmente, em 1999/2000, entrei na Escola Superior de Educação de Lisboa, para iniciar a minha experiência profissional como professor do domínio das Ciências Sociais, nos cursos de formação inicial de professores do ensino básico.
Paralela a este percurso profissional como professor, primeiro no ensino básico, depois no ensino politécnico superior, nunca abandonei a atividade investigativa sobre a história colonial portuguesa nos séculos XIX e XX. Nos primeiros cinco anos, que correspondem à minha presença em S. Tomé e Príncipe, entre 1981 e 1986, em parceria com um colega, desenvolvi uma investigação sobre a mão-de-obra contratada que contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Todavia, em 1986/1987 iniciei um novo projeto de investigação que me levou a Macau e que ainda hoje continua a ocupar uma importante parte do meu tempo. Desde a I Guerra do Ópio (1839 a 1842), que deu origem à minha primeira publicação em 1993, até aos Piratas nos Mares de Macau (1854-1935), tema do meu último projeto desenvolvido sob a chancela do Arquivo de Macau, nos anos de 2016/2020, foram percorridos cerca de trinta e cinco anos em que sempre me senti como aprendiz de historiador.
Este espaço on-line , o seu conteúdo e a sua estrutura interna, é o fruto destes caminhos trilhados, por vezes em paralelo, por vezes cruzando-se entre si, entre os prazeres de fazer História e de ensinar História.
É também um canal de comunicação, para escrever longe das grades académicas que, cada vez mais, nos limitam o tempo, o espaço e a liberdade de pensar
No dia 3 de junho de 2025 encerrei a minha atividade docente. Aos meus últimos alunos ofereci a minha última aula a passagem de um testemunho que tenta adivinhar o futuro.
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